domingo, 6 de dezembro de 2009

500 days of Summer


0 500 days of Summer é um típico filme sobre crescimento. Homem/garoto chegando à vida adulta encontra um desafio a ser superado. Uma história de iniciação. Um rito de passagem, aliás, confirmado na metáfora final que, a priore parece boba e clichê, mas que se analisada profundamente, adquire um sentido bem mais poético (é claro que não posso fazê-lo aqui, pois seria spoiler e contra os meus princípios).

O filme, já vem embutido com um trunfo, mas têm na verdade dois.

O primeiro, que já é perceptível logo de cara, é a trilha sonora escolhida a dedo para agradar o público-alvo Indie que o filme busca. Eu digo trunfo porque, não apenas a trilha sonora é boa, mas não se sobressai à história e ajuda a contá-la com toques sutis e refinados.

O segundo trunfo só pode ser uma conseqüência do primeiro: o ritmo narrativo. Esse vilão para todos os escritores foi domado em 500 days. É claro que, como já foi dito, o fundo musical da história ajuda muito, mas não é o principal.

Realmente estamos caminhando junto do nosso herói, um patético loser dos anos 90 ( começa ai a catarse), que chegará ao seu apogeu e descerá tragicamente à sua derrocada. Um fim moderno. O barato está é que somos carregados como ioiôs (para usar uma metáfora pynchoniana) atrás desse cara, Tom Hensen(o ótimo Joseph Gordon-Levitt) que, nos leva numa narrativa não linear pelos 500 dias que passará com esta garota de seus sonhos Summer (a cute cute Zooey Deschanell). Nós realmente somos arrastados a todos os arroubos românticos e bobos do personagem em técnicas que variam em posição de câmera, pequenas incursões filosóficas do narrador (como consciência do loser Tom), e divisão de tela com as expectativas e a realidade de uma situação que Tom vive com Summer. Mas o mais válido aqui é a posição do narrador, o fato de estarmos sempre nos olhos do Tom nos faz passar por todo o rito do qual ele está sendo submetido, e é claro com méritos ao diretor Marc Webb pelo modo divertido... e mais uma vez catártico, in extremis.

500 days of Summer é uma história divertida e com certeza para ser vista na tela grande. É claro que, essa estética voltada ao Indie, (que tem recorrido muito em filmes independentes) pode ser um fator decisivo para o filme, sendo ele comparado a Juno e Pequena Miss Sunshine (este último que não se pode comparar pela superioridade). No entanto, não se pode condenar um filme por esse motivo, muito menos um filme agradável e no ritmo certo como esse.

Um comentário:

  1. Esse filme entrou na minha lista de favoritos. Ainda o assistirei 500 vezes.

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