terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poema 11

Eu entendo o destempero de queimar tudo aquilo que se escreve

É o coração inquieto.

É a rapidez da mudança.

É a casca de ferida que coça.

É o gozo de meses de seca.


Nos andrajos literários de que me servi, me dispo

de identidades literárias falidas,

de pseudônimos atritos,

de putarias inertes,

da alma sem cor.


Talvez se eu usasse a mão para

acariciar mais

Talvez se eu usasse a mão para

a rotina

Talvez se eu usasse a mão para

anarquia.


Não quero cuspir palavras em vocês

Então me vou.



Imagem: Connie Chadwell – Drummer Boy.

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