terça-feira, 29 de junho de 2010

Ah! A beleza do prosaico...


Ah a beleza do prosaico. Dirão vocês, mas que coisa chata! E eu digo, e daí? As filosofias do linóleo são as melhores. Ninguém leva a sério um cara bêbado no chão balbuciando “verdades universais” grogues, mas todo mundo lembra a sensação, não é? A não ser que seja uma pessoa careta chata que nunca se encontrou nessa situação... Opa quem é chato agora?
A verdade é que todos nós queremos viver nesse frenesi de por um momento na vida saber todas as respostas mesmo que elas não sejam resposta nenhuma. É só ver todas as sextas os bares cheios.
Não, não estou falando do escapismo absoluto. Da perda de consciência através de substâncias. Não, não amigo. Simplesmente aquele estágio entre sonho e realidade que se atinge num estado de cansaço mental limite e um ar inebriante com a mais pura possibilidade. Uma twilight zone onde até o apoio da cerveja é a coisa mais linda do mundo. Olha só quantos escritores, músicos, poetas, dramaturgos, filósofos e bêbados (sim, por quê não!) adoram falar sobre o nada. Vide a obra inteira de Tchekov, ou se não quiser ir tão longe Seinfeld. E é por isso que eu digo:
Ah, a beleza do prosaico...

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