sexta-feira, 2 de março de 2012

Uma breve reflexão sobre a mente de P. I


Thomas Pynchon publicou Gravity's Rainbow em 1973, deve ter escrito durante os 60.

Margaret Thatcher subiu ao poder em 1979 e proferiu o seu slogan favorito, o TINA (There Is No Alternative), para referir-se à crise iminente da ideologia com oportunismo e criar eu, você e todo mundo com 30 anos ou menos nesse mundo cocô que a gente vive.

Nos anos 90, com a derradeira queda do "comunismo", Fukuyama proferiu uma espécie de variação com a famigerada "fim da história".


Em 73 Pynchon era um hippie quase na meia idade que escrevera livros palavrosos demais, imagéticos demais, verborrágicos demais (a.k.a. cheio de informação tipo uma coisa chamada internet, conhece?). Mesmo assim Gravityt's Rainbow se tornou um clássico instantâneo. Por que? Muitas razões, mais uma delas eu gostaria de apontar. Nos primeiros parágrafos (deve ser no 13o., 14o.), o antepenúltimo antes do fim da introdução do livro que nos mostra uma grande massa de pessoas, numa espécie de realidade alternativa de destruição pós-guerra, sendo afuniladas em sua fuga a uma prisão maior, um paradoxo da fuga para o aprisionamento; nesse parágrafo Pynchon nos apresenta o assunto do livro e as 5 primeiras palavras são:


There Is No Way Out.

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