sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Poema 4

Bicho de Pé.


Antes fosse geográfico

Construindo-se lentamente pelas beiradas

Ralando os cotovelos

E os joelhos

Espremendo dedos nos remendos das calças

rasgadas e rotas

de outros tempos

em que se esconder era bom

e não ter o tempo.

As horas liquidadas pelo nada

minutos, segundos, milésimos

de segundo.


E o ruim era ser todos.


Por que é que a gente pensa que se entende,

quando o bom é se perder?

E não ser achado.

Nem por si.

Menor.



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