
Eu entendo o destempero de queimar tudo aquilo que se escreve
É o coração inquieto.
É a rapidez da mudança.
É a casca de ferida que coça.
É o gozo de meses de seca.
Nos andrajos literários de que me servi, me dispo
de identidades literárias falidas,
de pseudônimos atritos,
de putarias inertes,
da alma sem cor.
Talvez se eu usasse a mão para
acariciar mais
Talvez se eu usasse a mão para
a rotina
Talvez se eu usasse a mão para
anarquia.
Não quero cuspir palavras em vocês
Então me vou.
Imagem: Connie Chadwell – Drummer Boy.

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