segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os 5 Melhores Discos de 1991 (segundo meu coração, aquele chato)



Eu não sou muito inclinado a fazer listas. Eu as acho autoritárias e injustas. Mas ultimamente venho sendo impelido a fazer uma: a dos discos de 1991 que mais importam para mim.

Esta lista, como não poderia deixar de ser, é arbitrária e totalmente baseada no valor afetivo que estes discos tem para mim, ainda assim 1991 foi um ano tão importante e prolífero que de certa forma, todos os discos incluídos aqui se relacionam por uma força em comum: o Nirvana.

Exoterismos (e trocadalhos) à parte, não é à toa que, após 20 anos do lançamento do petardo grungiano que como o Weezer definiu “had a baby on the head, he was naked on the head”, que assim como o Cuomo, quando o ouviu os acordes que romperam as correntes que todos nós possuíamos, todo mundo celebre, pule de alegria, estoure champanhe e.... faça listas!

Então lá vai, corrão para as colinas, e seja o que Bach quiser:

1) Teenage Fanclub – Bandwagonesque. Quem sou eu para contrariar Kurt Cobain? Assim como o mestre, esse disco é o disco de 1991 mais importante para mim. São as melodias dos Beach Boys, aliados à sensibilidade e a troca de vocais (e backings!) dos Beatles, com os acordes de blues dos Stones, mais a jovialidade grungiana e o amor ao Power Pop do Big Star que fazem desse disco simplesmente genial? Sim! Se o Kurt elegeu o Teenage Fanclub como A Melhor Banda do Mundo, quem sou eu pra contrariar?

2) Nirvana – Nevermind. Daí não tem pra ninguém. Fazer o quê? Eu era um moleque mirrado quando levei uma porrada na cara com esse disco e nunca mais sarei. Ele é o centro dessa lista e por que ele me deixou com o coração ferido e uma foto no RG com uma camiseta do Nirvana, ele é foda!

3) Pearl Jam – Ten. Se você pensar aí bem no fundo qual sua banda grunge favorita, com certeza você vai dizer Pearl Jam, até por que Nirvana transcende tudo isso, mas além disso, é por que esse disco talvez seja o mais importante do estilo em 1991. O Pearl Jam? Assim como o Nirvana transcendeu tudo depois, mas nessa época eles fediam a Teen Spirit, como não poderia deixar de ser. Não é preciso nem relacionar o disco com o Nevermind pra entender o por que de seu lugar na lista. Imperdível.

4) Superchunk – No Pocky for Kitty. Talvez esse disco seja o mais longínquo do petardo nirvanesco é verdade, mas a sua ligação com O disco que definiu os anos 90 vai além da mera coincidência de os integrantes da banda serem donos da Merge, que é a gravadora do Teenage Fanclub, que é A Melhor Banda do Mundo by Cobain; não. O Superchunk, assim como o Nirvana vem dos destroços dos anos 80 e, assim como a banda de Seattle, preservou nas suas melodias e letras atormentadas toda a pegada punk e a semente do alternativo. Numa outra vibe, é claro, mas tão original quanto. Punch me harder, make me feel it!

5) Pixies – Trompe le Monde. Bom desnecessário dizer, sem Pixies, sem Nirvana. Sem Nirvana, sem anos 90. Sem anos 90, sem o mundo. Sem o meu mundo pelo menos. Daí não tinha graça. Eram as fadinhas dumal passando o trono para o poeta de Aberdeen, um reinado de curta duração, é verdade, mas um reinado que mudou o mundo.


Outros:

Dinosaur Jr. - Green Mind

R.E.M. - Out of Time


The Magnetic Fields - Distant Plastic Trees

Blur - Leisure


Smashing Pumpkins - Gish




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