sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Poema 6

soconoestômagô


Dedada no olho soconoestômagô

Cotonete molhado.

Tecido de seda que estica rasgando órgãos internos.

Minha virgindade traumatizada

Meu cu esfolado

Minha virilidade exacerbada

Exagerada

Jogada na grama com meus rins

Cozinhando

No sol

Ah se eu pudesse me virar do avesso

Me abrir por inteiro

Mostrar a eles cada detalhe do meu ser

Dizer,

Sem medo

Exposto ao vento

Esse diafragma

Ah esse diafragma

esse diafragma, amigo

cantou a nona de Beethoven


Nenhum comentário:

Postar um comentário