<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693</id><updated>2012-02-02T11:32:39.560-08:00</updated><category term='Filosofia do Prosaico'/><category term='minicontos'/><category term='Crítica'/><category term='Man Booker Prize'/><category term='90s'/><category term='Cinema'/><category term='Oi Fim do Mundo'/><category term='Oscar 2011'/><category term='Copa de Literatura Brasileira'/><category term='Apropriação'/><category term='Poesia'/><category term='O Conceito'/><category term='Coração'/><category term='Pogo'/><category term='House'/><category term='Infinite Jest'/><category term='Pynchon'/><category term='Música'/><category term='Prêmio São Paulo de Literatura'/><category term='Listas'/><category term='HQ'/><category term='Ulysses'/><category term='Arte'/><category term='Controle'/><category term='Citações'/><category term='Contos'/><category term='Trechos'/><title type='text'>Quisera eu escrever um blog</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4977474272791913318</id><published>2012-02-02T11:23:00.001-08:00</published><updated>2012-02-02T11:32:39.571-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>Não Importa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--g1anjvGFRk/Tyri4Hl_pyI/AAAAAAAAANI/NrrJX-7RaaI/s1600/CHUVAS.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--g1anjvGFRk/Tyri4Hl_pyI/AAAAAAAAANI/NrrJX-7RaaI/s400/CHUVAS.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704621331757115170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;“&lt;i&gt;Trying to make it through the wall. You can see me if you're tall”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Yuck. The Wall.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Tem certas coisa que se movem apenas através de movimentos de luz. Camila se movia dessa forma. Era como uma canção do Pearl Jam. Provavelmente interpretada num quarto de sombras. In Hiding. Eu supunha.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Naquela manhã que São Paulo cortava cebolas e o céu desabava sobre o apê, eu dormi com Camila pela primeira vez. Naquele momento sobrava apenas o tornozelo bem definido dela espiando por debaixo dos lençóis. As unhas do pé com o esmalte descascando. Um grunhido e a necessidade imensa de se esconder da claridade fria da cidade que adentrava a janela sem proteção&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Preciso comprar cortinas” disse comigo mesmo “ou não” eu gostava daquele sofrimento fingido, semiconsciente. Sentia uma ternura desconhecida entre nós até então. E essa ternura vinha dos movimentos e dos gemidos de Camila, esse ser que se movimentava de acordo com a luz.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Na noite anterior ela se movimentava assim, elétrica, num vestido curto que mostrava seu corpo lânguido pela cidade. A Rua Augusta exalava paulistaneidade, um troço que é meio difícil de explicar, mas é como um soco no meio do estômago. Com benefícios. É mais fácil entender ao ver Camila andar para lá e para cá de sapatilhas e sorriso. Luz de gás e luz elétrica seguindo o seu percurso. A um som de cacofonia que parece Smiths num filme do Fincher.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Referencal, eu sei, mas essa é Camila. Como diria Kurt Cobain: Won't you believe it's just my luck?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; A conheci numa mesa de bar, obviamente. Na Augusta, obviamente. A despi em meu quarto, uns sete meses depois, mais ao centro da cidade. Calculei que a distância entre a vida social e o amor eram alguns quilômetros. Uns três. Não contei. Ao caminharmos para o meu apartamento pensávamos em trepar. A própria rua cheirava a sexo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; O amor? O amor veio depois. Era a quinta vez que nos encontrávamos também. Isso eu contei. Camila não. Era como se tivesse me visto pela primeira vez. A luz da casa de show propiciava isso, posso lhe dar essa desculpa. Na quinta vez tudo era escuro e eu empunhava heroicamente um baixo, com que vencera a desconfiança do público enjoado da cena indie paulistana tocando alguns Beatles. Eu estava rouco, talvez tenha sido isso também. As musicas do Paul Mccartney com um pouco de aridez pra dosar sempre funcionam. Era sexual. O local se infestava de casais novos, temporários ou antigos, acendendo ou reacendendo paixões. Era a luz tenho certeza. Why Don't We Do It In The Road e os holofotes. Certeza&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; E ali despido do esforço e do talento musical Camila finalmente me notou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Era a luz. E a rouquidão. Certeza.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Na primeira vez que a vi o sol atrapalhou. Chame de ozônio. O Charm, as Heinekens, algumas buzinas e cores que se fundiam harmonicamente ao cima da rua. A luz do sol queimava, mas urgia pelo gosto da cerveja. Uns amigos em comuns, não sei. Não me lembro bem quem me apresentou à Camila. Está tudo meio obscuro, não sei. As Heinekens. O ozônio. A conversa era cacofonia. Meu estômago uma multiplicação dela. Meus olhos, Camila. Camila? Camila era a luz que movimentava a conversa dessa vez. E eu era uma sombra qualquer. Tudo reluzia nela, nos dentes que sorriam grandes, nos olhos que rimavam. No som da sua voz que parecia exótico. Os holofotes todos sobre ela. Todas as cervejas oferecidas a ela. A minha era só mais uma.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Foi inevitável, e cruel também um pouco. Me escondi na sombra fria de julho que assim como eu se escondia do calor do sol que Camila trouxera vinda de regiões mais quentes do pais. Que paradoxo! A camisa de flanela escondendo meu rosto. A barba falhada, a timidez fingida. Estado de embriaguez.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Eu disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Me refiro sempre à existência desse sol nesse dia frio. É como uma fábula onde todo mundo se perde sem saber onde está. Sou um alien nesse calor.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Ninguém ouviu. Ou quem ouviu não importava. Camila afastava a luz para outros assuntos mais interessantes. Mendigos passavam na rua. Trabalhadores e crianças de rua implorando sobrevivência. Mas ninguém notava, pois eles eram cinzentos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Me perguntei quantas vezes eu teria que apanhar para chamar a atenção de Camila. Ela estava maravilhada com a cidade, com a cultura, com a comida, com o amor que existia estranho e iludido (como eu de nariz entupido debaixo da minha camisa de flanela), com a cerveja brilhando ao sol. Todos concordavam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Todos quem?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Cê não dá pra cobrir esse sol não?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Eu acordei do devaneio na minha poltrona. Ao som da voz de Camila tomei conta da minha nudez e da chuva. Era janeiro. Seis meses? Sete? E ela ali, descabelada me vendo nu a observá-la. Não, a nudez era mais profunda.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Arrisquei:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não comprei cortinas, desculpa.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Aquilo nunca me incomodara. Eu acordava cedo. Dormia pouco. O sono me incomodava. Preferia compor, aproveitando a baixa frequência das cordas do baixo. O ronco natural que todos os vizinhos tomavam como parte da cidade, do imposto venal.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Tá tudo bem” ela disse espreguiçando, deixando o lençol escorregar ao esticar os braços, mostrando um par de seios pequenos e firmes, daqueles que parecem inexistir, mas que estão ali para nos surpreender. “Eu nem tou com tanto sono aqui”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Esbocei um sorriso e lembrei da primeira conversa que tivemos. Uma que ela realmente olhou para mim e percebeu minha existência. Foi na terceira vez que nos vimos, em alguma casa noturna que ela tinha ido dançar e que eu acompanhara alguns amigos apenas para encontrá-la. Nunca fui bom em premeditar coisas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu lembrei de uma coisa que você me disse.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “O quê?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Naquele dia, quando a gente se conheceu, no Milo's”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não acredito que você ouviu alguma coisa que eu tenha dito.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Bobo. Eu lembro sim.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Duvido.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu lembro. Tava tocando Franz. Você dançava engraçado. Eu ri. Você fez cara de bobo.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Fiz é?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Fez”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “E como é isso?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Sei lá é como se você só tivesse lá por minha causa.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu tava.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu sei, mas não é isso.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “É como?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Sei lá, é como se você tentasse apagar a luz.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Com a luz apagada é menos perigoso, pensei, mas não disse nada. Acordes virulentos ressoavam na minha cabeça. Era inevitável. Preso nos meus quinze anos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não tinha muita luz lá” menti.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Sim, eu sei, mas é como se você quisesse tudo escuro.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não entendo” menti de novo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu também não, mas foi bonitinho”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Tinham umas luzes que cegavam lá, elas ficavam voltando pro meu olho.” Isso não era mentira.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “É e você fica bonitinho de ceguinho.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; No clube, o escocês cantava I know I won't be leaving here, depois de take me out, e Camila dançava, meio pulando, meio sexy na minha frente com uma sinceridade inédita para mim. Eu me esforçava, mas apenas conseguia berrar algumas frases desconexas e idiotas, totalmente descontextualizadas. Uma mania minha de soltar essas afirmações deslocadas e órfãs nos locais mais esquisitos. Era alguma coisa qualquer, sem importância.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Você disse...”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Ai não.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Para. Você disse que a luz é traiçoeira, que ela se move sem destino certo e que na maioria das vezes cega.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Eu disse?”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Sim. Isso, ou disse que me ama.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; A quarta vez que nos vimos Camila engolia outro rapaz e seus olhos grandes me encaravam arregalados pelos ombros do seu ficante. Doía toda vez que ela fazia isso e cada vez mais. Era possível que eu tenha me declarado para ela naquela noite. Não a quarta, a terceira vez, a que conversamos direito, mesmo entre berros, com os comentários de Smiths, de Blur, do primeiro Beatles e de New Order. Trocamos frases completas. Estalamos nossos dentes. Me peguei segurando o meu corpo para não encaixar no dela ali. Ela queria dançar. Era isso. Talvez tenha sido o erro. No quarto encontro os olhos grandes me fuzilara, as mãos dela no corpo do outro rapaz me esmagaram por tabela. Eu perdia os movimentos dela. Ela era muito rápida. A luz do quarto encontro era vermelha e isso me confundia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Pode ser que seja legal amar você”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Ela se  levantou e eu a vi pela primeira vez por inteira. O lençol escorregou por completo e eu pude ver uma moça pequena, quase diminuta, realizada num corpo onde as sombras mudavam de posição com os movimentos dos músculos do seu corpo que deslocavam a anatomia em pequenos lampejos. Ela era linda. Amarrava os cabelos com cuidado, expunha tatuagens escondidas. Os seios, o piercing no umbigo, os pelos arrepiados. Pude sentir com mais nitidez as nodoas que tateei na noite anterior no escuro etílico. Senti vontade de fazer amor de novo. Ela notou e sentou-se em meu colo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Você disse...” ela repetiu ao me ajeitar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Começava a chover mais forte lá fora. Eu não via nada, pois gostava de fazer amor de olhos fechados. Eu sentia o cheiro de tempestade que era estranhamente parecido com o dela e eu ouvia trovões em contraponto a gemidos fracos de Camila.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Você disse... e eu acreditei... que me amava... não com essas palavras, mas... você disse... assim... sem muito dizer... que eu era luz.... e eu sei... mesmo que traiçoeira... a luz faz parte... abra os olhos.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Abri e senti me esvaziar. Ela suava e brilhava enquanto eu gozava. Seu rosto era de ternura. O meu de lamento.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não importa ela disse” e continuou comigo dentro dela, mesmo parada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Na segunda vez que nos vimos a luz era de uma manhã de setembro. Uma manhã de domingo preguiçosa. Eu tomava café da manhã num dos botecos da Augusta, preguiçoso. Havia dormido três horas bem dormidas e me preparava para continuar a compor as músicas restantes para o disco da banda. Rabiscava algumas letras. Eram bobas. No fone de ouvido tocava o Yield. Eddie Vedder gritava algo sobre um cara que voava. Eu comia pão na chapa e pingado. Ela, com olhar cansado me olhava do outro lado do balcão. Naquela outra terceira vez, de manhã, depois de voltarmos do clube ela também me olhava com um olhar parecido e não falava nada. Segurava minha mão debaixo do balcão e a luz era como o passado. Nada acontecia. Não havia acontecido nada. Os outros riam e exacerbavam o sono com comentários que só tinham graça àquela hora da manhã. Em determinado momento Camila disse “Não importa” para algum comentário mais prosaico, sobre algum assunto mais mundano. E foram as últimas palavras que eu ouvira dela naquele dia. No outro dia, o anterior, a segunda vez que a vi ela não parava de olhar para mim e, seus olhos que brilhavam muito, brilhavam aquelas palavras. Um não importa muito grande. Trabalhadores, os parcos transeuntes na rua, o cheiro de café industrial pareciam concordar com ela. São Paulo ao amanhecer concordava com Camila.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Não importa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Comigo dentro dela, com sua cabeça encostada em meu peito, senti Camila vagarosamente cair no sono. Sua respiração se tornou mais espaçada e forte e com um suspiro ela adormeceu. Me perguntei como ela poderia ter um orgasmo. A chuva forte também.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; São Paulo era domingo e o domingo era incerto, a não ser pelo tédio. Eu sentia frio, mas estava escuro e a luz da janela era estática, segura. Pensei nos milhões de paulistanos que não tem amor. Pensei na crueza da cidade. Pensei na minha sorte.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Na primeira vez que vi Camila, ela não dirigiu a mim palavras contundentes, mas enquanto estávamos no bar de esquina uma tempestade se formou e desabou sobre a Rua Augusta sem perguntar se queríamos parar de brincar de ser gente grande. Todos se alojaram dentro do bar e perdemos nossa mesa para a água. Naquele momento eu disse: “É muita água, não vai dar pra sair tão cedo”, e Camila, que estava do meu lado sorriu para mim e respondeu: “Não importa” e saiu na chuva, se encharcando, movimentando a luz de São Paulo junto com ela. Pensei que rimava muito.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4977474272791913318?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4977474272791913318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/02/nao-importa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4977474272791913318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4977474272791913318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/02/nao-importa.html' title='Não Importa.'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--g1anjvGFRk/Tyri4Hl_pyI/AAAAAAAAANI/NrrJX-7RaaI/s72-c/CHUVAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6736746994573066788</id><published>2012-02-01T10:31:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T10:33:34.579-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>JESTA #1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-z3kCXp5RCwE/TymFco2P3BI/AAAAAAAAAM8/-B15CGE-Dn0/s1600/yorick_skull_illusion.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 263px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-z3kCXp5RCwE/TymFco2P3BI/AAAAAAAAAM8/-B15CGE-Dn0/s400/yorick_skull_illusion.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704237130089225234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que lástima pobre Yorick&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tal homem de jesta infinita&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu lhe entendo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sou nenhum Hamlet  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ignorando a obviedade&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de tua mensagem obscena&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas sim um cego num país de videntes&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Um caolho perdido num bosque de doppelgangers.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sim, eu lhe entendo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ridi Pagliaccio!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No entanto,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Espero que saiba&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que toda vez que uso teu nome em vão&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que toda vez que me valho da infâmia&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que toda vez que me faço de rogado&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de santo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de puto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de assassino&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;toda vez que assino meu nome  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;como o teu&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;toda vez que minto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o faço pelo teu legado,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;um elogio ao pobre louco,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;variado das ideias,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;despertado num mundo cão&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que lástima pobre Yorick,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ter que viver no mundo cão,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ter que rir de infâmias mil,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Inertes, pois,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;iguais aquelas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;as tuas jestas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;não há...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Que lástima pobre Yorick...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não se perca,  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(ou se zangue)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;se do alto de uma Elsinore qualquer&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;nesta metrópole devastada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu observar os mortos  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;com olhar ainda atônito&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e predizer maldições&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ridi Pagliaccio!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Elas são pobres homenagens&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;doces tentativas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ao menos,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ao menor dos palhaços.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não me olhe com olhos de caveira&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;não me fuzile com olhares de buraco negro&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;apenas ria de mim,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;faça troça de mim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;me destrua.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Por que eles, Yorick,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;estes seres, pobre amigo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;estes seres de dúbia luz,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de pobre razão&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estes seres,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eles querem  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o conforto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;das tuas  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;jestas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6736746994573066788?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6736746994573066788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/02/jesta-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6736746994573066788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6736746994573066788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/02/jesta-1.html' title='JESTA #1'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-z3kCXp5RCwE/TymFco2P3BI/AAAAAAAAAM8/-B15CGE-Dn0/s72-c/yorick_skull_illusion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-1184836629086273656</id><published>2012-01-31T12:40:00.001-08:00</published><updated>2012-01-31T12:42:03.201-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 11</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-PtVhl_wV2NQ/TyhR2OO2BWI/AAAAAAAAAMw/bcreeTVoBkQ/s1600/drummerboy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PtVhl_wV2NQ/TyhR2OO2BWI/AAAAAAAAAMw/bcreeTVoBkQ/s400/drummerboy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703898920039875938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu entendo o destempero de queimar tudo aquilo que se escreve&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É o coração inquieto.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É a rapidez da mudança.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É a casca de ferida que coça.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É o gozo de meses de seca.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nos andrajos literários de que me servi, me dispo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de identidades literárias falidas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de pseudônimos atritos,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de putarias inertes,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;da alma sem cor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez se eu usasse a mão para&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;acariciar mais&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez se eu usasse a mão para&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a rotina&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez se eu usasse a mão para&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;anarquia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não quero cuspir palavras em vocês&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então me vou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Imagem: Connie Chadwell – Drummer Boy.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-1184836629086273656?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/1184836629086273656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/poema-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1184836629086273656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1184836629086273656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/poema-11.html' title='Poema 11'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PtVhl_wV2NQ/TyhR2OO2BWI/AAAAAAAAAMw/bcreeTVoBkQ/s72-c/drummerboy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6169958176348061767</id><published>2012-01-31T11:58:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T12:04:38.668-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oi Fim do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Um Mestre na Periferia dos “Ismos”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QI3XNMUbO0E/TyhIdKWQ7HI/AAAAAAAAAMk/FiLGYzlCqPs/s1600/casa%2Bdos%2Bnaufragios.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-P_h6dxERw-c/TyhIPKxnZeI/AAAAAAAAAMY/0p_bOaaFKVA/s1600/guillermo-rosales.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 250px; height: 345px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-P_h6dxERw-c/TyhIPKxnZeI/AAAAAAAAAMY/0p_bOaaFKVA/s400/guillermo-rosales.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703888353492428258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;É aquela velha história: relatos de pessoas que viveram situações terríveis, holocaustos e tragédias são sempre mais, como dizer, palpáveis. Com Guillermo Rosales é a mesma coisa. Mesmo que &lt;a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12958"&gt;A Casa dos Naufrágos&lt;/a&gt; (Cia. Das Letras, 2011), não seja exatamente um relato e mais uma narrativa (muito) baseada em experiências do autor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Então vamos à matemática, Guillermo é: Cubano; foi integrante do PC; é esquizofrênico; frequentou as terríveis boarding houses americanas cuidadas por cubanos dissidentes; Guillermo se suicidou num ato desesperado, praticamente destruindo toda a sua obra.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;O processo, como se vê, é sintomático, mas nunca (e isso transparece em sua prosa) frio ou ressentido, ou pior: arrependido.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;O que temos é um indivíduo no extremo máximo de sua individualidade que é a repartição do ser, a esquizofrenia, incapaz de se adequar a qualquer sistema social que lhe é dado como opção. A questão vai além da ideologia. O protagonista do pequeno romance não tem muitos horizontes. Ele não está em Cuba, mas ao mesmo tempo ele está numa pequena ilha rodeada pelo capitalismo de Miami. E ele não quer sair na rua por que a rua é sempre pior. Essa não é uma opção. É um indivíduo sem rumo perdido na periferia de dois “ismos”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Deslocadas, as pouco mais de cem páginas do romance estão repletas de um lirismo doloroso, mas sincero. É um corte rápido como um corte na jugular. Certeiro, Rosales nos apresenta o pior dos dois mundos.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Obsceno.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;O engraçado que é tão atual que chega a doer.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QI3XNMUbO0E/TyhIdKWQ7HI/AAAAAAAAAMk/FiLGYzlCqPs/s1600/casa%2Bdos%2Bnaufragios.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QI3XNMUbO0E/TyhIdKWQ7HI/AAAAAAAAAMk/FiLGYzlCqPs/s400/casa%2Bdos%2Bnaufragios.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703888593895877746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6169958176348061767?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6169958176348061767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/e-aquela-velha-historia-relatos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6169958176348061767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6169958176348061767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/e-aquela-velha-historia-relatos-de.html' title='Um Mestre na Periferia dos “Ismos”'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-P_h6dxERw-c/TyhIPKxnZeI/AAAAAAAAAMY/0p_bOaaFKVA/s72-c/guillermo-rosales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4723905104107458763</id><published>2012-01-23T09:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T11:29:07.509-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='90s'/><title type='text'>Os 5 Melhores Discos de 1991 (segundo meu coração, aquele chato)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-cIZBDzoHi5I/Tx20fWFkWtI/AAAAAAAAAL0/LUPYw069y5M/s1600/Gish.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou muito inclinado a fazer listas. Eu as acho autoritárias e injustas. Mas ultimamente venho  sendo impelido a fazer uma: a dos discos de 1991 que mais importam para mim.   &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Esta lista, como não poderia deixar de ser, é arbitrária e totalmente baseada no valor afetivo que estes discos tem para mim, ainda assim 1991 foi um ano tão importante e prolífero que de certa forma, todos os discos incluídos aqui se relacionam por uma força em comum: o Nirvana.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Exoterismos (e trocadalhos) à parte, não é à toa que, após 20 anos do lançamento do petardo grungiano que como o Weezer definiu “had a baby on the head, he was naked on the head”, que assim como o Cuomo, quando o ouviu os acordes que romperam as correntes que todos nós possuíamos, todo mundo celebre, pule de alegria, estoure champanhe e.... faça listas!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Então lá vai, corrão para as colinas, e seja o que Bach quiser:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0gAfpPF6gfY/Tx2ZtbtYr-I/AAAAAAAAAKI/0oLtGMDGeNM/s1600/Bandwagonesque.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 396px; height: 396px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0gAfpPF6gfY/Tx2ZtbtYr-I/AAAAAAAAAKI/0oLtGMDGeNM/s400/Bandwagonesque.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700881709132197858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;1) Teenage Fanclub – Bandwagonesque. Quem sou eu para contrariar Kurt Cobain? Assim como o mestre, esse disco é o disco de 1991 mais importante para mim. São as melodias dos Beach Boys, aliados à sensibilidade e a troca de vocais (e backings!) dos Beatles, com os acordes de blues dos Stones, mais a jovialidade grungiana e o amor ao Power Pop do Big Star que fazem desse disco simplesmente genial? Sim! Se o Kurt elegeu o Teenage Fanclub como A Melhor Banda do Mundo, quem sou eu pra contrariar?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ux5hllgKzO0/Tx2aHtRGtDI/AAAAAAAAAKU/cdWaCQE9A6Y/s1600/Nevermind.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ux5hllgKzO0/Tx2aHtRGtDI/AAAAAAAAAKU/cdWaCQE9A6Y/s400/Nevermind.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700882160522015794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;2) Nirvana – Nevermind. Daí não tem pra ninguém. Fazer o quê? Eu era um moleque mirrado quando levei uma porrada na cara com esse disco e nunca mais sarei. Ele é o centro dessa lista e por que ele me deixou com o coração ferido e uma foto no RG com uma camiseta do Nirvana, ele é foda!&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HYAWUYL8TX0/Tx2aWSrMyoI/AAAAAAAAAKg/rmyz-l6X5q4/s1600/Ten.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HYAWUYL8TX0/Tx2aWSrMyoI/AAAAAAAAAKg/rmyz-l6X5q4/s400/Ten.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700882411081747074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;3) Pearl Jam – Ten. Se você pensar aí bem no fundo qual sua banda grunge favorita, com certeza você vai dizer Pearl Jam, até por que Nirvana transcende tudo isso, mas além disso, é por que esse disco talvez seja o mais importante do estilo em 1991. O Pearl Jam? Assim como o Nirvana transcendeu tudo depois, mas nessa época eles fediam a Teen Spirit, como não poderia deixar de ser. Não é preciso nem relacionar o disco com o Nevermind pra entender o por que de seu lugar na lista. Imperdível.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-63KhML-kyPc/Tx2agR6pTgI/AAAAAAAAAKs/G-rwHWP9J24/s1600/No%2BPocky%2Bfor%2BKitty.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-63KhML-kyPc/Tx2agR6pTgI/AAAAAAAAAKs/G-rwHWP9J24/s400/No%2BPocky%2Bfor%2BKitty.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700882582676786690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;4) Superchunk – No Pocky for Kitty. Talvez esse disco seja o mais longínquo do petardo nirvanesco é verdade, mas a sua ligação com O disco que definiu os anos 90 vai além da mera coincidência de os integrantes da banda serem donos da Merge, que é a gravadora do Teenage Fanclub, que é A Melhor Banda do Mundo by Cobain; não. O Superchunk, assim como o Nirvana vem dos destroços dos anos 80 e, assim como a banda de Seattle, preservou nas suas melodias e letras atormentadas toda a pegada punk e a semente do alternativo. Numa outra vibe, é claro, mas tão original quanto. Punch me harder, make me feel it!&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fR4VduTlzbM/Tx2atBe8_qI/AAAAAAAAAK4/mt-AIknwiec/s1600/Trompe%2Ble%2BMonde.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fR4VduTlzbM/Tx2atBe8_qI/AAAAAAAAAK4/mt-AIknwiec/s400/Trompe%2Ble%2BMonde.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700882801603968674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;5) Pixies – Trompe le Monde. Bom desnecessário dizer, sem Pixies, sem Nirvana. Sem Nirvana, sem anos 90. Sem anos 90, sem o mundo. Sem o meu mundo pelo menos. Daí não tinha graça. Eram as fadinhas dumal passando o trono para o poeta de Aberdeen, um reinado de curta duração, é verdade, mas um reinado que mudou o mundo.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Outros:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Dinosaur Jr. - Green Mind&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5Q8cYDny3zs/Tx2zPhAg7tI/AAAAAAAAALE/PwiLwcA1gHA/s1600/Green%2BMind.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 201px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5Q8cYDny3zs/Tx2zPhAg7tI/AAAAAAAAALE/PwiLwcA1gHA/s400/Green%2BMind.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700909782460853970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;R.E.M. - Out of Time&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RxnDL0Ny6Dc/Tx2zeGMzSlI/AAAAAAAAALQ/mkPuCewe4T8/s1600/Out%2Bof%2BTime.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RxnDL0Ny6Dc/Tx2zeGMzSlI/AAAAAAAAALQ/mkPuCewe4T8/s400/Out%2Bof%2BTime.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700910032962669138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;The Magnetic Fields - Distant Plastic Trees&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DhSnNOVmDCs/Tx20AX2g7lI/AAAAAAAAALc/4luw3HEtZwc/s1600/Distant%2BPlastic%2BTrees.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 201px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DhSnNOVmDCs/Tx20AX2g7lI/AAAAAAAAALc/4luw3HEtZwc/s400/Distant%2BPlastic%2BTrees.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700910621816581714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Blur - Leisure&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6R8CcEJQU2U/Tx20RLS3TtI/AAAAAAAAALo/fGYosr4rzk0/s1600/Leisure.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6R8CcEJQU2U/Tx20RLS3TtI/AAAAAAAAALo/fGYosr4rzk0/s400/Leisure.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700910910503603922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Smashing Pumpkins - Gish&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cIZBDzoHi5I/Tx20fWFkWtI/AAAAAAAAAL0/LUPYw069y5M/s1600/Gish.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-cIZBDzoHi5I/Tx20fWFkWtI/AAAAAAAAAL0/LUPYw069y5M/s400/Gish.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700911153918794450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4723905104107458763?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4723905104107458763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/os-5-melhores-discos-de-1991-segundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4723905104107458763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4723905104107458763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/os-5-melhores-discos-de-1991-segundo.html' title='Os 5 Melhores Discos de 1991 (segundo meu coração, aquele chato)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0gAfpPF6gfY/Tx2ZtbtYr-I/AAAAAAAAAKI/0oLtGMDGeNM/s72-c/Bandwagonesque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-1525555684347322367</id><published>2012-01-02T12:08:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T12:10:01.138-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Infinite Jest'/><title type='text'>James O. Incandenza's Filmography</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-lBdrBhfNXqo/TwIPE_WbUsI/AAAAAAAAAJ4/6SBox9BxtNo/s1600/The_Young_Lord_Hamlet.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lBdrBhfNXqo/TwIPE_WbUsI/AAAAAAAAAJ4/6SBox9BxtNo/s400/The_Young_Lord_Hamlet.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693129457349120706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;JAMES O. INCANDENZA: A FILMOGRAPHY3&lt;br /&gt;The following listing is as complete as we are able to make it. Because the twelve years of Incandenza's directorial activity also coincided with&lt;br /&gt;large shifts in film venue — from public art cinemas, to VCR-capable magnetic recordings, to InterLace TelEntertainment laser dissemination and&lt;br /&gt;reviewable storage disk laser cartridges — and because Incandenza's output itself comprises industrial, documentary, conceptual, advertorial,&lt;br /&gt;technical, parodic, dramatic noncommercial, nondramatic ('anti-confluential') noncommercial, nondramatic commercial, and dramatic commercial&lt;br /&gt;works, this filmmaker's career presents substantive archival challenges. These challenges are also compounded by the facts that, first, for&lt;br /&gt;conceptual reasons, Incandenza eschewed both L. of C. registration and formal dating until the advent of Subsidized Time, secondly, that his&lt;br /&gt;output increased steadily until during the last years of his life Incandenza often had several works in production at the same time, thirdly, that his&lt;br /&gt;production company was privately owned and underwent at least four different changes of corporate name, and lastly that certain of his highconceptual&lt;br /&gt;projects' agendas required that they be titled and subjected to critique but never filmed, making their status as film subject to&lt;br /&gt;controversy.&lt;br /&gt;Accordingly, though the works are here listed in what is considered by archivists to be their&lt;br /&gt;a. From Comstock, Posner, and Duquette, The Laughing Pathologists: Exemplary Works of the Anticonfluential Après Garde: Some Analyses of&lt;br /&gt;the Movement Toward Stasis in North American Conceptual Film (w/ Beth B., Vivienne Dick, James O. Incandenza, Vigdis Simpson, E. and K.&lt;br /&gt;Snow).' ONANite Film and Cartridge Studies Annual, vol. 8, nos. 1-3 (Year of D.P. from the A.H.), pp. 44-117.&lt;br /&gt;probable order of completion, we wish to say that the list's order and completeness are, at this point in time, not definitive.&lt;br /&gt;Each work's title is followed: by either its year of completion, or by 'B.S.,' designating undated completion before Subsidization; by the&lt;br /&gt;production company; by the major players, if credited; by the storage medium's ('film' 's) gauge or gauges; by the length of the work to the&lt;br /&gt;nearest minute; by an indication of whether the work is in black and white or color or both; by an indication of whether the film is silent or in sound&lt;br /&gt;or both; by (if possible) a brief synopsis or critical overview; and by an indication of whether the work is mediated by celluloid film, magnetic video,&lt;br /&gt;Interlace Spontaneous Dissemination, TP-compatible InterLace cartridge, or privately distributed by Incandenza's own company(ies). The&lt;br /&gt;designation UNRELEASED is used for those works which never saw distribution and are now publicly unavailable or lost.&lt;br /&gt;Cage.b Dated only 'Before Subsidization.' Meniscus Films, Ltd. Uncredited cast; 16 mm.; .5 minutes; black and white; sound. Soliloquized parody&lt;br /&gt;of a broadcast-television advertisement for shampoo, utilizing four convex mirrors, two planar mirrors, and one actress. UNRELEASED&lt;br /&gt;Kinds of Light. B.S. Meniscus Films, Ltd. No cast; 16 mm.; 3 minutes; color; silent. 4,444 individual frames, each of which photo depicts lights of&lt;br /&gt;different source, wavelength, and candle power, each reflected off the same unpolished tin plate and rendered disorienting at normal projection&lt;br /&gt;speeds by the hyperretinal speed at which they pass. CELLULOID, LIMITED METROPOLITAN BOSTON RELEASE, REQUIRES PROJECTION AT .25&lt;br /&gt;NORMAL SPROCKET DRIVE&lt;br /&gt;Dark Logics. B.S. Meniscus Films, Ltd. Players uncredited; 35 mm.; 21 minutes; color; silent w/ deafening Wagner/Sousa soundtrack. Griffith&lt;br /&gt;tribute, limura parody. Child-sized but severely palsied hand turns pages of incunabular manuscripts in mathematics, alchemy, religion, and bogus&lt;br /&gt;political autobiography, each page comprising some articulation or defense of intolerance and hatred. Film's dedication to D. W. Griffith and Taka&lt;br /&gt;limura. UNRELEASED&lt;br /&gt;Tennis, Everyone? B.S. Heliotrope Films, Ltd./U.S.T.A. Films. Documentary cast w/ narrator Judith Fukuoka-Hearn; 35 mm.; 26 minutes; color;&lt;br /&gt;sound. Public relations/advertorial production for United States Tennis Association in conjunction with Wilson Sporting Goods, Inc. MAGNETIC&lt;br /&gt;VIDEO&lt;br /&gt;'There Are No Losers Here.' B.S. Heliotrope Films, Ltd./ U.S.T.A. Films. Documentary cast w/ narrator P. A. Heaven; 35 mm.; color; sound.&lt;br /&gt;Documentary on B.S. 1997 U.S.T.A. National Junior Tennis Championships, Kalamazoo MI and Miami FL, in conjunction with United States Tennis&lt;br /&gt;Association and Wilson Sporting Goods. MAGNETIC VIDEO&lt;br /&gt;Flux in a Box. B.S. Heliotrope Films, Ltd./Wilson Inc. Documentary cast w/ narrator Judith Fukuoka-Hearn; 35 mm.; 52 minutes; black and&lt;br /&gt;white/color; sound. Documentary history of box, platform, lawn, and court tennis from the 17th-century Court of the Dauphin to the present.&lt;br /&gt;MAGNETIC VIDEO&lt;br /&gt;Infinite Jest (I). B.S. Meniscus Films, Ltd. Judith Fukuoka-Hearn; 16/35 mm.; 90(?) minutes; black and white; silent. Incandenza's unfinished and&lt;br /&gt;unseen first attempt at commercial entertainment. UNRELEASED&lt;br /&gt;Annular Fusion Is Our Friend. B.S. Heliotrope Films, Ltd./Sunstrand Power &amp;amp; Light Co. Documentary cast w/ narrator C. N. Reilly; Sign-&lt;br /&gt;Interpreted for the Deaf; 78 mm.; 45 minutes; color; sound. Public relations/advertorial production for New England's Sunstrand Power and Light&lt;br /&gt;utility, a nontechnical explanation of the processes of DT-cycle lithiumized annular fusion and its applications in domestic energy production.&lt;br /&gt;CELLULOID, MAGNETIC VIDEO&lt;br /&gt;Annular Amplified Light: Some Reflections. B.S. Heliotrope Films/Sunstrand Power &amp;amp; Light&lt;br /&gt;b. With the possible exception of Cage III — Free Show, Incandenza's Cage series bears no discernible relation to Sidney Peterson's 1947 classic,&lt;br /&gt;The Cage.&lt;br /&gt;Co. Documentary cast w/ narrator C. N. Reilly; Sign-Interpreted for the Deaf; 78 mm.; 45 minutes; color; sound. Second infomercial for&lt;br /&gt;Sunstrand Co., a nontechnical explanation of the applications of cooled-photon lasers in DT-cycle lithiumized annular fusion. CELLULOID,&lt;br /&gt;MAGNETIC VIDEO&lt;br /&gt;Union of Nurses in Berkeley. B.S. Meniscus Films, Ltd. Documentary cast; 35 mm.; 26 minutes; color; silent. Documentary and closed-caption&lt;br /&gt;interviews with hearing-impaired RNs and LPNs during Bay Area health care reform riots of 1996. MAGNETIC VIDEO, PRIVATELY RELEASED BY&lt;br /&gt;MENISCUS FILMS, LTD.&lt;br /&gt;Union of Theoretical Grammarians in Cambridge. B.S. Meniscus Films, Ltd. Documentary cast; 35 mm.; 26 minutes; color; silent w/ heavy use of&lt;br /&gt;computerized distortion in facial close-ups. Documentary and closed-caption interviews with participants in the public Steven Pinker-Avril M.&lt;br /&gt;Incandenza debate on the political implications of prescriptive grammar during the infamous Militant Grammarians of Massachusetts convention&lt;br /&gt;credited with helping incite the M.I.T. language riots of B.S. 1997. UNRELEASED DUE TO LITIGATION&lt;br /&gt;Widower. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Ross Reat; 35 mm.; 34 minutes; black and white; sound. Shot on location in&lt;br /&gt;Tucson AZ, parody of broadcast television domestic comedies, a cocaine-addicted father (Watt) leads his son (Reat) around their desert property&lt;br /&gt;immolating poisonous spiders. CELLULOID; INTERLACE TELENT CARTRIDGE RERELEASE #357-75-00 (Y.P.W.)&lt;br /&gt;Cage II. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Disney Leith; 35 mm.; 120 minutes; black and white; sound. Sadistic penal&lt;br /&gt;authorities place a blind convict (Watt) and a deaf-mute convict (Leith) together in 'solitary confinement,' and the two men attempt to devise ways&lt;br /&gt;of communicating with each other. LIMITED CELLULOID RUN; RERELEASED ON MAGNETIC VIDEO&lt;br /&gt;Death in Scarsdale. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Marlon R. Bain; 78 mm.; 39 minutes; color; silent w/ closed-caption&lt;br /&gt;subtitles. Mann/Allen parody, a world-famous dermatological endocrinologist (Watt) becomes platonically obsessed with a boy (Bain) he is treating&lt;br /&gt;for excessive perspiration, and begins himself to suffer from excessive perspiration. UNRELEASED&lt;br /&gt;Fun with Teeth. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Herbert G. Birch, Billy Tolan, Pam Heath; 35 mm.; 73 minutes; black and white; silent w/&lt;br /&gt;non-human screams and howls. Kosinski/Updike/Peckinpah parody, a dentist (Birch) performs sixteen unanesthetized root-canal procedures on an&lt;br /&gt;academic (Tolan) he suspects of involvement with his wife (Heath). MAGNETIC VIDEO, PRIVATELY RELEASED BY LATRODECTUS MACTANS PROD.&lt;br /&gt;Infinite Jest (II). B.S. Latrodectus Mactans Productions. Pam Heath; 35/78 mm.; 90(?) minutes; black and white; silent. Unfinished, unseen&lt;br /&gt;attempt at remake of Infinite Jest (I). UNRELEASED&lt;br /&gt;Immanent Domain. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Judith Fukuoka-Hearn, Pam Heath, Pamela-Sue Voorheis, Herbert G.&lt;br /&gt;Birch; 35 mm.; 88 minutes; black and white w/ microphotography; sound. Three memory-neurons (Fukuoka-Hearn, Heath, Voorheis (w/&lt;br /&gt;polyurethane costumes)) in the Inferior frontal gyrus of a man's (Watt's) brain fight heroically to prevent their displacement by new memoryneurons&lt;br /&gt;as the man undergoes intensive psychoanalysis. CELLULOID; INTERLACE TELENT CARTRIDGE RERELEASE #340-03-70 (Y.P.W.)&lt;br /&gt;Kinds of Pain. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Anonymous cast; 35/78 mm.; 6 minutes; color; silent. 2,222 still-frame close-ups of middleaged&lt;br /&gt;white males suffering from almost every conceivable type of pain, from an ingrown toenail to cranio-facial neuralgia to inoperable colo-rectal&lt;br /&gt;neoplastis. CELLULOID, LIMITED METRO BOSTON RELEASE, REQUIRES PROJECTION AT .25 NORMAL SPROCKET-DRIVE&lt;br /&gt;Various Small Flames. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Pam Heath, Ken N. Johnson; 16 mm.; 25 minutes w/ recursive loop&lt;br /&gt;for automatic replay; color; silent w/ sounds of human coitus appropriated from and credited to Caballero Control Corp. adult videos. Parody of&lt;br /&gt;neoconceptual structuralist films of Godbout and Vodriard, n-frame images of myriad varieties of small household flames, from lighters and birthday&lt;br /&gt;candles to stovetop gas rings and grass clippings ignited by sunlight through a magnifying glass, alternated with anti-narrative sequences of a man&lt;br /&gt;(Watt) sitting in a dark bedroom drinking bourbon while his wife (Heath) and an Amway representative (Johnson) have acrobatic coitus in the&lt;br /&gt;background's lit hallway. UNRELEASED DUE TO LITIGATION BY I96os US CONCEPTUAL DIRECTOR OF VARIOUS SMALL FIRES ED RUSCHA —&lt;br /&gt;INTERLACE TELENT CARTRIDGE RE-RELEASE #330-54-94 (Y.T.-S.D.B.)&lt;br /&gt;Cage HI — Free Show. B.S. Latrodectus Mactans Productions/Infernatron Animation Concepts, Canada. Cosgrove Watt, P. A. Heaven, Everard&lt;br /&gt;Maynell, Pam Heath; partial animation; 35 mm.; 65 minutes; black and white; sound. The figure of Death (Heath) presides over the front entrance&lt;br /&gt;of a carnival sideshow whose spectators watch performers undergo unspeakable degradations so grotesquely compelling that the spectators' eyes&lt;br /&gt;become larger and larger until the spectators themselves are transformed into gigantic eyeballs in chairs, while on the other side of the sideshow&lt;br /&gt;tent the figure of Life (Heaven) uses a megaphone to invite fairgoers to an exhibition in which, if the fairgoers consent to undergo unspeakable&lt;br /&gt;degradations, they can witness ordinary persons gradually turn into gigantic eyeballs. INTERLACE TELENT FEATURE CARTRIDGE #357-65-65&lt;br /&gt;'The Medusa v. the Odalisque* B.S. Latrodectus Mactans Productions. Uncredited cast; zone-plating laser holography by James O. Incandenza&lt;br /&gt;and Urquhart Ogilvie, Jr.; holographic fight-choreography by Kenjiru Hirota courtesy of Sony Entertainment-Asia; 78 mm.; 29 minutes; black and&lt;br /&gt;white; silent w/ audience-noises appropriated from network broadcast television. Mobile holograms of two visually lethal mythologic females duel&lt;br /&gt;with reflective surfaces onstage while a live crowd of spectators turns to stone. LIMITED CELLULOID RUN; PRIVATELY RERELEASED ON MAGNETIC&lt;br /&gt;VIDEO BY LATRODECTUS MACTANS PRODUCTIONS&lt;br /&gt;The Machine in the Ghost: Annular Holography for Fun and Prophet. B.S. Heliotrope Films, Ltd./National Film Board of Canada. Narrator P. A.&lt;br /&gt;Heaven; 78 mm.; 35 minutes; color; sound. Nontechnical introduction to theories of annular enhancement and zone-plating and their applications&lt;br /&gt;in high-resolution laser holography. UNRELEASED DUE TO US/CANADIAN DIPLOMATIC TENSIONS&lt;br /&gt;Homo Duplex. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Narrator P. A. Heaven; Super-8 mm.; 70 minutes; black and white; sound. Parody of&lt;br /&gt;Woititz and Shulgin's 'poststructural antidocu-mentaries,' interviews with fourteen Americans who are named John Wayne but are not the legendary&lt;br /&gt;20th-century film actor John Wayne. MAGNETIC VIDEO (LIMITED RELEASE)&lt;br /&gt;Zero-Gravity Tea Ceremony. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Ken N. Johnson, Judith Fukuoka-Hearn, Otto Brandt, E. J. Kenkle; 35 mm.;&lt;br /&gt;82 minutes; black and white/color; silent. The intricate Ocha-Kai is conducted 2.5 m. off the ground in the Johnson Space Center's zero-gravitysimulation&lt;br /&gt;chamber. CELLULOID; INTERLACE TELENT RERELEASE #357-40-01 (Y.P.W.)&lt;br /&gt;Pre-Nuptial Agreement of Heaven and Hell. B.S. Latrodectus Mactans Productions/ Infernatron Animation Concepts, Canada. Animated w/&lt;br /&gt;uncredited voices; 35 mm.; 59 minutes; color; sound. God and Satan play poker with Tarot cards for the soul of an alcoholic sandwich-bag&lt;br /&gt;salesman obsessed with Bernini's 'The Ecstasy of St. Teresa.' PRIVATELY RELEASED ON CELLULOID AND MAGNETIC VIDEO BY LATRODECTUS&lt;br /&gt;MACTANS PRODUCTIONS&lt;br /&gt;The Joke. B.S. Latrodectus Mactans Productions. Audience as reflexive cast; 35 mm. X 2 cameras; variable length; black and white; silent.&lt;br /&gt;Parody of Hollis Frampton's 'audience-specific events,' two Ikegami EC-35 video cameras in theater record the 'film' 's audience and project&lt;br /&gt;the resultant raster onto screen — the theater audience watching itself watch itself get the obvious 'joke' and become increasingly self-conscious&lt;br /&gt;and uncomfortable and hostile supposedly comprises the film's involuted 'antinarrative' flow. Incandenza's first truly controversial project, Film &amp;amp;&lt;br /&gt;Kartridge Kultcher's Sperber credited it with 'unwittingly sounding the death-knell of post-poststructural film in terms of sheer annoyance.'&lt;br /&gt;NONRECORDED MAGNETIC VIDEO SCREENABLE IN THEATER VENUE ONLY, NOW UNRELEASED&lt;br /&gt;Various Lachrymose U.S. Corporate Middle-Management Figures. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Every Inch of Disney Leith. B.S. Latrodectus Mactans Productions/Medical Imagery of Alberta, Ltd. Disney Leith; computer-enlarged 35 mm./x 2&lt;br /&gt;m.; 253 minutes; color; silent. Miniaturized, endoscopic, and microinvasive cameras traverse entire exterior and interior of one of Incandenza's&lt;br /&gt;technical crew as he sits on a folded scrape in the Boston Common listening to a public forum on uniform North American metricization. PRIVATE&lt;br /&gt;RELEASE ON MAGNETIC VIDEO BY LATRODECTUS MACTANS PRODUCTIONS; INTERLACE TELENT RERELEASE #357-56-34 (Y.P.W.)&lt;br /&gt;Infinite Jest (HI). B.S. Latrodectus Mactans Productions. Uncredited cast; 16/35 mm.; color; sound. Unfinished, unseen remake of Infinite Jest&lt;br /&gt;(I), (II). UNRELEASED&lt;br /&gt;Found Drama I.&lt;br /&gt;Found Drama II.&lt;br /&gt;Found Drama HI. . . . conceptual, conceptually unfilmable. UNRELEASED&lt;br /&gt;The Man Who Began to Suspect He Was Made of Glass. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. Cosgrove Watt, Gerhardt&lt;br /&gt;Schtitt; 35 mm.; 21 minutes; black and white; sound. A man undergoing intensive psychotherapy discovers that he is brittle, hollow, and&lt;br /&gt;transparent to others, and becomes either transcendentally enlightened or schizophrenic. INTERLACE TELENT FEATURE CARTRIDGE #357-59-00&lt;br /&gt;Found Drama V.&lt;br /&gt;Found Drama VI. . . . conceptual, conceptually unfilmable. UNRELEASED&lt;br /&gt;The American Century as Seen Through a Brick. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. Documentary cast w/ narration by P. A.&lt;br /&gt;Heaven; 35 mm.; 52 minutes; color w/ red filter and oscillophotography; silent w/ narration. As U.S. Boston's historical Back Bay streets are&lt;br /&gt;stripped of brick and repaved with polymerized cement, the resultant career of one stripped brick is followed, from found-art temporary installation&lt;br /&gt;to displacement by E.W.D. catapult to a waste-quarry in southern Quebec to its use in the F.L.Q.-incited anti-O.N.A.N. riots of January/Whopper, all&lt;br /&gt;intercut with ambiguous shots of a human thumb's alterations in the interference pattern of a plucked string. PRIVATELY RELEASED ON MAGNETIC&lt;br /&gt;VIDEO BY LATRODECTUS MACTANS PRODUCTIONS&lt;br /&gt;The ONANtiad. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions/Claymation action sequences © Infernatron Animation Concepts, Canada.&lt;br /&gt;Cosgrove Watt, P. A. Heaven, Pam Heath, Ken N. Johnson, Ibn-Said Chawaf, Squyre Frydell, Maria-Dean Chumm, Herbert G. Birch, Everard&lt;br /&gt;Meynell; 35 mm.; 76 minutes; black and white/color; sound/silent. Oblique, obsessive, and not very funny claymation love triangle played out&lt;br /&gt;against live-acted backdrop of the inception of North American Interdependence and Continental Reconfiguration. PRIVATELY RELEASED ON&lt;br /&gt;MAGNETIC VIDEO BY LATRODECTUS MACTANS PRODUCTIONS&lt;br /&gt;The Universe Lashes Out. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. Documentary cast w/ narrator Herbert G. Birch; 16 mm.; 28&lt;br /&gt;minutes; color; silent w/ narration. Documentary on the evacuation of Atkinson NH/New Quebec at the inception of Continental Reconfiguration.&lt;br /&gt;MAGNETIC VIDEO (LIMITED RELEASE)&lt;br /&gt;Poultry in Motion. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. Documentary cast w/ narrator P. A. Heaven; 16 mm.; 56 minutes;&lt;br /&gt;color; silent w/ narration. Documentary on renegade North Syracuse NNY turkey farmers' bid to prevent toxification of Thanksgiving crop by&lt;br /&gt;commandeering long, shiny O.N.A.N. trucks to transplant over 200,000 pertussive fowl south to Ithaca. MAGNETIC VIDEO (LIMITED RELEASE)&lt;br /&gt;Found Drama IX.&lt;br /&gt;Found Drama X.&lt;br /&gt;Found Drama XL . .. conceptual, conceptually unfilmable. UNRELEASED&lt;br /&gt;Möbiu$ Strips. Year of the Whopper. Lactrodectus Mactans Productions. 'Hugh G. Rection,' Pam Heath, 'Bunny Day,' 'Taffy Appel'; 35 mm.; 109&lt;br /&gt;minutes; black and white; sound. Pornography-parody, possible parodic homage to Fosse's All That Jazz, in which a theoretical physicist ('Rection'),&lt;br /&gt;who can only achieve creative mathematical insight during coitus, conceives of Death as a lethally beautiful woman (Heath). INTERLACE TELENT&lt;br /&gt;FEATURE CARTRIDGE #357-65-32 (Y.W.)&lt;br /&gt;Wave Eye-Eye to the Bureaucrat. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. Everard Maynell, Phillip T. Smothergill, Paul Anthony&lt;br /&gt;Heaven, Pamela-Sue Voorheis; 16 mm.; 19 minutes; black and white; sound. Possible parody/homage to B.S. public-service-announcement cycle of&lt;br /&gt;Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints,c a harried commuter is mistaken for Christ by a child he knocks over.&lt;br /&gt;Blood Sister: One Tough Nun. Year of the Tucks Medicated Pad. Latrodectus Mactans Productions. Telma Hurley, Pam Heath, Maria-Dean&lt;br /&gt;Chumm, Diane Saltoone, Soma Richardson-Levy, Cosgrove Watt; 35 mm.; 90 minutes; color; sound. Parody of revenge/recidivism action genre, a&lt;br /&gt;formerly delinquent nun's (Hurley's) failure to reform a juvenile delinquent (Chumm) leads to a rampage of recidivist revenge. INTERLACE TELENT&lt;br /&gt;PULSE-DISSEMINATION 21 JULY Y.T.M.P., CARTRIDGE #357-87-04&lt;br /&gt;Infinite Jest (IV). Year of the Tucks Medicated Pad. Latrodectus Mactans Productions. Pam Heath (?), 'Madame Psychosis'(?); 78 mm.; 90&lt;br /&gt;minutes(?); color; sound. Unfinished, unseen attempt at completion of Infinite Jest (HI). UNRELEASED&lt;br /&gt;Let There Be Lite. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Documentary cast w/ narrator Ken N. Johnson;&lt;br /&gt;16mm.; 50 minutes(?); black and white; silent w/ narration. Unfinished documentary on genesis of reduced-calorie bourbon industry. UNRELEASED&lt;br /&gt;Untitled. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;No Troy. Year of the Whopper. Latrodectus Mactans Productions. No cast; liquid-surface holography by Urquhart Ogilvie, Jr.; 35 mm.; 7 minutes;&lt;br /&gt;enhanced color; silent. Scale-model holographic recreation of Troy NY's bombardment by miscalibrated Waste Displacement Vehicles, and its&lt;br /&gt;subsequent elimination by O.N.A.N. cartographers. MAGNETIC VIDEO (PRIVATE RELEASE LIMITED TO NEW BRUNSWICK, ALBERTA, QUEBEC)&lt;br /&gt;Note: Archivists in Canada and the U.S. West Coast do not list No Troy but do list titles The Violet City and The Violet Ex-City, respectively, leading&lt;br /&gt;scholars to conclude that the same film was released under several different appellations.&lt;br /&gt;Untitled. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Valuable Coupon Has Been Removed. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Enterc.&lt;br /&gt;See Romney and Sperber, 'Has James O. Incandenza Ever Even Once Produced One Genuinely Original or Unappropriated or Nonderivative&lt;br /&gt;Thing?' Post-Millennium Film Cartridge Journal, nos. 7-9 (Fall/Winter, Y.P.W.), pp. 4-26.&lt;br /&gt;tainment Unlimited. Cosgrove Watt, Phillip T. Smothergill, Diane Saltoone; 16 mm.; 52 minutes; color; silent. Possible Scandinavian-psychodrama&lt;br /&gt;parody, a boy helps his alcoholic-delusional father and disassociated mother dismantle their bed to search for rodents, and later he intuits the&lt;br /&gt;future feasibility of D.T.-cycle lithiumized annular fusion. CELLULOID (UNRE-LEASED)&lt;br /&gt;Baby Pictures of Famous Dictators. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Documentary or uncredited cast w/&lt;br /&gt;narrator P. A. Heaven; 16 mm.; 45 minutes; black and white; sound. Children and adolescents play a nearly incomprehensible nuclear strategy&lt;br /&gt;game with tennis equipment against the real or holographic(?) backdrop of sabotaged ATHSCME 1900 atmospheric displacement towers exploding&lt;br /&gt;and toppling during the New New England Chemical Emergency of Y.W. CELLULOID (UNRELEASED)&lt;br /&gt;Stand Behind the Men Behind the Wire. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Documentary cast w/ narrator&lt;br /&gt;Soma Richardson-Levy; Super-8 mm.; 52 minutes; black and white/color; sound. Shot on location north of Lowell MA, documentary on Essex&lt;br /&gt;County Sheriff's Dept. and Massachusetts Department of Social Services' expedition to track, verify, capture, or propitiate the outsized feral infant&lt;br /&gt;alleged to have crushed, gummed, or picked up and dropped over a dozen residents of Lowell in January, Y.T.M.P. INTERLACE TELENT&lt;br /&gt;CARTRIDGE #357-12-56&lt;br /&gt;As of Yore. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Cosgrove Watt, Marlon Bain; 16/78 mm.; 181 minutes; black&lt;br /&gt;and white/color; sound. A middle-aged tennis instructor, preparing to instruct his son in tennis, becomes intoxicated in the family's garage and&lt;br /&gt;subjects his son to a rambling monologue while the son weeps and perspires. INTERLACE TELENT CARTRIDGE # 357-16-09&lt;br /&gt;The Clever Little Bastard. Unfinished, unseen. UNRELEASED&lt;br /&gt;The Cold Majesty of the Numb. Unfinished, unseen. UNRELEASED&lt;br /&gt;Good-Looking Men in Small Clever Rooms That Utilize Every Centimeter of Available Space With Mind-Boggling Efficiency. Unfinished due to&lt;br /&gt;hospitalization. UNRELEASED&lt;br /&gt;Low-Temperature Civics. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Cosgrove Watt, Herbert G. Birch, Ken N.&lt;br /&gt;Johnson, Soma Richardson-Levy, Everard Maynell, 'Madame Psychosis,' Phillip T. Smothergill, Paul Anthony Heaven; 35 mm.; 80 minutes; black and&lt;br /&gt;white; sound. Wyler parody in which four sons (Birch, Johnson, Maynell, Smothergill) intrigue for control of a sandwich-bag conglomerate after&lt;br /&gt;their CEO father (Watt) has an ecstatic encounter with Death ('Psychosis') and becomes irreversibly catatonic. NATIONAL DISSEMINATION IN&lt;br /&gt;INTERLACE TELENT'S 'CAVALCADE OF EVIL' SERIES —JANUARY/YEAR OF TRIAL-SIZE DOVE BAR —AND INTERLACE TELENT CARTRIDGE #357-&lt;br /&gt;89-05&lt;br /&gt;(At Least) Three Cheers for Cause and Effect. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Cosgrove Watt, Pam&lt;br /&gt;Heath, 'Hugh G. Rection'; 78 mm.; 26 minutes; black and white; sound. The headmaster of a newly constructed high-altitude sports academy&lt;br /&gt;(Watt) becomes neurotically obsessed with litigation over the construction's ancillary damage to a V.A. hospital far below, as a way of diverting&lt;br /&gt;himself from his wife's (Heath's) poorly hidden affair with the academically renowned mathematical topologist who is acting as the project's&lt;br /&gt;architect ('Rection'). CELLULOID (UNRELEASED)&lt;br /&gt;(The) Desire to Desire. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Robert Lingley, 'Madame Psychosis,' Maria-Dean&lt;br /&gt;Chumm; 35 mm.; 99 minutes(?); black and white; silent. A pathology resident (Lingley) falls in love with a beautiful cadaver ('Psychosis') and the&lt;br /&gt;paralyzed sister (Chumm) she died rescuing from the attack of an oversized feral infant. Listed by some archivists as unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Safe Boating Is No Accident. Year of the Tucks Medicated Pad(?). Poor Yorick Entertainment&lt;br /&gt;Unlimited/X-Ray and Infrared Photography by Shuco-Mist Medical Pressure Systems, Enfield MA. Ken N. Johnson, 'Madame Psychosis,' P. A.&lt;br /&gt;Heaven. Kierkegaard/Lynch (?) parody, a claustrophobic water-ski instructor (Johnson), struggling with his romantic conscience after his fiancee's&lt;br /&gt;('Psychosis"s) face is grotesquely mangled by an outboard propeller, becomes trapped in an overcrowded hospital elevator with a defrocked&lt;br /&gt;Trappist monk, two overcombed mis-sionarjes for the Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints, an enigmatic fitness guru, the Massachusetts&lt;br /&gt;State Commissioner for Beach and Water Safety, and seven severely intoxicated opticians with silly hats and exploding cigars. Listed by some&lt;br /&gt;archivists as completed the following year, Y.T.-S.D.B. UNRELEASED&lt;br /&gt;Very Low Impact. Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Maria-Dean Chumm, Pam Heath, Soma Richardson-&lt;br /&gt;Levy-O'Byrne; 35 mm.; 30 minutes; color; sound. A narcoleptic aerobics instructor (Chumm) struggles to hide her condition from students and&lt;br /&gt;employers. POSTHUMOUS RELEASE Y.W.-Q.M.D.; INTERLACE TELENT CARTRIDGE * 357-97-29&lt;br /&gt;The Night Wears a Sombrero. Year of the Tucks Medicated Pad (?). Ken N. Johnson, Phillip T. Smothergill, Dianne Saltoone, 'Madame Psychosis';&lt;br /&gt;78 mm.; 105 minutes; color; silent/sound. Parody/homage to Lang's Rancho Notorious, a nearsighted apprentice cowpoke (Smothergill), swearing&lt;br /&gt;vengeance for a gunslinger's (Johnson's) rape of what he (the cowpoke) mistakenly believes is the motherly brothel-owner (Saltoone) he (the&lt;br /&gt;cowpoke) is secretly in love with, loses the trail of the gunslinger after misreading a road sign and is drawn to a sinister Mexican ranch where&lt;br /&gt;Oedipally aggrieved gunslingers are ritually blinded by a mysterious veiled nun ('Psychosis'). Listed by some archivists as completed the preceding&lt;br /&gt;year, Y.W. INTERLACE TELENT CARTRIDGE #357-56-51&lt;br /&gt;Accomplice! Year of the Tucks Medicated Pad. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Cos-grove Watt, Stokely 'Dark Star' McNair; 16 mm.; 26&lt;br /&gt;minutes; color; sound. An aging pederast mutilates himself out of love for a strangely tattooed street hustler. INTERLACE TELENT CARTRIDGE #&lt;br /&gt;357-10-10 withdrawn from dissemination after Cartridge Scene reviewers called Accomplice! '. .. the stupidest, nastiest, least subtle and worstedited&lt;br /&gt;product of a pretentious and wretchedly uneven career.' NOW UNRELEASED&lt;br /&gt;Entitled. Unfinished. UNRELEASED Untitled. Unfinished. UNRELEASED Untitled. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Dial C for Concupiscence. Year of the Trial-Size Dove Bar. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Soma Richardson-Levy-O'Byrne, Maria-Dean&lt;br /&gt;Chumm, Ibn-Said Chawaf, Yves Fran-coeur; 35 mm.; 122 minutes; black and white; silent w/ subtitles. Parodic noir-style tribute to Bresson's Les&lt;br /&gt;Anges du Peché, a cellular phone operator (Richardson-Levy-O'Byrne), mistaken by a Québecois terrorist (Francoeur) for another cellular phone&lt;br /&gt;operator (Chumm) the FLQ had mistakenly tried to assassinate, mistakes his mistaken attempts to apologize as attempts to assassinate her&lt;br /&gt;(Richardson-Levy-O'Byrne) and flees to a bizarre Islamic religious community whose members communicate with each other by means of&lt;br /&gt;semaphore flags, where she falls in love with an armless Near Eastern medical attache (Chawaf). RELEASED IN INTERLACE TELENT'S 'HOWLS&lt;br /&gt;FROM THE MARGIN' UNDERGROUND FILM SERIES — MARCH/ Y.T.-S.D.B. — AND INTERLACE TELENT CARTRIDGE #357-75-43&lt;br /&gt;Insubstantial Country. Year of the Trial-Size Dove Bar. Poor Yorick Entertainment Unlimited. Cosgrove Watt; 16 mm.; 30 minutes; black and&lt;br /&gt;white; silent/sound. An unpopular après-garde filmmaker (Watt) either suffers a temporal lobe seizure and becomes mute or else is the victim of&lt;br /&gt;everyone else's delusion that his (Watt's) temporal lobe seizure has left him mute. PRIVATE CARTRIDGE RELEASE BY POOR YORICK&lt;br /&gt;ENTERTAINMENT UNLIMITED&lt;br /&gt;It Was a Great Marvel That He Was in the Father Without Knowing Him. Year of the Trial-Size Dove Bar. Poor Yorick Entertainment Unlimited.&lt;br /&gt;Cosgrove Watt, Phillip T. Smothergill;&lt;br /&gt;16 mm.; 5 minutes; black and white; silent/ sound. A father (Watt), suffering from the delusion that his etymologically precocious son&lt;br /&gt;(Smothergill) is pretending to be mute, poses as a 'professional conversationalist' in order to draw the boy out. RELEASED IN INTERLACE TELENT'S&lt;br /&gt;'HOWLS FROM THE MARGIN' UNDERGROUND FILM SERIES — MARCH/ Y.T.-S.D.B —AND INTERLACE TELENT CARTRIDGE #357-75-50&lt;br /&gt;Cage IV— Web. Unfinished. UNRELEASED Cage V — Infinite Jim. Unfinished. UNRELEASED Death and the Single Girl. Unfinished. UNRELEASED.&lt;br /&gt;The Film Adaptation of Peter Weiss's 'The Persecution and Assassination of Marat as Performed by the Inmates of the Asylum at Charenton&lt;br /&gt;Under the Direction of the Marquis de Sade.'Year of the Trial-Size Dove Bar. Poor Yorick Entertainment Unlimited. James O. Incan-denza, Disney&lt;br /&gt;Leith, Urquhart Ogilvie, Jr., Jane Ann Prickett, Herbert G. Birch, 'Madame Psychosis,' Maria-Dean Chumm, Marlon Bain, Pam Heath, Soma&lt;br /&gt;Richardson-Levy-O'Byrne-Chawaf, Ken N. Johnson, Dianne Saltoone; Super-8 mm.; 88 minutes; black and white; silent/ sound. Fictional 'interactive&lt;br /&gt;documentary' on Boston stage production of Weiss's 20th-century play within play, in which the documentary's chemically impaired director&lt;br /&gt;(Incandenza) repeatedly interrupts the inmates' dumbshow-capering and Marat and Sade's dialogues to discourse incoherently on the implications&lt;br /&gt;of Brando's Method Acting and Artaud's Theatre of Cruelty for North American filmed entertainment, irritating the actor who plays Marat (Leith) to&lt;br /&gt;such an extent that he has a cerebral hemorrhage and collapses onstage well before Marat's scripted death, whereupon the play's nearsighted&lt;br /&gt;director (Ogilvie), mistaking the actor who plays Sade (Johnson) for Incandenza, throws Sade into Marat's medicinal bath and throttles him to&lt;br /&gt;death, whereupon the extra-dramatic figure of Death ('Psychosis') descends deus ex machina to bear Marat (Leith) and Sade (Johnson) away, while&lt;br /&gt;Incandenza becomes ill all over the theater audience's first row. 8 MM. SYNC-PROJECTION CELLULOID. UNRELEASED DUE TO LITIGATION,&lt;br /&gt;HOSPITALIZATION&lt;br /&gt;Too Much Fun. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;The Unfortunate Case of Me. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Sorry All Over the Place. Unfinished. UNRELEASED&lt;br /&gt;Infinite Jest (Vï). Year of the Trial-Size Dove Bar. Poor Yorick Entertainment Unlimited. 'Madame Psychosis'; no other definitive data. Thorny&lt;br /&gt;problem for archivists. Incandenza's last film, Incandenza's death occurring during its post-production. Most archival authorities list as unfinished,&lt;br /&gt;unseen. Some list as completion of Infinite Jest (IV), for which Incandenza also used 'Psychosis,' thus list the film under Incandenza's output for&lt;br /&gt;Y.T.M.P. Though no scholarly synopsis or report of viewing exists, two short essays in different issues of Cartridge Quarterly East refer to the film&lt;br /&gt;as 'extraordinary'd and 'far and away [James O. Incandenza's] most entertaining and compelling work.'e West Coast archivists list the film's gauge&lt;br /&gt;as '16 ... 78 ... n mm.,' basing the gauge on critical allusionsf to 'radical experiments in viewers' optical perspective and context' as IJ(Vì)'s&lt;br /&gt;distinctive feature. Though Canadian archivist Tête-Bêche lists the film as completed and privately distributed by P.Y.E.U. through posthumous&lt;br /&gt;provisions in the filmmaker's will, all other comprehensive filmographies have the film either unfinished or UNRELEASED, its Master cartridge either&lt;br /&gt;destroyed or vaulted sui testator.&lt;br /&gt;d. E. Duquette, 'Beholden to Vision: Optics and Desire in Four Après Garde Films,' Cartridge Quarterly East, vol. 4 no. 2, Y.W.-Q.M.D., pp. 35-39.&lt;br /&gt;e. Anonymous, 'Seeing v. Believing,' Cartridge Quarterly East, vol. 4 no. 4, Y.W.-Q.M.D., pp. 93-95.&lt;br /&gt;f. Ibid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-1525555684347322367?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/1525555684347322367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/james-o-incandenzas-filmography.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1525555684347322367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1525555684347322367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2012/01/james-o-incandenzas-filmography.html' title='James O. Incandenza&apos;s Filmography'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lBdrBhfNXqo/TwIPE_WbUsI/AAAAAAAAAJ4/6SBox9BxtNo/s72-c/The_Young_Lord_Hamlet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4597832851734794307</id><published>2011-12-12T11:27:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T11:29:43.780-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 10</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-gAYZs-WEMnY/TuZVw2DBvYI/AAAAAAAAAJo/U5aQVtcGLLc/s1600/opium-damien-hirst.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 369px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gAYZs-WEMnY/TuZVw2DBvYI/AAAAAAAAAJo/U5aQVtcGLLc/s400/opium-damien-hirst.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685325877232123266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O eco eu quero que reverbere nas suas ancas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ressoe por suas pernas  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;dissonâncias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tem partes do corpo que doem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;fisicamente mesmo, mas simplesmente,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;mesmo que desesperadamente,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;só sossegam com o acalmar do coração.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O meu ópio é aquilo que quero ver no teu corpo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A transmutação transtornada de nós dois&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;transfiguração tresloucada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;trespassada te vejo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;sem dor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Damien Hirsch - Opium Painting&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4597832851734794307?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4597832851734794307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/12/poema-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4597832851734794307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4597832851734794307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/12/poema-10.html' title='Poema 10'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gAYZs-WEMnY/TuZVw2DBvYI/AAAAAAAAAJo/U5aQVtcGLLc/s72-c/opium-damien-hirst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-197171541151667312</id><published>2011-12-08T06:35:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T12:07:49.652-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oi Fim do Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Oi Fim do Mundo (parte 1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5E3ewT6v96I/TuDLTFDze1I/AAAAAAAAAJc/yeyHq5Mitgk/s1600/escher_encounter.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5E3ewT6v96I/TuDLTFDze1I/AAAAAAAAAJc/yeyHq5Mitgk/s400/escher_encounter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683766258377653074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;“&lt;i&gt;We share apocalyptic views.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;&lt;i&gt;Silversun Pickups.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; As cordas tencionam de forma insólita. O desfiamento comum ao desgaste do instrumento chia em seu ouvido.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O impacto, no entanto, é surdo.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; A dor é trivial.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Harmônicos.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ele sonha acordado que um dia foi o ukulelista do rei. Marcela o acorda com um beijo. Duro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não durma o dia todo” ela diz entrelaçada.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; “Não fecha os olhos que eu não durmo”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Marcela tem olhos de esmeralda, daquelas que o Indiana Jones works his ass to the bone to get. Momento macho à parte, Caio dedilha os mamilos dela como se tocasse No Surprises na sua guitarra havaiana. Ula ula. O ukulele ao lado vibra ao som do gemido dela. Campo harmônico sensível. Marcela é música, ele pensa excitado, a melhor que eu poderia tocar. Suas cordas são de cobre, finas, seu oco ressoante vibra nos dedos de Caio. Ela produz musicas sirênicas, depois dorme como se o mundo não importasse.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; X.X.X.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Caio se senta de fronte à sua música, sua musa roncando belos sonhos eróticos às suas costas. Azulada, a fumaça do cigarro recém acendido enfatiza sua ereção. Ele está inquieto. Rabisca algumas notas fantasmas na partitura. Uma dissonância para a canção de amor que escrevia. Nada importa. Caio pensa em cortar os pulsos, mas decide que se enforcar nas cordas de seu ukulele tem um tom mais dramático.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Imagina, divertido, a cena:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O primeiro paparazzi adentra o quarto. Venderá a foto a pelo menos 5 jornais diferentes que lhe pagarão uma soma absurda. Em menos de meia hora a foto já será domínio público na internet.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Nada grotesco como Cobain, nada de molho de tomate grunge.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Será delicado, alongando o pescoço como um cisne, descamisado e verde do sem-ar da vida.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Eles dizem que você cresce quando se enforca. Deve ser a morte puxando seu pé.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Caio já ouve o grito de sereia de Marcela ao ver seu corpo ali cambaleante e mambembe, pendurado na viga forte e anciã do chalé. Casa de boa qualidade. Decisões boas. O teto alto em si ecoará o chamado desesperado da Marcela nua de seios fartos e pelos negros como a ternura quente que só Caio provara como uma câmara acústica barroca, ambos. Reverberará por toda a cidade medieval (onde mesmo, Alemanha? França? Bélgica! Alemanha semana passada, Inglaterra semana que vem, no meio a semana do meu aniversário. Férias. Sexo.) chamando a todos que possuem um pênis àquele quarto frio e desolado e antigo e vivo de morte, prontos a atender uma calipso ferida na batalha contra seu coração de eterna menina.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Seria épico. Um momento histórico para aquela cidade. Astro de vinte e sete anos se suicida com a própria música. Poético. Mais um para o famigerado clube.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Caio se pergunta se grampear todas suas partituras pelo corpo doerá muito. Talvez use alfinetes, pois eles lhe parecem mais práticos. E dolorosos. Mas a dor não tem importância. Por que teria? Seria interessante um toque a mais, quem sabe pregar a partitura da canção que fez para Marcela no peito? Caio se pergunta se isso fica muito brega, mas que se foda. O importante é criar uma imagem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Sobre no banquinho de madeira rústica para ensaiar.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O salto é importante. Na verdade, o salto é o mais importante de toda  a coisa. Imagina saltar errado, quebrar o pescoço e morrer agonizando com mais dor do que necessária. Não. Caio deve tomar cuidado para que tudo não seja grotesco, pelo menos não grotesco do tipo gore. O grotesco do tipo kitsch já está garantido por toda a situação.   &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Sobe no banquinho.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não espera... Descalço não dá. Não espera. Puxa os all-stars gastos debaixo da mesa  e uma caneta marcador da gaveta da escrivaninha. Não economiza no melodrama: letras de musicas, declarações de amor, desenhos de corações trespassados, comidos, esmagados e despedaçados. Está tudo nos conformes. Calça os tênis. Deixa pra se pregar todo quando for a hora certa. Levanta-se com dificuldade no banquinho meio bambo. Equilibra-se com o silêncio de um felino.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não espera... desce mais uma vez e toma uma taça de vinho inteira. Duas últimas tragadas no cigarro e apaga a guimba com os dois dedos calejados de canções. O barulho é ensurdecedor. Caio tem medo que Marcela acorde. Sobe de novo, dessa vez com mais destreza no equilíbrio. Levanta os dois braços na forma de um V e exibe um torso magrelo de pelos ralos seguido de uma barriga meio de chope meio de gordura. Com os dedos ágeis entrelaça uma corda imaginária na viga de sustentação. A claridade do quarto é um tanto etérea. Olha para Marcela, para o ukulelê e enfim para o chão de madeira que será sua última visão quando pular de verdade, depois de alguns ensaios.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; E pula.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não, espera...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; No meio do caminho, numa pose um tanto desleixada para quem faz mosh na morte, Caio tem uma visão:  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Cordas finas de náilon finas cortam como uma lembrança ruim. Imagina tudo: lentamente as cordas penetrando em sua pele e decepando, primeiro os dedos arrependidos que tentam inutilmente parar o processo já começado, depois... depois o resto. Um a um, mindinho, anelar, médio, indicador; esquerdos e direitos e depois o pomo de Adão, a traqueia, sua coluna até o último pedaço de pele. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; E é claro a jugular histérica, espirrando plasma para tudo que é canto.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Caio se vê sendo decapitado lentamente, fibra por fibra, gota por gota, com os dedos polegares agitando-se no ar desesperadamente como se tivessem sido excluídos de uma festa de arromba até seu corpo cair, ensanguentado, com um baque surdo e molhado, manchando o chão de madeira escura...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não. Muito grotesco...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O sangue, ah o sangue... o sangue que jorra da sua jugular imaginária é tão real quanto o sangue da virgindade de Marcela. Marcela dos olhos verdes. Marcela que adormecida, permanece inerte à suas sandices. Marcela que irá acordar agora...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; ...pois agora seu salto estúpido já se encontra sem volta. Parado no ar, assistindo o tempo passar mais devagar, Caio pondera sobre tudo aquilo que não temos controle. A gravidade por exemplo, como nesse momento, ou... ou... ou o fim do mundo!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ou o amor por Marcela. Que acorda agora com o barulho seco de seu namorado caindo no chão. Um estalo rápido. Empírico. Como um tiro de espingarda na cara.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Marcela abre os olhos...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="CENTER"&gt; X.X.X.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; Imagem: M.C. Escher, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Encounter&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-197171541151667312?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/197171541151667312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/12/fim-do-mundo-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/197171541151667312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/197171541151667312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/12/fim-do-mundo-parte-1.html' title='Oi Fim do Mundo (parte 1)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5E3ewT6v96I/TuDLTFDze1I/AAAAAAAAAJc/yeyHq5Mitgk/s72-c/escher_encounter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7033877056335838460</id><published>2011-11-30T16:43:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T16:45:20.677-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 9</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4oFKErMFS-E/TtbN8v54YCI/AAAAAAAAAJQ/kY-g4ha150g/s1600/Athena_Odysseus_Telemachus.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4oFKErMFS-E/TtbN8v54YCI/AAAAAAAAAJQ/kY-g4ha150g/s400/Athena_Odysseus_Telemachus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680954423509540898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Toda vez que a Odisseia cai em mim eu vejo Musas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Palas Atena, olhos blaus de vendetta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vingança d'Aquela Musa mais bela, fugídia&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Queria para mim um epiteto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Qualquer coisa entre vendedor de terças-feira&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e amante profissional&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;das rotundas platitudes dos reis&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Rés pública,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Já dizia Tio Ari, ou Platão&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que distribuia olhares de soslaio&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;às saias das seminuas saracenas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;ou seriam Helenas?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quero um epiteto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Pronto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Prato feito&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Qualquer coisa entre desertor das tuas guerras&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;ou pérfido de carteirinha&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de video locadora falida, vencida&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;com Musas atrasadas e contas mal lavadas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quero uma Musa para mim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Como Neil Gaimana que aprisionou Calipso&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e se tornou Morfeu&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quero uma Musa para mim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Nua como a Odisseia que se abre&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;arreganhada agora,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;na ágora das tua pernas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;De onde escapo, Palas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Atena e Nu.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Telêmaco fajuto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;à procura de pai&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;nenhum.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Imagem: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: medium; "&gt;Charles Baude, &lt;/span&gt;&lt;i style="font-size: medium; font-family: 'Times New Roman'; text-align: -webkit-center; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;It was then that Ulysses told Telemachus the truth and kissed his son.&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; font-family: 'Times New Roman'; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;i style="font-family: 'Times New Roman'; text-align: -webkit-center; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: medium; "&gt;Engraving from 1892&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; text-align: -webkit-center; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: medium; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7033877056335838460?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7033877056335838460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/poema-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7033877056335838460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7033877056335838460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/poema-9.html' title='Poema 9'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4oFKErMFS-E/TtbN8v54YCI/AAAAAAAAAJQ/kY-g4ha150g/s72-c/Athena_Odysseus_Telemachus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2996993408634588528</id><published>2011-11-30T09:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T09:09:34.742-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='90s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Os Inquietos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-hZpemFPXWy8/TtZi3q-TJBI/AAAAAAAAAJE/mH9cFQuAwDo/s1600/Os%2BInquietos%2BVan%2BSant%2BRestless.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hZpemFPXWy8/TtZi3q-TJBI/AAAAAAAAAJE/mH9cFQuAwDo/s400/Os%2BInquietos%2BVan%2BSant%2BRestless.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680836688542376978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;“&lt;i&gt;Welcome to art class, and yes it does involve shaking your ass”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="RIGHT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Superchunk – Art Class&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Sábado à tarde, Augusta, depois de uma bruta chuva de verão, a memória:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;André: O Van Sant soube aproveitar os clichês.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Daniel: Até as musiquinhas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;André: Filme é bonito.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Eu: Se eu tivesse 16 anos esse filme seria o filme da minha vida.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; E de repente deu vontade de ter 16 anos de novo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Os Inquietos é aquele tipo de filme onde a jovialidade requer todo o tipo de clichê bem encaixado. A temática e principalmente o desenho dos personagens envolvidos são elegantemente e com um tom comicamente belo apresentados a nós. É o tipo de filme que gera camisetas e todo o tipo de memorabília cult.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Nos meus 16 anos os filmes que eu vi foram: Trainspotting, Cova Rasa, Corra, Lola Corra, Réquiem para um Sonho, Seven, Clube da Luta, Boogie Nights, Magnolia, Quero Ser John Malkovich, Psicopata Americano, Amnésia, Fargo, O Grande Lebowski. , etc.Todos grandes filmes, mas todos digamos, bem macho. Talvez possamos dizer que Amelie Poulin, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e  Por uma Vida Menos Ordinária se aproximam mais com o tom do filme do Sant. Eu gosto muito destes filmes, mas talvez nenhum destes seja tão icônico como Inquietos. Talvez Brilho Eterno, mas daí as temáticas se diferenciam bastante e, os adolescentes d'Os Inquietos seriam muito mais próximos a mim do que o casal do filme do Gondry.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Funciona assim, é uma questão de educação sentimental: A adolescência é algo bizarro, cheio de certezas arbitrárias e incertezas massacrantes. O mundo não é legal. Para mim, tanto a música quanto a literatura, e nessa época principalmente os filmes eram uma questão de afirmação. Assistir Clube da Luta e realmente entender era algo que me definia como alguém diferente de toda aquela babaquice adolescente. Ter a sensibilidade de entender os melindres do casal Kaufmaniano era saber que o amor era algo importante, muito mais importante que a explosão dos corpos no embate cotidiano da anulação da mente que foi crescer no fim dos 90. A mente, a memória, a loucura versus a paralisia, o embasbacamento, a vida ordinária.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O filme de Sant recupera isso. Ele magistralmente entrelaça a vida e o viver de verdade na morte imediata, dura. Vita Brevis. Com certeza eu me identificaria com Annabelle. Tentaria me vestir como Enoch. Até que eu crescesse finalmente e mantivesse a memória afetiva deste tempo.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não quero dizer que minha filmografia básica dos dezesseis anos, a minha Lira, pra continuar no campo semântico do romantismo adolescente, seja vazia de heróis. Não. Na verdade ela está repleta de anti-heróis e paspalhos, os losers que combinam muito mais comigo. Essa é minha educação sentimental. O que quero dizer é que a dureza da época em que cresci se refletiu no meu canôn cinematográfico e, ali, um Enoch &amp;amp; Annabelle caberiam muito bem para suavizar com um romantismo desiludido e agradável, a aspereza da década de 90. Talvez um advento Truffautiano para adoçar um pouco a vida.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Fato é que Os Inquietos me deu um bucolismo gostoso, uma saudade de algo que eu não tenho saudade a não ser pelas pequenas coisas que foram construindo quem sou, como minha coleção de personagens icônicos e de cenas insólitas. Como minha imaginação acelerada pelo ritmo frenético das luzes.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Queria ter 16 anos de novo para que Os Inquietos entrassem no meu time, na minha gangue, no meu clubinho seleto de mim mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2996993408634588528?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2996993408634588528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/os-inquietos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2996993408634588528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2996993408634588528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/os-inquietos.html' title='Os Inquietos'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hZpemFPXWy8/TtZi3q-TJBI/AAAAAAAAAJE/mH9cFQuAwDo/s72-c/Os%2BInquietos%2BVan%2BSant%2BRestless.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6129015298293252520</id><published>2011-11-29T05:23:00.001-08:00</published><updated>2011-11-29T05:30:20.703-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='90s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>Elogio do Perdedor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-9dqiJ1njQ0g/TtTc_AMXnXI/AAAAAAAAAI4/BvTtWSqbxSA/s1600/hi-loser2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9dqiJ1njQ0g/TtTc_AMXnXI/AAAAAAAAAI4/BvTtWSqbxSA/s400/hi-loser2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680408004962786674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"&gt; Now you wish you weighed a thousand pounds&lt;br /&gt;So you could crush all those bullies and demons down&lt;br /&gt;From your seat at the back of the bus&lt;br /&gt;You're still waving back at us&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"&gt; Você gostaria de pesar uns mil quilos agora&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"&gt; Só pra poder esmagar aqueles valentões e demônios&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"&gt; Do teu banco atrás do ônibus&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="LEFT"&gt; Você ainda acena para nós&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Essa canção do álbum Come Pick Me Up, de 1998 do Superchunk, começa com uma das frases mais emblemáticas que um loser que cresceu nos anos 90 pode querer: Você finalmente puxou de volta quando o mundo puxou teu cabelo.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Loser.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Era o que eu realmente era naquela época, na metade de 1999, com os meus 14 anos e toda a esquisitice que alguém de 14 anos pode ter. Ser loser era aquilo: um garoto magrelo que ouvia Nirvana o dia inteiro (e acreditava que o Kurt ainda era vivo!), que não cabia em nenhuma das suas roupas (moda era algo incompatível comigo), que era inteligente demais para ser legal(aprendi inglês mais ou menos ali e entendia as letras do Cobain mais que todo mundo e menos do que entendo agora), era sensível demais para chorar pela garota que era apaixonado (quando disse eu te amo e saiu correndo pra chorar no ombro do melhor amigo!), que desesperadamente tentava aprender a tocar guitarra para impressionar garotas (por que era o que o mundo pedia), que nunca tinha beijado ninguém (nem ia até um ano e meio depois, aos dezesseis, todo enlameado no show da mix, uma garota seis anos mais velha), e simplesmente existir como pessoa deslocada, tímida que nem o inferno e inocente o suficiente pra sofrer por isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Hoje eu não sei muito bem o que é ser loser. Me parece que isso virou uma espécie de estilo estético de viver. Uma espécie de escolha da moda onde você é chamado de algo tão cool como hipster (se é que eu entendi direito o que é hipster). Mas quando eu era loser, tudo o que eu não queria ser era loser. Não é a questão de me aceitar como eu era, mas de que o mundo não fosse tão cruel. A equação era simples: eu amava todo mundo e queria que o mundo me amasse de volta.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Loser.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Foi então que algum tipo de, sei lá, salvação? Redenção? Chame do que quiser, começou a acontecer. Lá no fim do século passado eu ouvi algumas bandas. Essas bandas tinham letras como “Na garagem me sinto seguro, ninguém liga pras minhas manias”, “Olá falcão, venha me buscar”(onde eu realmente imaginava um falcão vindo me buscar), “Eu tenho pele de buldogue”, “Tive um ataque(paixão) nada funciona, mas eu tenho fé, não é suficiente, nem mesmo fale” “Tão bêbado no sol de agosto, e o você é o tipo de garota que eu gosto, por que você é vazia, e eu sou vazio, e nunca poderemos fazer uma quarentena com o passado” e essa 1000 Pounds que dizia com otimismo no refrão: “Quando ninguém esperava você sobreviveu”.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Entre estas musicas e algumas pessoas que iam aparecendo pelo caminho com gostos similares eu fui sobrevivendo. Mesmo quando ninguém esperava. Entre os VHS e K7s que eu gravava afoito, idas à Galeria do Rock para solicitar audições de Cds de bandas obscuras com a finalidade (ou não) da compra, cabelo comprido, cabelo curto, entrada tardia no mundo da internet e das MP3 (lá por 2005), uma incursão pelo mundo da música erudita (ainda sinto saudades do meu cello), uma depressão fudida, amigos, finalmente sexo, passeios por vários mundos, uma nova personalidade, saída da depressão, finalmente faculdade (Letras e aos 23), 5 anos de namoro, a vontade de escrever, a eterna coceira da música em mim (eu ainda não toco guitarra direito e nem impressiono as garotas), alguns poemas e contos, um romance no forno, quem sabe mais um fim do mundo ano que vem, eu sobrevivi.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Então abra a porta, sou um perdedor bebê, então por quê você não me mata?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Em 2010, o Superchunk lançou um disco novo. Eles não lançavam um disco desde 2001. Essa década, que também foi a década em que eu amadureci, foi a década em que essa banda tão querida para mim cresceu e se tornou vintage. Assim como eu ela sobreviveu, e o que tem a dizer hoje, talvez seja o melhor. O disco, Majesty Shredding, é genial, e eu, como a banda acompanho as letras. Agora eu canto:  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; “When I learned to walk, you know humans roamed the Earth, I can't hold my breath anymore, I stopped swimming and learned to surf. When I learned to talk I found words that wouldn't worth dirt, heavy like the rocks we carry I stopped swimming and learned to surf!”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; “Quando aprendi a andar, você sabe que os humanos vagavam pela Terra, eu não posso segurar o fôlego mais, parei de nadar e aprendi a surfar. Quando aprendi a falar, encontrei palavras que não valiam bosta nenhuma, pesadas como as rochas que carregamos, parei de nadar e aprendi a surfar!”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6129015298293252520?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6129015298293252520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/elogio-do-perdedor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6129015298293252520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6129015298293252520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/elogio-do-perdedor.html' title='Elogio do Perdedor'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9dqiJ1njQ0g/TtTc_AMXnXI/AAAAAAAAAI4/BvTtWSqbxSA/s72-c/hi-loser2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2954655959370640030</id><published>2011-11-25T12:03:00.001-08:00</published><updated>2011-11-25T12:05:56.174-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Vicário</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ALbve6e_iLs/Ts_0tuGJpxI/AAAAAAAAAIs/3V5d6TzMpqI/s1600/vicarious.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 304px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ALbve6e_iLs/Ts_0tuGJpxI/AAAAAAAAAIs/3V5d6TzMpqI/s400/vicarious.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679026721442604818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ela me perguntou como andava minha retina e eu respondi Bem obrigado ainda olhando de relance as tuas toda vez que você se mostra assim Toda vez que Ah não sei, andei pensando sobre toda essa multidão e nem um puto sabe dizer o que é que tem errado comigo. Ela disse que era não enxergar Mas eu enxergo, eu respondi e ela disse Eu quis dizer não enxergar aquilo que te mostram e eu perguntei o quê e ela levantou os braços assim como se disse Eu não sei te vira negão e eu quis que ela mostrasse na verdade eu quis que ela mostrasse aquilo que eu achei que ela iria mostras mas ela não mostrou apenas os braços&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; ali&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; parados&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; estáticos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; dizendo  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Eu não sei o que tem de errado com você&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; É a minha retina&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; É, e o que tem ela?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ela funciona demais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ela me olhou como um estetoscópio e largou os braços ao lado do corpo. Senti pena. Senti vontade de fazer amor com ela ali mesmo no meio da avenida Paulista mas fazer amor ali no meio da avenida Paulista não é a mesma coisa que fazer amor com ela ali na minha cabeça ou melhor dizendo fazer amor com ela ali no meio da avenida Paulista não é a mesma coisa que fazer amor com ela como na minha retina&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Essa imagem grudada nos olhos que não sai.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Já tentou lavar com sabão ela disse e eu disse.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Dói.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O quê?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; A vida sei lá a dor&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Vamos fazer amor ela disse&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; E eu disse sim demorou&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Mentira ela disse&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; A minha vida dói também e se jogou na frente do LAPA/POMPEIA&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; O sangue grudou na minha retina&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; …&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Mentira&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ela disse&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Vamos fazer amor como todo mundo aqui e entrou na multidão&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Eu não entendi&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; mas fui junto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; A minha retina também Ela é grudada em mim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Imagem: De algum lugar da Internet. A letra nos pés da moça é do &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hii17sjSwfA"&gt;Tool&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2954655959370640030?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2954655959370640030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/vicario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2954655959370640030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2954655959370640030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/vicario.html' title='Vicário'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ALbve6e_iLs/Ts_0tuGJpxI/AAAAAAAAAIs/3V5d6TzMpqI/s72-c/vicarious.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4429059964387296594</id><published>2011-11-21T10:14:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T11:50:27.352-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pynchon'/><title type='text'>Frank Miller ou Bonitinho, mas Ordinário.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3zwP2Tei0jw/TsqXLSJk0sI/AAAAAAAAAIg/SM3KZ6B_Weg/s1600/gravity%2527s%2Brainbow.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3zwP2Tei0jw/TsqXLSJk0sI/AAAAAAAAAIg/SM3KZ6B_Weg/s400/gravity%2527s%2Brainbow.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677516500360286914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-P-VLkN-laTY/TsqWak_x3iI/AAAAAAAAAIU/sGPXQQ-X0Iw/s1600/frank-miller-funnies-websize-rev.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Recentemente a voz de Frank Miller me chegou por dois caminhos. Uma delas, a bem legal, foi a capa que o Miller fez para o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1560566&amp;amp;sid=431074511131117568484731811"&gt;Gravity's Raibow&lt;/a&gt; do Thomas Pynchon que é genial. A outra foi nas &lt;a href="http://www.comicsalliance.com/2011/11/13/frank-miller-occupy/"&gt;declarações infelizes&lt;/a&gt; (não exatamente pela opinião, mas pela forma baixa que as fez) sobre o Ocuppy Wallstreet. Antes disso ouvi que andava fazendo filmes. O último que vi foi a adaptação de Sin City.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P-VLkN-laTY/TsqWak_x3iI/AAAAAAAAAIU/sGPXQQ-X0Iw/s1600/frank-miller-funnies-websize-rev.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-P-VLkN-laTY/TsqWak_x3iI/AAAAAAAAAIU/sGPXQQ-X0Iw/s400/frank-miller-funnies-websize-rev.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677515663605882402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;tirinha de Ty Templeton  sobre o incidente "Miller"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Pra quem não conhece, Frank Miller é um deus dos quadrinhos. Autor das famigeradas séries 300, Sin City e Batman: O Cavaleiro das Trevas, Frank fez seu nome com histórias cruas, tensas, conteúdo violento para adultos aliadas à um traço único e um belo uso de cores.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Expressivo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Quando vi a capa que fez para o Gravity's Rainbow, que é uma delícia de livro, eu me apaixonei pela edição. Acontece que quase ao mesmo tempo li sobre suas declarações e isso me pôs a pensar: Os babacas também são geniais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Frank faz parte do grupo de artistas geniais que tem um certo extremismo nas suas opiniões que realmente incomoda as pessoas. Me lembrei de casos clássicos como a de Celine que é odiado na França até hoje por ser um fascista inveterado, ou de Borges que é execrado por seus conterrâneos por causa da sua falta de oposição à ditadura e pela famigerada fotinha junto à Pinochet.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Porém, por mais que se negue, a genialidade destes é genuína.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Podemos pensar que o tempo e, no caso dos dois acima, a localização geográfica podem enterrar esses aspectos mais obscuros de cada escritor.  Um exemplo disso é Conrad que sempre foi um conservador radical, muitas vezes extremista e preconceituoso, e que mesmo que ainda tenha seus odiadores é reconhecido com unanimidade pela sua importância para a literatura. Afinal, como todos sabemos, em análise literária a biografia é importante apenas quando isso se reflete na ideia geral de um texto. Em Conrad a camada conservadora é apenas superficial e irrelevante enquanto a estética é revolucionária. A temática de suas histórias são abordadas com agudeza e universalidade não no sentido integrador, mas no sentido explosivo, revolucionário, onde a ideologia, de certa forma, pouco importa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não quero dar a Frank Miller a importância de um Borges ou um Conrad (talvez ele tenha a importância de um Celine, talvez), mas o fato é que o quadrinista revolucionou os quadrinhos. Não há quem não tenha se influenciado por seus traços secos e duros e a quase monocromática variação de cores que embelezaram o mundo das HQs elevando-as a outro nível. Assim como Conrad, a estética de Miller é revolucionária. Não como Conrad, as histórias em si carecem de mais profundidade, sendo aquela repetição clássica do anti-herói em meio a um universo ultra-violence onde a ação justiceira de alguns é providencial, necessária. Nos anos 80, esse tipo de visão era palpável, o mundo era outro. Hoje não mais. Conrad tocava em feridas que não eram superficiais, Miller não. Não é à toa que ele viva hoje de requentar seu passado. As declarações que fez não passam de um reflexo do homem cansado que se perdeu em algum lugar dos anos 80 onde pode ser Batman.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; No entanto, suas obras-primas são necessárias. A estética ali envolvida ali é genial.  Miller não teve a mesma compreensão que um Alan Moore, por exemplo, teve, e é por isso que Watchmen tem muito mais complexidade (vide demora e qualidade da adaptação cinematográfica) que Sin City e é reconhecido por isso. Ainda que o diretor Zack Snyder abuse da estética que ele desenvolveu a partir de Miller no próprio filme adaptado da obra de Moore.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Ou melhor dizendo: ali está a genialidade de Frank Miller. Imaginem como seriam 300 ou Watchmen sem o traço característico? Não seriam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Frank Miller também abriu as portas para as Graphic Novels adultas no cinema. Mesmo que viva de produções baratas e repetições de fórmula.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Não. Não desprezarei Miller por sua infâmia. Fato disso é ficar admirando a capa de Gravity's Rainbow sem parar.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; Frank Miller pode ser um babaca alucinado, mas quem disse que babacas alucinados não tem talento?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4429059964387296594?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4429059964387296594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/frank-miller-ou-bonitinho-mas-ordinario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4429059964387296594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4429059964387296594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/frank-miller-ou-bonitinho-mas-ordinario.html' title='Frank Miller ou Bonitinho, mas Ordinário.'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3zwP2Tei0jw/TsqXLSJk0sI/AAAAAAAAAIg/SM3KZ6B_Weg/s72-c/gravity%2527s%2Brainbow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-3296434851704939903</id><published>2011-11-10T11:31:00.001-08:00</published><updated>2011-11-10T11:34:50.433-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><title type='text'>It's really not that kind to terrorize one in one's sleep</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-MspqNEymmRA/TrwnVgsyNhI/AAAAAAAAAIE/-kBl1P352Ug/s1600/pinback.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 248px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MspqNEymmRA/TrwnVgsyNhI/AAAAAAAAAIE/-kBl1P352Ug/s400/pinback.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673452881088493074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca foi tão significativa essa música. Como inevitavelmente nos apropriamos das coisas para nos significar aí vai um apelo ao som de Pinback e seus dois baixos geniais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Realmente não é muito gentil aterrorizar alguém quando dorme."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É bom te ver. É bom te ver ir embora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pinback - Good to Sea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They're moving Earth outside.&lt;br /&gt;The ground is shaking like no beat.&lt;br /&gt;A dense terrible sound.&lt;br /&gt;At once both teeming and asleep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It seems to me to be a sign.&lt;br /&gt;I don't believe in such, and yet...&lt;br /&gt;It seems to me to keep one eye on the situation's best.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(It's good to see you&lt;br /&gt;It's good to see you go...)2x&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's really not that kind&lt;br /&gt;To terrorize one in one's sleep&lt;br /&gt;And if you really tried&lt;br /&gt;You'd probably cut the chase too deep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It seems to me that that's a fine way&lt;br /&gt;To keep you off your feet&lt;br /&gt;There seems to be no other side&lt;br /&gt;For the two ideas to meet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(It's good to see you&lt;br /&gt;It's good to see you go...)x2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotta keep your mind on somewhere else.&lt;br /&gt;Gotta keep from thinking of your health.&lt;br /&gt;Strange how your mind works.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(It's good to see you&lt;br /&gt;It's good to see you go...&lt;br /&gt;Oh no I hit rock bottom.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-3296434851704939903?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/3296434851704939903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/its-really-not-that-kind-to-terrorize.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3296434851704939903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3296434851704939903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/its-really-not-that-kind-to-terrorize.html' title='It&apos;s really not that kind to terrorize one in one&apos;s sleep'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MspqNEymmRA/TrwnVgsyNhI/AAAAAAAAAIE/-kBl1P352Ug/s72-c/pinback.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-876087326358384053</id><published>2011-11-10T06:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T06:52:10.938-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>In Vino Veritas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-3pWQ5yJiwU4/Trvk4sb90PI/AAAAAAAAAH4/QtJw5KO0u1Q/s1600/La_V%25C3%25A9rit%25C3%25A9_sortant_du_puits.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 248px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3pWQ5yJiwU4/Trvk4sb90PI/AAAAAAAAAH4/QtJw5KO0u1Q/s400/La_V%25C3%25A9rit%25C3%25A9_sortant_du_puits.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673379818255536370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ele pensou consigo mesmo, medindo as oportunidades em cada movimento dos poros dela: “Ela é bonita, mas acredita na televisão.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ela jugou-o pedante, mas sentiu o famigerado geladinho entre as pernas e pensou: “Se ele me beija a força eu dou pra ele, se ele só me pedir pra sair de novo baibai.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ele disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“O meu livro sai semana que vem.”, mas na verdade disse: “Transe com o escritor, não comigo.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ela disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“Interessante, vai ter vinho branco?”, mas na verdade disse: “só trepo contigo se colar cada página do seu livro no seu corpo, não deixando nenhuma parte exposta, como se as palavras fossem abelhas.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ele disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“Sempre. E mais uns amendoinzinhos pra acompanhar”, mas na verdade disse: “As páginas não, as palavras picam! Elas são muito tácteis.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ela disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“Eu gosto dos laranjas”, mas na verdade disse: “As palavras são suas, mas teu corpo é meu livro, ali faço minha poesia.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;O garçom interpela:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;- Posso servir aos senhores algo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;- O cardápio de (o catálogo de suicídios) vinhos por favor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ele disse ao mesmo tempo que ela disse:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;- O cardápio de (o livro dos homicídios) vinhos por favor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;O garçom aquiesce, complacente. Seu coração batia devagar apesar do medo que o carregava no campo de batalha que nem seu era. Ele pensou em dizer algo, trazer um brinde, encomendar um atendimento VIP, ou avisar o segurança que ali teria morte, mas nada fez, apenas cumpriu a rotineira conformidade de sua competência. Sequer pensou outra vez sobre o assunto. Mais tarde, em sua casa, enquanto sofria o primeiro dos diminutos rompimentos de vasos sanguíneos que levariam à sua morte prematura aos 38, de infarto fulminante, sofrendo de uma azia de faz-de-conta, apenas pensou: “Justiça Divina”.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;- Servirei em instantes o vinho.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Ele esbarrou no pé dela debaixo da mesa e pediu desculpas, pensando na tenra carne de suas coxas, ela aceitou as desculpas pensando na escolha que fizera da garrafa de vinho.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“In vino veritas.” ele disse, sincero e amargurado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“In vino veritas.” ela disse, sincera e amargurada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="JUSTIFY"&gt; Duas semanas depois, falavam em casamento, em meio a risadas de amigos entorpecidos. Na cozinha, o garçom engasgava com uma taça de vinho roubada, acelerando o processo natural. Morreu cinco minutos depois ao mesmo tempo em que os dois se beijavam cinematograficamente em meio a aplausos do restaurante inteiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="JUSTIFY"&gt;Imagem: Édouard Debat-Ponsan - &lt;i&gt;La Vérité sortant du puits&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-876087326358384053?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/876087326358384053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/in-vino-veritas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/876087326358384053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/876087326358384053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/in-vino-veritas.html' title='In Vino Veritas'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3pWQ5yJiwU4/Trvk4sb90PI/AAAAAAAAAH4/QtJw5KO0u1Q/s72-c/La_V%25C3%25A9rit%25C3%25A9_sortant_du_puits.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-1926442791501414312</id><published>2011-11-10T04:56:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T04:57:45.251-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='House'/><title type='text'>Everybody Lies</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-0LlTkg9o8YQ/TrvKNzS1yKI/AAAAAAAAAHs/ZOmZ9Q981bo/s1600/pill.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0LlTkg9o8YQ/TrvKNzS1yKI/AAAAAAAAAHs/ZOmZ9Q981bo/s400/pill.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673350494059612322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;“Doutora Adams: Qual é a desse negócio de todo mundo mente? (&lt;i&gt;Everybody Lies&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, bordão famoso de House)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House(gritando): Verdade!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(silêncio assustado)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House: Verdade que seus seios ficam todo agitadinhos nesse decote quando você faz afirmações inteligentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(silêncio constrangedor.)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House: Eu sei por que Chase não para de olhar para eles.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(Chase desvia o olhar constrangido)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House: mas ele nunca irá falar nada por quê ele quer transar com você, e ele tem medo de que ao admitir isso você não irá querer transar com ele. E é verdade também que qualquer homem iria querer transar com você e eles também não admitiriam olhar seus seios pelo mesmo motivo de que se o fizessem você não quereria transar com eles.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(silêncio indignado de Adams)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House: Mas, a maior das verdades é que você sabe de tudo isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(silêncio constrangido de Adams)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;House: E essas são apenas algumas das verdades que aconteceram nos últimos minutos aqui.”&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;Numa transcrição não muito fiel, apenas de memória, da genialidade do texto de House.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-1926442791501414312?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/1926442791501414312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/everybody-lies.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1926442791501414312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/1926442791501414312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/everybody-lies.html' title='Everybody Lies'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0LlTkg9o8YQ/TrvKNzS1yKI/AAAAAAAAAHs/ZOmZ9Q981bo/s72-c/pill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-3054951940982528011</id><published>2011-11-09T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T06:52:52.863-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>AS ROCHAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-KVX6wsF3iPc/TrrXofuOnuI/AAAAAAAAAHg/RlyY6rzZCiM/s1600/girl.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 298px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-KVX6wsF3iPc/TrrXofuOnuI/AAAAAAAAAHg/RlyY6rzZCiM/s400/girl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673083771336695522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt; Júlia não iria aguar as plantas hoje. Ela disse, séria, imersa em pensamentos longínquos, com uma voz infantil que postava toda vez que queria se impor a alguém. “Miguel, você tem que pagar o condomínio hoje, são centoevinteedoisreaisevintecentavos. Paga no Safra da esquina que não tem fila. Pelamordedeus não esquece.” Miguel, resoluto a não se embolar nas estridências de sua noiva cabeceava insosso um “sim” de meia convicção sonolenta. “Júlia me passa a manteiga, por favor.” “E o colesterol? Você está gordo e eu vi na TV que manteiga está no sinal amarelo das gorduras. Amarelo não é legal. Toma, passe margarina que essa está no sinal verde. É bom para você.” &lt;i&gt;Julinha minha linda que graça tem a vida com margarina?&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Júlia encarou Miguel com carinho e se lembrou de como ele mordiscava seus mamilos pontudos na cama da primeiranoite enquanto ela murmurava [com ele dentro dela ainda] “Miguelzinho, não vai se apaixonar por mim, não vá! Não seja um menino mau! Eu só quero que você me coma. Vai Miguelzinho me come agora, vaaaaaaaaaai...” E ela se apaixonou por ele ali enquanto ele, duro como uma rocha, se desmanchava nela, como a manteiga que ele tanto adora. Quinze quilos, ela pensa agora, mas ele ainda a penetra com ternura, a mesma rigidez quase católica-militarmente-culpada-do-pequeno-homem-burguês-paulistano-trinta-e-cinco-anos-que-não-se-importa-mas-mesmo-assim-sofre que geme ao gozar dentro dela. Vai Miguelzinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Imagem: Lucien Freud - Girl&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-3054951940982528011?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/3054951940982528011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/as-rochas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3054951940982528011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3054951940982528011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/as-rochas.html' title='AS ROCHAS'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KVX6wsF3iPc/TrrXofuOnuI/AAAAAAAAAHg/RlyY6rzZCiM/s72-c/girl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4369587645807308256</id><published>2011-11-09T04:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T05:03:00.075-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-CPc5cBTnOyA/Trp5o7a_gqI/AAAAAAAAAHU/rCUTdeHwGgY/s1600/O%2527Keeffe_Georgia_Ram%2527s_Head.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 342px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CPc5cBTnOyA/Trp5o7a_gqI/AAAAAAAAAHU/rCUTdeHwGgY/s400/O%2527Keeffe_Georgia_Ram%2527s_Head.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672980424679195298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vocês estão errados.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não queremos a paz.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A paz é estúpida, inepta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A paz é moradia da guerra.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Queremos a transcendência pelo fogo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Queremos nossas drogas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não existem pessoas de bem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Apenas as casas de maribondo da culpa&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;onde moram os olhos  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;voluntariamente arrancados  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;pela indolor incisão psicotropicamente certificada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Mas esperem!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O mar de vazios é inflamável&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;queima que é uma beleza&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Deixe-o torrar&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Torra, torra, meu amor&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Queima tudo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Até por que depois nas cinzas tem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O Bom&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;até que este seja Ruim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;mais uma vez.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Imagem: Georgia O'Keefe – &lt;i&gt;Ram's Head White Hollyhock and Little Hills,&lt;/i&gt; 1935.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;(ouvindo Nick Cave – O Children.)  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4369587645807308256?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4369587645807308256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/poema-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4369587645807308256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4369587645807308256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/poema-8.html' title='Poema 8'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CPc5cBTnOyA/Trp5o7a_gqI/AAAAAAAAAHU/rCUTdeHwGgY/s72-c/O%2527Keeffe_Georgia_Ram%2527s_Head.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-3124817092396152214</id><published>2011-11-01T11:47:00.001-07:00</published><updated>2011-11-01T11:52:45.105-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Man Booker Prize'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trechos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>A Questão.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HYNyAR-5nM4/TrA_9O20J-I/AAAAAAAAAHI/3cSwdwC4NbI/s1600/john-collier-lady-godiva.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 311px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HYNyAR-5nM4/TrA_9O20J-I/AAAAAAAAAHI/3cSwdwC4NbI/s400/john-collier-lady-godiva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670102252052031458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lendo o Finkler Question do Howard Jacobson. No livro Julian Treslove(muito amor, nome genial!), um protagonista alucinado vive "premeditando" sua vida amorosa desastrosa até que a vida bate, literalmente, sua carteira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"That was what Treslove found most galling. Not the interruption to one  of his luxuriating, vicariously widowed reveries. Not the shocking  suddenness of the attack, a hand seizing him by the back of his neck and  shoving him so hard into the window of Guivier’s violin shop that the  instruments twanged and vibrated behind the shattering pane, unless the  music he heard was the sound of his nose breaking. And not even the  theft of his watch, his wallet, his fountain pen and his mobile phone,  sentimental as his attachment to the first of those was, and  inconvenient as would be the loss of the second, third and fourth. No,  what upset him beyond all these was the fact that the person who had  robbed, assaulted and, yes, terrified him — a person against whom he put  up not a whisper of a struggle — was . . . a woman.        "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha porca tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso  foi o que Treslove achou mais irritante. Não a  interrupção de um de seus luxuriosos,  devaneios obscenamente  enviuvados. Nem o choque repentino do ataque, um mão o agarrando pela  nuca e o empurrando tão forte contra a janela da loja de violinos  Guivier's que os instrumentos ressoaram e vibraram atras do painel  estilhaçando, a não ser que a música que ouvira fosse seu nariz  quebrando. E nem mesmo o roubo de seu relógio de pulso, sua carteira,  sua caneta tinteiro e seu telefone celular, tão sentimental quanto fosse  seu apego ao primeiro destes, e inconveniente como fosse a perda do  segundo, terceiro e quarto. Não, o que o chateou além de tudo isso foi o  fato de que a pessoa que o havia roubado, aracado e, sim, aterrorizado -  uma pessoa contra quem ele nem sequer sugeriu uma reação - era... uma  mulher."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacobson, Howard&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22191371&amp;amp;sid=4310745111391447713571253"&gt;"The Finkler Question"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bloomsbury, 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-3124817092396152214?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/3124817092396152214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/questao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3124817092396152214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3124817092396152214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/questao.html' title='A Questão.'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HYNyAR-5nM4/TrA_9O20J-I/AAAAAAAAAHI/3cSwdwC4NbI/s72-c/john-collier-lady-godiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5433936987357896953</id><published>2011-11-01T06:47:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T06:48:14.463-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pogo'/><title type='text'>O Dia em que o Ruffato confundiu meu nome</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;SÃO PAULO, 28/10/2011, 19h – Livraria Cultura (Conj. Nacional); Estado: etílico. – No  meio da minha canalhice em despejar o quinteto do “Inferno...” para o Ruffato assinar me atrapalhei no meu próprio blues etílico e engrolei uma história fajuta que só podia dar errado. E deu. O brother foi simpático, mas ficou difícil saber se ele entendeu que eu era o André de Leones ou se eu estava pedindo para que ele assinasse a pentalogia para o Andrézito, meu soul brother. Resumo: Lúcia, Júlia, Lila, Maria Fernanda rindo da minha cara de bêbado, e um André satirizando com um Ruffato envergonhado tentando entender a pataquada. Moral da História? Encher a cara antes de um lançamento pode te render uma grana quando a pentalogia de um grande escritor autografada para outro grande escritor for raridade. Vou ficar rico cinquentano pá frente negada. (caiu da cama.)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Bebeu Daniel?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Post Scriptum: Imaginem os trocadilhos com a série de livros do Ruffato e meu “Inferno Provisório” pessoal.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Post Scriptum II: Imaginem o resto da noite, até por que é muito surreal (leiam amoral) para contar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5433936987357896953?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5433936987357896953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/o-dia-em-que-o-ruffato-confundiu-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5433936987357896953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5433936987357896953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/11/o-dia-em-que-o-ruffato-confundiu-meu.html' title='O Dia em que o Ruffato confundiu meu nome'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2411680672364056992</id><published>2011-10-31T07:37:00.001-07:00</published><updated>2011-10-31T07:37:33.392-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 7</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Um brinde ao diabo e o enxofre com T maiúsculo. (ou Vênus, uma vida)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bastasse respirar um pouco a tensão para fora do corpo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bastasse, vez ou outra, sentir,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;com maior ou menor estupidez,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;as pontas e rebarbas dessa sociedade encalacrada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bastasse a palavra que esconde as três temáticas desse poema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Mas não basta.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Tem dias em que a dor é grande&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A dor é física&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A dor é filhadaputa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;É imaginável (o que é pior.)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;É palpável.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Às vezes até palatável.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Tem gosto de pilha&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Um amargazedo da vida.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Sem sadismo. (o que é pior)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Sem sal. (nem ao menos nos olhos que é bom pra ver se dói um pouco de verdade.)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bastasse respirar um pouco o cheiro de pilha&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O gosto de chuva e pontas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;amargazedo das rebarbas da estupidez&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;a chuva ácida, não como a de Vênus, que de sulfúrico&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;tem tudo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;mas como a nossa, que de Vênus tem nada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2411680672364056992?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2411680672364056992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/10/poema-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2411680672364056992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2411680672364056992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/10/poema-7.html' title='Poema 7'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2247340571232148094</id><published>2011-10-14T07:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T07:20:03.323-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 6</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;i&gt;soconoestômagô&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Dedada no olho &lt;i&gt;soconoestômagô&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Cotonete molhado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Tecido de seda que estica rasgando órgãos internos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Minha virgindade traumatizada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Meu cu esfolado&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Minha virilidade exacerbada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Exagerada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Jogada na grama com meus rins&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Cozinhando&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;No sol&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Ah se eu pudesse me virar do avesso&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Me abrir por inteiro&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Mostrar a eles cada detalhe do meu ser&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Dizer, &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Sem medo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Exposto ao vento&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Esse diafragma&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;Ah esse diafragma&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;esse diafragma, amigo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;cantou a nona de Beethoven&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2247340571232148094?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2247340571232148094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/10/poema-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2247340571232148094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2247340571232148094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/10/poema-6.html' title='Poema 6'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-860140184699374769</id><published>2011-09-30T06:53:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T06:54:56.884-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>O Conceito (parte 3)</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt;“&lt;i&gt;A voice coach could teach me to sing he couldn't teach me to love”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="RIGHT"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Pavement.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Soco no estômago. Meu maior medo. Ele ouve primeiro o ar silvando. Ele sente o murmúrio delicado do golpe abaixo do nariz. Rápido como tudo o que passa. Osso e pele/carne e nada. Órgãos que fazem pouco ou nenhum sentido comprimidos na pressão, mas ainda assim ela persiste. O punho tira o amor do coração dele, mas não do corpo. Este permanece imponente. Samantha sorri encorajadora. Seu corpo todo nu sorri para ele e ele sorri de volta, com rosas nos dentes. Samantha parece não se importar que o peso do passado dela recai sobre ele. O passado grita. Exige explicações que ele não pode dar. Meu maior medo. Ah a deliciosa falta de sentido de tudo aquilo. Samantha sorri mais uma vez e mais rosas brotam no seus dentes grandes. Brotam e escorrem pelo peito onde o amor volta a escorregar. Pode ficar o dia todo aqui nessa brincadeira. Soco no estômago. Amor vem. Amor vai. Amor com A de Anarquia. Soco no estômago. É o passado que bate na sua porta exigindo explicações que você não possui, fazendo brotar rosas dos seus dentes de cavalo, bicho arisco, meu maior medo, refletindo o sorriso de Samantha que sorri por que é assim que tem que ser e pronto, e o amor escorrendo da boca pro peito, dialeticamente renovado e expurgado, soco no estômago meu maior medo osso e pele/carne e nada o amor alto e cheio de rosas. Amor esse anarquista que recusa o passado que soca o estômago. Meu maior medo. Quando o amor sai, o vazio (carne e nada) acumula o conceito das palavras, Amor, Anarquia, Amora, Amiúde.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Soco no estômago.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Meu maior medo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Soco no estômago.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Samantha ri.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Soco no estômago.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Amor em rosas anárquicas brotando vermelhas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Meu maior medo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Soco no estômago.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Confessa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Samantha sorri.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Sorri de volta rosas vermelhas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;Eu te amo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-860140184699374769?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/860140184699374769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/o-conceito-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/860140184699374769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/860140184699374769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/o-conceito-parte-3.html' title='O Conceito (parte 3)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-9144022920523330387</id><published>2011-09-29T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T07:42:11.054-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='90s'/><title type='text'>I Could Spit on a Stranger</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AB8cQfg-4Ug/ToSDmekkTGI/AAAAAAAAAG4/ACqJE6C23jQ/s1600/1327463-pavement-spit-on-a-stranger.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 285px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AB8cQfg-4Ug/ToSDmekkTGI/AAAAAAAAAG4/ACqJE6C23jQ/s400/1327463-pavement-spit-on-a-stranger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657791728948890722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem vendo o lendário episódio lendário episódio Ducky Tie da lendária série How I Met your Mother, pensando em como tudo aquilo é legend... wait for it ...dary! me bateu uma melancoliazinha funda, daquelas doídas.   &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;A série está acabando eu sei e eu estou entrando em abstinência dela.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;A série em si é simples, as histórias conhecidas, muitas piadas até são lugares comuns, mas o timing dos atores, a caracterização dos personagens, e toda o cuidado da série da retomada de detalhes de todos os episódios, criando uma mitologia própria é única.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;É algo que nunca vi em série alguma. Nem em Friends, que me desculpem os puristas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Ontem, num final genial, onde a série mistura uma história melancólica a um outro storyline hilário que demonstra a cumplicidade não só dos personagens, mas como dos atores envolvidos na série, um final onde um sentimento de liberdade pelo simples e puro desapego, um I don't care simples catártico na vida de todo mundo que já enfrentou desilusões o suficiente para se importar, nesse fim de episódio doloroso, uma canção, do Pavement, Spit on a Stranger, cantada por Kathryn Williams numa versão doce, que lhe conferiu um tom um tanto irônico, mas principalmente catártico, se fez como um adorno à minha melancolia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu lembrei do Pavement, essa banda sensacional dos anos 90. O Pavement, que lançou Spit on a Stranger no seu último disco de estúdio. O Pavement que se reuniu no ano passado para uma última turnê me dando a oportunidade de poder ter um gostinho de um show deles e foi só.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O Pavement acabou de verdade. Todas as letras originais no envolucro sensacional das desafinações, distorções e tempos malucos que realçam as belezas melódicas, as interpretações geniais de suas musicas são agora coisas do passado. Spiral Stairs, acho que foi ele, disse que a reunião foi divertida, mas o Malkmus não faz músicas mais como fazia no Pavement, mesmo que continuem ótimas como as que faz no The Jicks, o espírito criativo do Pavement não existe mais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Foi bom enquanto durou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;E agora temos Preston School of Industry e Stephen Malkmus and the Jicks e as lembranças do Pavement.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Meu coração ficou mais fundo. Como diz o Oskar Schell, minhas botas ficarão mais pesadas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Oskar Schell, hmm.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Oskar Schell que me fez sonhar uma vez com suas invenções como pequenos microfones para nossos corações instalados nos bolsos dos macacões. Para quem sabe nossos corações sintonizarem, como menstruação de mulheres que vivem juntos, e numa maternidade o som seria de uma sala cheia de cristais, e no fim da maratona de Nova York seria como a guerra.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O Oskar que me deu a informação que existem mais pessoas no mundo (estranhos) que gente morta e que se todo mundo quisesse interpretar Hamlet ao mesmo tempo não haveria crânios o suficiente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O Oskar que quis inventar uma jaqueta de sementes de pássaros para que estes se empoleirassem nela e levasse seu usuário pelos seus e assim, quem sabe, a pessoa não podia sair voando de andares mais altos de um prédio atingido no meio por um avião.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Hmm.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Pensei na morte, sabe. Pensei em Philip Roth, esse escritor genial, que tem 78 anos e logo, bem logo mesmo também acabará.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Hmm.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O Oskar Schell, personagem de Extremamente Alto e Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer, conquistou fãs com suas idiossincracias (talvez conseguirá mais alguns com o filme que estreará logo. O livro em que ele existe tem umas 500 páginas, das quais ele ocupa um terço mais ou menos. Philip Roth aceitou a morte já há uns vinte anos pelo menos, mesmo que nós não. How I Met your Mother se estica um pouco mais sempre, adiando um final inevitável (e necessáriamente belo). O Pavement acabou sem ser reconhecido (nem mesmo muito pelos setores mais alternativos) pelas suas musicas maravilhosas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Tudo acaba.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Não acho, no entanto, que Spiral, Malkmus e os outros se importaram com isso. Não acho que ninguém que citei se preocupou com isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;A imortalidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Isso não importa na verdade. Nada é imortal, mesmo aquilo que todo mundo considera. Penso que é melhor se divertir por um tempo do que ser imortal para nada. É muita responsabilidade para algo que não significa absolutamente nada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Então, ao ouvir Spit on a Stranger, me deparei com uma visão totalmente diferente desta canção. I &lt;i&gt;could&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; spit on a stranger, eu poderia cuspir num estranho. A sensação de liberdade melancólica de não se importar. De ser pequeno e daí, de se submeter à morte, de dar significado ao menor ao desimportante ao pouco falado. Achar nas pequenas palavras uma beleza como Heaven is a truck it got stuck on the breeze, ou cantar desafinado a voice coach taught me to sing he couldn't teach me to love... all the above, uma deliciosa beleza. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;I could pit on a stranger. Now I see the long and short and middle and what's in between.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;Talvez a musica nem fale disso mesmo, mas não importa. Para mim está lá. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;Honey you're a prize and I'm a catch and we're a perfect match.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;Like two bitter stranger.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;Now I see the long and short of it and I can make it last.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;I could spit on a stranger&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;You're a bitter stranger.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-9144022920523330387?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/9144022920523330387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/i-could-spit-on-stranger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/9144022920523330387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/9144022920523330387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/i-could-spit-on-stranger.html' title='I Could Spit on a Stranger'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AB8cQfg-4Ug/ToSDmekkTGI/AAAAAAAAAG4/ACqJE6C23jQ/s72-c/1327463-pavement-spit-on-a-stranger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2347405474460676130</id><published>2011-09-28T10:42:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T10:44:39.671-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><title type='text'>Inexistência</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Escrevo sobre a luz inevitável de um surto psicótico narrativo. Impossível não se cegar com o caos. Por isso arranco os meus olhos e murmuro baixinho, como Kurtz, o horror, o horror...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Me perco na solidão autoritária de Conrad. Tenho que aprendê-lo se isso é possível, por isso não me cego. Extirpo o mal de ver com os olhos que de nada me servem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Os olhos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Os olhos apenas apontam para a esquerda ou a direita. Para o palpável. O palpável é uma ilusão, um glossário malfadado à inexistir.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Inexistência, o maior dos otimismos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Tudo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;André de Leones escorregou no meu romance. Inexistência. Pensei em me retratar também. Aviso: não tenho alter egos. Não tenho identidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Inexistência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Por isso não posso existir na minha própria criação. Ao mesmo tempo tudo ali sou eu.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Que se dane. Aquilo que há é nada e, mesmo isso, é tudo o que há e é aí que confirmo o caos por me agarrar a isso. Às pequenas coisas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pequeno.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Inexistência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;P.S.: Explodir na frente de todos, ainda assim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2347405474460676130?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2347405474460676130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/inexistencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2347405474460676130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2347405474460676130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/inexistencia.html' title='Inexistência'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2882807476593294784</id><published>2011-09-28T06:19:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T06:25:03.198-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apropriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Aquele que eu roubei do André de Leones</title><content type='html'>&lt;div id="site-description"&gt;Curioso por essa publicação da Cia das Letras roubei esse post do blog do &lt;a href="http://vicentemiguel.wordpress.com/"&gt;André&lt;/a&gt;, que queria ter escrito o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?p=1&amp;amp;palavra=andr%C3%A9%20de%20Leones&amp;amp;f1=1&amp;amp;search_id=31698341&amp;amp;search_id_log=30044739"&gt;livro de ouro da yoga&lt;/a&gt;, E a vida é linda.&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;                  &lt;h3 class="entry-title"&gt;“Os livros que os divertem não têm figuras.”&lt;/h3&gt;      &lt;h4 class="vcard author"&gt;by &lt;span class="fn"&gt;André de Leones&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;              &lt;p&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-6639" title="wislawa" src="http://vicentemiguel.files.wordpress.com/2011/09/wislawa.jpg?w=213&amp;amp;h=320" alt="" width="213" height="320" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;OPINIÃO SOBRE A PORNOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wislawa Szymborska&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não há devassidão maior que o pensamento.&lt;br /&gt;Essa diabrura prolifera como erva daninha&lt;br /&gt;num canteiro demarcado para margaridas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para aqueles que pensam, nada é sagrado.&lt;br /&gt;O topete de chamar as coisas pelos nomes,&lt;br /&gt;a dissolução da análise, a impudicícia da síntese,&lt;br /&gt;a perseguição selvagem e debochada dos fatos nus,&lt;br /&gt;o tatear indecente de temas delicados,&lt;br /&gt;a desova das ideias – é disso que eles gostam.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;À luz do dia ou na escuridão da noite&lt;br /&gt;se juntam aos pares, triângulos e círculos.&lt;br /&gt;Pouco importa ali o sexo e a idade dos parceiros.&lt;br /&gt;Seus olhos brilham, as faces queimam.&lt;br /&gt;Um amigo desvirtua o outro.&lt;br /&gt;Filhas depravadas degeneram o pai.&lt;br /&gt;O irmão leva a irmã mais nova para o mau caminho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Preferem o sabor de outros frutos&lt;br /&gt;da árvore proibida do conhecimento&lt;br /&gt;do que os traseiros rosados das revistas ilustradas,&lt;br /&gt;toda essa pornografia na verdade simplória.&lt;br /&gt;Os livros que os divertem não têm figuras.&lt;br /&gt;A única variedade são certas frases&lt;br /&gt;marcadas com a unha ou com o lápis.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É chocante em que posições,&lt;br /&gt;com que escandalosa simplicidade&lt;br /&gt;um intelecto emprenha o outro!&lt;br /&gt;Tais posições nem o Kamasutra conhece.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Durante esses encontros só o chá ferve.&lt;br /&gt;As pessoas sentam nas cadeiras, movem os lábios.&lt;br /&gt;Cada qual coloca sua própria perna uma sobre a outra.&lt;br /&gt;Dessa maneira um pé toca o chão,&lt;br /&gt;o outro balança livremente no ar.&lt;br /&gt;Só de vez em quando alguém se levanta,&lt;br /&gt;se aproxima da janela&lt;br /&gt;e pela fresta da cortina&lt;br /&gt;espia a rua.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;Em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22815657&amp;amp;sid=7371171421392426442174618" target="_blank"&gt;Poemas&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Tradução de Regina Przybycien.&lt;br /&gt;[Cia. das Letras - 168 páginas.]&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2882807476593294784?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2882807476593294784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/aquele-que-eu-roubei-do-andre-de-leones.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2882807476593294784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2882807476593294784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/aquele-que-eu-roubei-do-andre-de-leones.html' title='Aquele que eu roubei do André de Leones'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-3293001063249757837</id><published>2011-09-27T12:34:00.001-07:00</published><updated>2011-09-27T12:34:37.487-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 5</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vez ou outra arrisco um poema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Pele morta,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Cabelos que caem despedaçando o poeta por todos os cantos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Retalhos de mim mesmo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A calvície dói,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;é um calvário&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;(trocadilho intencionado)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A cabeça coça com o prospecto da vida inteira&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de perdas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vez ou outra arrisco um poema&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Tenho aflição a unhas compridas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Preciso cortá-las&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;tenho que apará-las&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e ver&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vez ou outra arrisco um poema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Deixo as marcas das outrora reinantes unhas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;pedaço de osso&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Cartilagem inútil&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;transparecem na minha pele&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;vivas e&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;presentes&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;por um dia ou outro ardem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;fantasmas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;eu cravo o toco afiado que sobrou&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;nos dedos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;eu faço doer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vez ou outra arrisco um poema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Até que novas unhas cresçam e eu&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;neurótico&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;as corte, decepe, mutile&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;as unhas doem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Como todos os filhos que eu desperdicei nas tardes de tédio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-3293001063249757837?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/3293001063249757837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/poema-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3293001063249757837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/3293001063249757837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/poema-5.html' title='Poema 5'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-220671531974982767</id><published>2011-09-26T11:48:00.001-07:00</published><updated>2011-09-26T11:57:25.936-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Uma reflexão de Philip K.Dick</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-v2wzIGCT1Js/ToDJYDmhfmI/AAAAAAAAAGw/o0n4_kbd2QM/s1600/pkdwithcat.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-v2wzIGCT1Js/ToDJYDmhfmI/AAAAAAAAAGw/o0n4_kbd2QM/s400/pkdwithcat.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656742547098271330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Numa realidade alternativa onde o Japão e a Alemanha foram os vencedores da Segunda Guerra, Philip K.Dick, ambienta com muita ironia seu romance The Man in the High Castle. Separei essa citação, de uma cena onde um homem de negócios sueco, ao ser iterpelado por um “artista moderno” alemão, reflete sobre os tempos que vive e seu “parentesco racial” com o homem. Em tempos de neo-fascismo exarcebado, seria bom a gente lembrar dessas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O original:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;I hope we will see one another later on in San Francisco,' Lotze said as the rocket touched the ground. 'I will be at loose ends without a countryman to talk to.'&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;'I'm not a countryman of yours,' Baynes said.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;'Oh, yes; that's so. But racially, you're quite close. For all intents and purposes the same.' Lotze began to stir around in his seat, getting ready to unfasten the elaborate belts.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Am I racially kin to this man? Baynes wondered. So closely so that for all intents and purposes itis the same? Then it is in me, too, the psychotic streak. A psychotic world we live in. The madmen are in power. How long have we known this? Faced this? And — how many of us do know it? Not Lotze. Perhaps if you know you are insane then you are not insane. Or. you are becoming sane, finally. Waking up. I suppose only a few are aware of all this. Isolated persons here and there. But the broad masses . . . what do they think? All these hundreds of thousands in this city, here. Do they imagine that they live in a sane world? Or do they guess, glimpse, the truth . . . ? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;But, he thought, what does it mean, insane? A legal definition. What do I mean? I feel it, see it, but what is it?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;He thought, It is something they do, something they are. It is -their unconsciousness. Their lack of knowledge about others. Their not being aware of what they do to others, the destruction they have caused and are causing. No, he thought. That isn't it, I don't know; I sense it, intuit it. But — they are purposely cruel . . . is that it? No. God, he thought. I can't find it, make it clear. Do they ignore parts of reality? Yes. But it is more. It is their plans. Yes, their plans. The conquering of the planets. Something frenzied and demented, as was their conquering of Africa, and before that, Europe and Asia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Their view; it is cosmic. Not of a man here, a child there, but air abstraction: race, land. &lt;i&gt;Volk&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Land&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Blut&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Ehre&lt;/i&gt;. Not of honorable men but of &lt;i&gt;Ehre &lt;/i&gt;itself, honor; the abstract is real, the actual is invisible to them. &lt;i&gt;Die Güte&lt;/i&gt;, but not good, this good man. It is their sense of space and time. They see through the here, the now, into the vast black deep beyond, the unchanging. And that is fatal to life. Because eventually there will be no life; there was once only the dust particles in space, the hot hydrogen gases, nothing more, and it will come again. This is an interval, &lt;i&gt;ein Augenblick&lt;/i&gt;. The cosmic process is hurrying on, crushing life back into the granite and methane; the wheel turns for all life. It is all temporary. And they — these madmen — respond to the granite, the dust, the longing of the inanimate; they want to aid &lt;i&gt;Natur&lt;/i&gt;. And, he thought, I know why. They want to be the agents, not the victims, of history. They identify with God's power and believe they are godlike. That is their basic madness. They are overcome by some archetype; their egos have expanded psychotically so that they cannot tell where they begin and the godhead leaves off. It is not hubris, not pride; it is inflation of the ego to its ultimate — confusion between him who worships and that which is worshiped. Man has not eaten&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;God; God has eaten man.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;What they do not comprehend is man's &lt;i&gt;helplessness&lt;/i&gt;. I am weak, small, of no consequence to the&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;universe. It does not notice me; I live on unseen. But why is that bad? Isn't it better that way?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Whom the gods notice they destroy. Be small . . . and you will escape the jealousy of the great.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;As he unfastened his own belt, Baynes said, 'Mr. Lotze, I have never told anyone this. I am a&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jew. Do you understand?'&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lotze stared at him piteously.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;'You would not have known,' Baynes said, 'because I do not in any physical way appear Jewish; I&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;have had my nose altered, my large greasy pores made smaller, my skin chemically lightened, tife&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;shape of my skull changed. In short, physically I cannot be detected. I can and have often walked in&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;the highest circles of Nazi society. No one will ever discover me. And-' He pause&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: arial;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: arial;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A tradução:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;— Espero que nos encontremos depois em São Francisco — disse Lotze, enquanto o foguete tocava o chão. — Ficarei perdido sem um conterrâneo com quem conversar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;— Não sou conterrâneo seu — disse Baynes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;— Ah, sim, é verdade. Mas, racialmente, está muito próximo. Para todos os efeitos, dá na mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Lotze começou a agitar-se na poltrona, preparando-se para desamarrar os complicados cinturões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Estou racialmente próximo deste homem? — perguntou-se Baynes. Tão próximo que, para todos os efeitos, dá na mesma? Então também possuo o traço psicótico. O mundo psicótico em que vivemos. Os loucos estão no poder. Há quanto tempo sabemos disto? Encaramos isto? E... quantos de nós sabem? Lotze não. Talvez se a gente souber que é louco então não esteja louco. Ou está, finalmente, deixando de ser. Acordando. Suponho que apenas poucos tenham consciência disto. Pessoas isoladas, aqui e ali. Mas as grandes massas... o que pensam? As centenas de milhares de pessoas aqui nesta cidade. Será que imaginam que vivem num mundo são? Ou adivinham, entrevêem, a verdade...?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas, pensou, o que significa &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;louco? &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma definição legal. O que quero dizer com isso? Eu sinto, vejo, mas o que é?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É alguma coisa que eles fazem, alguma coisa que são. É seu inconsciente. Sua falta de conhecimento dos outros. Não sabem o que fazem aos outros, desconhecem a destruição que causaram e estão causando. Não, pensou. Não é isso. Eu não sei; sinto, tenho a intuição. Mas... são deliberadamente cruéis... é isso? Não. Meu Deus, pensou. Não consigo encontrar, esclarecer. Será que ignoram partes da realidade? Sim. Mas é mais do que isso. São seus planos. Sim, seus planos. A conquista dos planetas. Algo frenético, demento, como a conquista da África e, antes disso, Europa e Ásia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sua visão: é cósmica. Não um homem aqui, uma criança ali, mas uma abstração: i-aça, terra. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Volk. Land. Blut. Ehre. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não homens honrados, mas &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Ehre &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;em si, honra: o abstrato é real, o real c invisível para eles. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Die Güte, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;mas não homens bons, este homem bom. É seu sentido de espaço e tempo. Enxergam além do aqui, do agora, no vasto, negro e profundo além, o imutável. E isto é fatal à vida. Porque conseqüentemente não haverá mais vida; houve um dia em que o espaço era só partículas de poeira, gases quentes de hidrogênio, mais nada e será assim outra vez. Isto é um intervalo, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;ein Augenblick. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O processo cósmico está se acelerando, fazendo a vida retroceder ao granito e ao metano; a roda gira para toda vida. Tudo é temporário. E estes — estes loucos — obedecem ao granito, ao pó, ao apelo do inanimado; querem auxiliar a &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Natur.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(255, 255, 255); line-height: 150%; font-family:arial;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E, pensou, eu sei por quê. Querem ser os motores da história, não as vítimas. Identificam-se com o poder de Deus e acreditam-se a sua imagem. É esta sua loucura básica. Foram dominados por algum arquétipo; seus egos expandiram-se psicòticamente ao ponto de não saberem onde eles começam e onde pára a essência divina. Não é orgulho; é uma hipertrofia do ego levado ao seu máximo — confusão entre quem adora e quem é adorado. O homem não devorou Deus; Deus devorou o homem. O que não compreendem é a &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;fragilidade &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;do homem. Eu sou fraco, pequeno, sem a menor importância diante do universo. Não sou notado dentro dele; vivo sem ser visto. Mas por que isto é mau? Não é melhor assim? Quem chama a atenção dos deuses é destruído. Seja pequeno... e escape à inveja dos grandes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-220671531974982767?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/220671531974982767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/uma-reflexao-de-philip-kdick.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/220671531974982767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/220671531974982767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/09/uma-reflexao-de-philip-kdick.html' title='Uma reflexão de Philip K.Dick'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-v2wzIGCT1Js/ToDJYDmhfmI/AAAAAAAAAGw/o0n4_kbd2QM/s72-c/pkdwithcat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8996282985722310948</id><published>2011-08-29T12:40:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T12:49:43.065-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Rumo a destinos desconhecidos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-i5efGSzeSxo/TlvtUFGbUhI/AAAAAAAAAGg/Zl44cYbC9TI/s1600/WASTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-i5efGSzeSxo/TlvtUFGbUhI/AAAAAAAAAGg/Zl44cYbC9TI/s400/WASTE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646367487061348882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Esta semana despi-me de meu lado contemplativo e literal e literariamente embarquei em dois clássicos aventurosos. Tenho que reler Conrad para uma matéria da faculdade e o Pynchon, bem o Pynchon é sempre bem vindo. Heart of Darkness e Against the Day são dois petardos da literatura onde um mundo misterioso se desenrola à frente de nossos olhos como se pintados por um mestre renascentista: uma clareza simbólica sublime. Genial.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O tom clichê da crítica não é por acaso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O realismo cru do primeira e a ironia deliciosa do segundo (sem contar as artimanhas metalinguísticas de ambos) me fazem perguntar por que não nos divertimos mais com literatura.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Não que romances de teores mais metafísicos ou estruturas mais contemplativas sejam chatos, mas o tom pedante que tende-se a dar às relevâncias de valor humano e social à histórias, ca-ham, mais “sérias” me irrita um pouco. Sou fã de uma boa peripécia e acho que grandes autores digamos até mais “sisudões” colocam sempre uma boa pitada dela no seu caldeirão. Vide Faulkner, Hardy, McCarthy, Hemmingway, etc. Etc.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;(até nas obras mais artificiosas se encontram um fundamento peripértico essencial. Ulysses, por exemplo)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Então creio que a história por trás do grande e elevado significado importa e importa muito. E me encantam boas histórias, mesmo que estas sejam boas pela forma que se conta. Ah, o bom e velho Tchekhov...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Como ouvi uma vez do João Adolfo Hansen, por quê não nos divertimos com a literatura? Por quê temos que dissecá-la, classificá-la e analisá-la minuciosamente para que se torne boa “L”iteratura?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;É óbvio que os dois romances que cito no post são muito mais que meras aventuras e não preciso nem entrar no mérito de sua significância, pois esta sustenta-se por si mesma. Ressalto, no entanto, a deliciosa aventura que são e recomendo que todos os visitem de vez em quando.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Vou mais ao fundo, e talvez polemizando mais, pergunto: e os romances tidos como apenas de entretenimento como os de King e Gaiman? Será que devemos desprezá-los por quê eles não tem a ambição de um Cheever ou de um Guimarães Rosa? Ou será que devemos dizer que eles não possuem tais ambições traduzidas nas suas próprias personalidades autorais?  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Sei que aprendi a gostar de ler também com esses dois autores e até hoje os leio com muita diversão. Há obras deles que ainda figuram como umas das melhores leituras que já fiz (Misery, do King e American Gods do Gaiman).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Talvez tenha aprendido errado, mas aprendi a sempre ler uma história quando leio. E me divertir com ela.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Portanto digo aos meus amigos Toddynho da vez, meus companheiros de aventuras, me levem rumo a destinos desconhecidos. Sempre.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8996282985722310948?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8996282985722310948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/rumo-destinos-desconhecidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8996282985722310948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8996282985722310948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/rumo-destinos-desconhecidos.html' title='Rumo a destinos desconhecidos.'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i5efGSzeSxo/TlvtUFGbUhI/AAAAAAAAAGg/Zl44cYbC9TI/s72-c/WASTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4208991749491152716</id><published>2011-08-12T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-08-12T07:54:01.590-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 4</title><content type='html'> &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Bicho de Pé.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Antes fosse geográfico&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Construindo-se lentamente pelas beiradas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Ralando os cotovelos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;E os joelhos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Espremendo dedos nos remendos das calças&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;rasgadas e rotas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de outros tempos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;em que se esconder era bom&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e não ter o tempo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;As horas liquidadas pelo nada&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;minutos, segundos, milésimos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de segundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;E o ruim era ser todos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Por que é que a gente pensa que se entende,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quando o bom é se perder?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;E não ser achado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Nem por si.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Menor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4208991749491152716?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4208991749491152716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4208991749491152716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4208991749491152716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-4.html' title='Poema 4'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2582036239909111985</id><published>2011-08-10T11:39:00.001-07:00</published><updated>2011-08-10T11:39:55.367-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 3</title><content type='html'> &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Ato Solo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vamos despir toda proteção&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;não quero conforto&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;apenas o ser finito, acabado e previsível&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Quero um lugar para me esconder.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2582036239909111985?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2582036239909111985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2582036239909111985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2582036239909111985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-3.html' title='Poema 3'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5821419001021004834</id><published>2011-08-08T07:46:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T07:48:24.932-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Melancholia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ibUy_4deUnA/Tj_3B0ljKiI/AAAAAAAAAGY/03JttinUmXE/s1600/Melancholia-Poster%2BNacional-23Maio2011.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ibUy_4deUnA/Tj_3B0ljKiI/AAAAAAAAAGY/03JttinUmXE/s400/Melancholia-Poster%2BNacional-23Maio2011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638496869159217698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Geralmente quando o assunto de uma conversa boa se envereda por alguma razão qualquer sobre o fim do mundo, apocalipse e derivados (é engraçado como esse assunto não tem hora nem lugar para aparecer, intrometido que é), eu sempre tenho um comentário: O Mundo já acabou faz tempo e esqueceram de avisar.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Fatalismos a parte, o pessimismo básico dessa reflexão, para mim é algo de extrema paz. Eu não sou muito inclinado a acreditar seja em Deus ou no ser humano e, portanto, a vida é bem mais simples sem se surpreender com o óbvio. Ou como diria um poeta punk: Stop searching 'cause there's no anwer, just a long line of disaster, there's no simple way to stop the sadness, life's not fair, I'm glad it's not, this isn't heaven just a lonely planet on the verge of self destruction(Pare de procurar, pois não há resposta, apenas um caminho comprido de desastres, não há modo simples de parar a tristeza, a vida não é justa, estou feliz que não seja, isso não é o Céu apenas um planeta no limiar da autodestruição).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O refrão dessa música (cujo título sugestivo Total Bummer quer dizer uma deprê total, depois de um abuso de substâncias), um emblemático grito de Go Away, Sunny Day(Vá embora, dia de sol!) sempre me vem a cabeça quando as pessoas me olham assustadas com minha falta de descrença. Muitas disfarçam bem, mas a grande maioria deixa transpassar sua inquietação com minha tranquilidade em não acreditar num mundo melhor. Para os mais exaltados eu reformulo: O Mundo já acabou um monte de vezes, qual será a próxima?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Vejam bem ao me prostrar incrédulo perante ao mundo eu simplesmente me divirto mais, produzo mais, vivo mais. Afinal, aproveito a vida que tenho.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Tendo dito isso, apenas um comentário sobre Melancholia: Assistam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Poderíamos discutir ad nauseum todas as suas referências a Shakespeare e a outros artistas, as belas atuações, a atmosfera onírica e seca ao mesmo tempo, o ritmo frenético do começo e estático do final, as doenças psicológicas, as questões sociais, o uso de Wagner (que com as declarações de Lars Von Trier sobre nazismo dariam um prato cheio), e inclusive poderíamos discutir o fim do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Mas insisto: Assistam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Todo mundo sabe da famosa depressão de Lars Von Trier e os frutos desta em Anticristo e Melancholia. Este último contrastando pela sua singeleza contra a agressividade do outro. Anticristo é o caos (chaos reigns), Melancholia é a paz que resulta da compreensão e aceitação do caos. Belo, é um filme que vai ficar na sua cabeça por muito tempo. Espero apenas que você tenha a serenidade de não se desesperar ao inevitável.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Afinal, o mundo já acabou.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5821419001021004834?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5821419001021004834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/melancholia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5821419001021004834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5821419001021004834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/melancholia.html' title='Melancholia'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ibUy_4deUnA/Tj_3B0ljKiI/AAAAAAAAAGY/03JttinUmXE/s72-c/Melancholia-Poster%2BNacional-23Maio2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8401663975391284762</id><published>2011-08-05T07:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-05T07:23:33.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>O Conceito (parte 2)</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;                                                                         &lt;i&gt;Some boys don't know how to love.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;                                                                                                      &lt;i&gt;Death Cab for Cutie.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Está bem, para. Enche o teu all-star de pequenos As. Anarquicamente amorosos. As favas com tudo. Um cara que morava na rua foi quem me disse uma vez “Ei filho,” e eu parei por que não é todo dia que alguém faz pose de cowboy americano pra te dizer qualquer coisa. Mas ele disse: “Ei filho, é uma selva lá fora!”. É uma selva lá fora. É uma &lt;i&gt;fucking&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; selva lá fora. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aconselhando: “Ei filho, é uma selva lá fora!”. Quis perguntar onde era lá fora, já que estávamos na rua, mas apenas saquei uma moeda e atirei nele. Rebelde sem causa, a inevitável tomada do poder daqueles com células para gastar. Um sem teto, sem fim. Mas com uma moeda a mais na vida. Quase o invejei com suas novas possibilidades. Vou voltar lá e pedir um gole da sua pinga pra ver se curo a minha tosse. A minha tosse? Começou umas semanas atrás quando Samantha me ligou numa tarde sem graça de domingo. “Hey dude vamos beber”. Ah Samantha! Samantha com os peitos minúsculos que escapam do sutiã e sorriem pra mim debaixo de sua camiseta poída do colégio toda vez que ela se abaixa. Será que ela sabe quantos torcicolos ganhei por causa daqueles peitos? Daqueles mamilos duros, certeiros? Vamos beber, ela me disse, dude, ela me disse, tenho vinho na minha casa, dude. O dude foi. O dude bebeu. O dude vomitou e passou mal. O dude não viu quando Samantha o despiu. O dude não viu quando ela o colocou gentilmente dentro dela. O dude não viu as sardas dançando entre os seios pequenos de Samantha enquanto ela, por sua vez, dançava em cima dele. O dude não viu essa dança, não sentiu essa dança, essa dança que todos querem sentir. O dude não viu nada. O dude só imagina por que acordou sozinho no outro dia, com dor de cabeça, estômago embrulhado, no relento, sem coberta, no frio, atrasado para o colégio e o pau esfolado, ardendo uma doa boa. Acordou com frio como presente de consolação. E a tosse. No colégio, Samantha só sorriu para mim, arrancou a caneta marcador com a qual eu rabiscava furiosamente impropérios no meu tênis e escreveu um A. Um A comum como todas as manifestações de um anarquismo modista, vazio, inspirado por Kurt Cobain como todo mundo. A de anarquia, A de amor. Deu as costas e nem devolveu a caneta. É uma selva lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8401663975391284762?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8401663975391284762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/o-conceito-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8401663975391284762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8401663975391284762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/o-conceito-parte-2.html' title='O Conceito (parte 2)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-370642944614845143</id><published>2011-08-04T12:23:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T12:25:13.712-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 2</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Deite-se na terra fria&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não descalce os tênis, furados, nas solas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O solo aquece o sol frio,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de gelo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não há ventos aonde vamos, apenas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Frio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Estático.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Há penas, mas aquela dor debaixo das unhas, entre os dois testículos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;passou&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;está morta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Já lhes disse que não descalcem os tênis&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;violentados&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;pelas palavras, literatura jovem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;afogado por símbolos esvaziados&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;IN significantes&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Dependendo do ponto de vista você pode até fingir que é poeta.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-370642944614845143?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/370642944614845143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/370642944614845143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/370642944614845143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/poema-2.html' title='Poema 2'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7593399733376755348</id><published>2011-08-04T08:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T08:33:59.956-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prêmio São Paulo de Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Som e [Cor(vo)] Fúria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-GUzWGUhPMWU/Tjq7lNq5ECI/AAAAAAAAAGQ/7B7Nj-CZpXU/s1600/azul_corvo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GUzWGUhPMWU/Tjq7lNq5ECI/AAAAAAAAAGQ/7B7Nj-CZpXU/s400/azul_corvo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637024131606712354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Existe uma coisa em literatura que eu gosto de associar com musica: o timbre. Ele serve de metáfora para estilo, mas vai além. Assim como o timbre de um grupo musical não é afinação (aliás é possível um grupo ser timbrado e desafinado ao mesmo tempo), o “timbre” literário a que me refiro tem muito mais a ver com um sonoridade que mantém uma coesão com um grupo de escritores.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Que fique claro que, estar timbrado com outros autores, não significa não possuir sua própria voz, mas apenas harmonizar, ressoando mesmo (quem está familiarizado com teoria dos harmônicos entende que se uma nota musical entra em contato com a possibilidade de ressoar outras notas do mesmo campo harmônico ocorre um efeito belo, metafísico) com outros autores essa música bonita chamada Literatura.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Quem acompanha a tal, aquela com L maiúsculo, sabe que a literatura americana tem sido a privilegiada com uma cena coesa e harmonizada, digamos, para continuar no campo semântico/harmônico. Escritores como Foer, Franzen, Foster Wallace, Sedaris, Krauss, o mais velho Auster, se destacam por estarem fazendo uma literatura de peso que ressoa tudo o que já foi feito com uma linguagem nova, com um feeling novo. Uma literatura em que o social está presente, como sempre esteve, mas que se preocupa com questões midiáticas de leitura e do leitor, refletindo como nunca sobre literatura, fazendo assim a sua meta ficção, com a linguagem do século XXI.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Além disso é ótima, na minha opinião, por quê é literatura de feeling. De arrepiar, muitas vezes. Eu gosto desse gosto frenético na boca. Deve ser essa linearidade manca que eu tenho sendo um jovem no século XXI, mas vá lá. Isso um dia se explica.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Isso tudo para falar do Azul Corvo, romance de Adriana Lisboa de 2010, que concorreu ao prêmio São Paulo de literatura. Para mim, junto com Como Desaparecer Completamente do André de Leones, o melhor romance brasileiro daquele ano. A história é narrada por Vanja, uma garota que acaba de perder a mãe no Brasil e volta aos EUA, lugar onde nasceu, para morar com o pai de certidão, um outro brasileiro chamado Fernando, que a ajudará a encontrar seu pai verdadeiro, o americano Daniel. A partir daí, Vanja narrará como entrou em contanto com os destroços de todos os personagens envolvidos, e seus próprios, que dão sentido para sua existência, seja ele qual for.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;É uma história simples, antiga, mas por isso mesmo, contada de forma bela. Essa temática da busca pelo ancestral, pelo pai, sempre apresentada pela figura masculina de certa forma aparece representada pela feminilidade da narradora. E isso dá um charme especial e particular. Até por que a procura de Vanja pode se entender como algo além de uma identidade pessoal, mas uma identidade local, pátria. Interessante é pensar como o oximoro pátria-mãe se traduz particularmente nesse jogo de feminilidade em meio ao mundo masculino que restou para Vanja. O mais interessante, talvez seja a associação da amalgama dois dois no elemento comum que Vanja estabelece entre suas duas pátrias: A cor, mais especificamente O azul-corvo das conchas do Rio, ou os corvos azul-concha do Colorado&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Talvez por essas características, de começo, me lembrei do Oskar Schell de Extremamente Alto Increvelmente Perto, mas Vanja é mais adulta e o que ela fala é mais cortante (talvez pela proximidade), mesmo que doa tanto quanto. E a linguagem está ali, essa elevação do prosaico na linguagem que compõe o cerne da literatura está ali, porém com a característica moderna de elevar o prosaico pela linguagem prosaica que se revela especial. Adília Lopes, poeta portuguesa, consegue fazer isso com maestria e assim como o Foer, como o Franzen, Adriana transgride esse limite da linguagem prosaica elevando-a numa beleza fantástica.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Talvez por isso, por quê ela ressoou estes autores americanos de que gosto tanto (especialmente o Foer) o romance de Lisboa me conquistou de cara. Não qé ue ela esteja tentando ser igual a uma literatura americana, até por que não acredito que os escritores de lá estejam querendo fazer uma, mas sim por que os ecos de algo muito bom que li ressoando naquele romance tão belo que tinha a minha frente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;É bem mais simples. De certa forma, essa harmonização para mim é musica, e isso só faz ganhar a literatura. Ler Azul-Corvo é passear por uma sinfonia literária. Talvez, também, por que Adriana também tenha sido musicista (embora nunca tenha a visto nessa função), mas sua literatura é assim: musical.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O livro é delicado pela sua singeleza no sentimento, mas ao mesmo tempo é ríspido cruel e gruda nas nossas cabeças como uma bala alojada. A literatura transgride o ambiente emocional e familiar de uma história particular, tocante pela sua beleza e está lá para relembrar. Adriana se prova mestre nisso. Ela assim se aproxima das cenas mais cruéis e dos assuntos mais terríveis com naturalidade e sutileza, elevando-os a uma beleza, conferindo-lhes mais uma vez (pois estes não podem ser esquecidos) importância.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Já faz muito tempo, um velho bardo disse algumas palavras sobre a vida, chamando ela de som e fúria. Eu como musico sofrível e protótipo de escriba penso que o casamento nas texturas, cores e sons som da música com a fúria da linguagem é uma coisa linda, como o som de harmônicos leves numa manhã de domingo em que o sol faz cócegas nos olhos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7593399733376755348?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7593399733376755348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/som-e-corvo-furia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7593399733376755348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7593399733376755348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/som-e-corvo-furia.html' title='Som e [Cor(vo)] Fúria'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GUzWGUhPMWU/Tjq7lNq5ECI/AAAAAAAAAGQ/7B7Nj-CZpXU/s72-c/azul_corvo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7313493060705708547</id><published>2011-08-03T12:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T13:09:01.780-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='90s'/><title type='text'>I stopped swimming, learned to surf!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-gvEqWRPhIMc/TjmnQgQTbFI/AAAAAAAAAGI/PgqZVEZelXA/s1600/majesty_shredding-superchunk_480.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-vRgrB8eWFgs/TjmnHOu0DlI/AAAAAAAAAGA/0ejjScGtgWE/s1600/superchunk.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-e7rlUbrg11g/TjmnCOy88iI/AAAAAAAAAF4/hny3nNyZtNE/s1600/110907-superchunk_617_409_Jason-Arthurs-C.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-e7rlUbrg11g/TjmnCOy88iI/AAAAAAAAAF4/hny3nNyZtNE/s400/110907-superchunk_617_409_Jason-Arthurs-C.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636720065404269090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;O Superchunk é uma das bandas mais antigas e mais clássicas do cenário underground americano. Criado no fim dos 80, o grupo teve alguns sucessos pelos 90, como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gVsydcqxOAE"&gt;Slack Motherfucker&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-rRIMY3nHRg"&gt;Hyper Enough&lt;/a&gt;, seus maiores hits até hoje. Essas duas canções são bons exemplos do estilo da banda: Pegada rápida e melodias entrelaçadas nas letras prosaicamente belas. Ou como eu gosto de dizer: O som perfeito para pogar*.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Me lembro de me apaixonar pela banda gravando VHSs de episódios do finado Lado B, da MTV. Clipes de musicas como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_yw0s6nRfN4"&gt;The First Part&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7-9wJB86djQ"&gt;Package Thief&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LZAfYB8Hio4"&gt;Throwing Things&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PIoafYpHeYs"&gt;Watery Hands&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b8vBJXl8c80"&gt;Art Class&lt;/a&gt;, etc. fizeram grande parte da minha educação sentimental, garimpadas quase literalmente, pois na época a internet não era para todo mundo e para se ouvir músicas alternativas gravavamos estes programas com VHS e Cassetes, só para depois irmos na galeria do rock pedir para os atendentes tocarem bandas que você queria ouvir para decidir se comprava o disco ou não. Isso quando não era muito caro, obviamente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;De certa forma, por isso e outras coisas o Superchunk é uma banda muito importante para mim. Na verdade pra muita gente, pois, eles não só influenciaram muita gente como também são donos do selo Merge que lançou excelentes banda como, por exemplo o Arcade Fire (ca-ham nada fraco né?)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vRgrB8eWFgs/TjmnHOu0DlI/AAAAAAAAAGA/0ejjScGtgWE/s1600/superchunk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vRgrB8eWFgs/TjmnHOu0DlI/AAAAAAAAAGA/0ejjScGtgWE/s400/superchunk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636720151286255186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Dos discos lançados nos anos 90, o Superchunk tem três petardos: No Pocky for Kitty, de 91, On the Mouth, de 93 e Here's Where the Strings Come In, de 95 (três discos que aliás estão em promoção no site da &lt;a href="http://www.mergerecords.com/store/store_detail.php?catalog_id=802"&gt;Merge&lt;/a&gt; em seus formatos LP). Completam a discografia dessa primeira fase o homônimo de estreia de 90 e o Foolish de 94.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;A partir do Indoor Living de 97, o grupo começou um processo de uma busca por uma sonoridade um tanto diferente, compondo músicas com um andamento mais lento, mais melodias e letras mais cabeças até. Esse processo passou pelo Come Pick me Up de 99 até culminar no Here's to Shutting Up de 2001.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Esse último de certa forma é um hibrido da pegada mais punk do começo da banda com as musicas com sonoridade mais recente que experimentava, resultando numa mistura interessante. Além do mais com um título desse (Esse é pra fechar, numa tradução meio tosca) há um bucolismo que nos fez pensar: Será que eles acabaram? Será uma despedida?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;E aí o Superchunk sumiu. De 2001 a 2010 não lançaram mais discos.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Então foi dito que eles lançariam um disco novo em 2010, que se chamaria Majesty Shredding e sairia em setembro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu fiquei ansioso. Como seria esse disco? Que sonoridade teria? O que será que lançariam depois de quase dez anos sem gravar?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Quase dez anos! E que tempo bom para se preparar um disco!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gvEqWRPhIMc/TjmnQgQTbFI/AAAAAAAAAGI/PgqZVEZelXA/s1600/majesty_shredding-superchunk_480.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 369px; height: 369px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gvEqWRPhIMc/TjmnQgQTbFI/AAAAAAAAAGI/PgqZVEZelXA/s400/majesty_shredding-superchunk_480.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636720310608948306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Majesty Shredding é simplesmente perfeito. Era inimaginável para mim que o Superchunk, uma banda com vinte anos de estrada, quase dez anos sem nenhum material novo pudesse aparecer com um disco novo com tanta energia de uma banda iniciante e beleza de veteranos experientes como só eles. Que disco lindo!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu sempre me perguntei, mesmo antes desse disco, por quê as bandas mais antigas não levavam mais tempos para lançar discos novos. Muitas delas lançam um atrás do outro, todos iguais e sem qualidade. Bandas ótimas continuam esse círculo vicioso sem a menor necessidade.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Mas isso é outro assunto, vamos ao disco:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Eu tomei a liberdade de dividir o disco em três partes que comentarei sobre:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;PARTE 1 – O carro-chefe.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Uma boa parte de álbuns bons tem um bom carro-chefe, aquele conjunto de musicas boas que independente de qualquer direcionamento do disco na história ou na cabeça mesmo das pessoas são aquelas que ficarão, figurarão nos setlists vindouros  se tornando clássicos instantâneos. É o caso das quatro primeiras musicas.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 1 – Digging for Something – Musica que se auto explica. Um rock poderoso com um belo riff e letra e melodia cativante. Só poderia ser a faixa 1 anunciando o que podemos esperar do álbum. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qyA-LXM02RI"&gt;They were digging for something&lt;/a&gt;*2!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 2 – My Gap Feels Weird – Continua na mesma levada, até acelerando um pouco. Uma letra genial sobre ficar velho, com versos ótimos sobre a juventude (there's not enough eyeliner in this world, not for the sadness of you boys and girls!*3)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 3 – Rosemarie – Primeira balada, mas com uma batida pra frente, tem uma das melodias mais belas do disco. O refrão da musica com certeza é o primeiro que gruda na sua cabeça te fazendo cantar o dia inteiro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 4 – Crossed Wires. Para mim a musica que mais traduz o Superchunk no começo da carreira. Energética, rápida com uma letra nervosa é uma canção poderosa que fecha a primeira parte do disco que só teve petardos até agora. O &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9Lxw6A6scvU"&gt;clipe de Crossed Wires&lt;/a&gt; é genial e mostra algo que todo mundo já quis fazer um dia, tenho certeza .&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;PARTE 2 – O Acidentado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Curiosamente esse disco fala muito sobre a passagem do tempo e sobre, digamos assim, acidentes. Nesta parte pelo menos duas canções falam sobre fraturas ou camas de hospitais. As outras duas falam sobre mudanças do tempo e lições sobre isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 5 – Slow Drip – Uma letra divertida, com um refrão cativante que explora o falsete característico de Mac Maccaughan, batida pra frente no mesmo ritmo das primeiras canções, mas iniciando esse segundo grupo de canções mais cadenciadas, mas nem tanto.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 6 – Fractures and Plasters – Boa canção de melodia, a letra reforça essa imagem de quebrado que Mac explora nas últimas duas canções.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 7 – Learned to Surf – Para mim esta é a melhor canção do álbum. Poderoso, com um riff matador e uma letra que traduz o que é o Majesty Shredding. Na verdade isso é mais que visível no verso I stopped swimming and learned to surf*4 (façam as contas com a historinha que contei!). O &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gwig1JZX1Jw"&gt;clipe&lt;/a&gt; ainda possui imagens do show no Brasil. Épica.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 8 – Winter Games – Bela canção, quase balada mais uma vez. Uma das melhores letras do disco. A melodia se enrosca na guitarra ritmada e na batida pra frente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;PARTE 3 – A Resposta  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Essa terceira parte tem três canções apenas e, para mim, cada uma das três representa uma fase do Superchunk ao mesmo tempo que todas tem a cara nova da banda. A primeira a fase começo dos 90, a segunda fim dos 90 e a terceira, com uma sonoridade nova para a banda o futuro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 9 – Rope Light – A terceira e última parte do disco começa com uma musica pop e rápida. A mais rápida do disco e a mais energética.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 10 – Hot Tubes – Música sing-along, muito melódica, que continua este padrão de refrões grudantes. Uma ótima preparação para o grande finale.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Faixa 11 – Everything at Once – Ótima musica para acabar. Eterea, cheia de feeds e uma letra que traz uma filosofia que traduz a banda nesse momento. Os solos longos levando o disco para um fade in majestoso e bucólico que não diz nada e tudo ao mesmo tempo. Ao futuro!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;*1 Pogar – Conjugação do termo Pogo, em inglês, que significa pular (lembra do pogo ball, então?). É o que os ouvintes de um show fazem quando estão animados pelas canções. Alguns pogos são também as famosas “rodinhas”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;*2 They were digging for something – Eles procuravam algo (o termo digging for como gíria pode ser entendido como fuçando mesmo, cavocando pra achar algo)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;*3 There's not enough eyeliner in this world, not for the sadness of you boys and girls – Literalmente: Não existe delineador o suficiente nesse mundo, não para a tristeza de vocês garotos e garotas. (dispensa comentários, certo?)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;*4 I stopped swimming and learned to surf – Literalmente: Parei de nadar e comecei a surfar!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7313493060705708547?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7313493060705708547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/i-stopped-swimming-learned-to-surf.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7313493060705708547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7313493060705708547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/i-stopped-swimming-learned-to-surf.html' title='I stopped swimming, learned to surf!'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e7rlUbrg11g/TjmnCOy88iI/AAAAAAAAAF4/hny3nNyZtNE/s72-c/110907-superchunk_617_409_Jason-Arthurs-C.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7297929232754636984</id><published>2011-08-02T07:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T07:10:26.715-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ulysses'/><title type='text'>Santo James Joyce do Tapa-olho!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-aHRYj9zgvUI/TjgEMclB0KI/AAAAAAAAAFw/RcGIYz8VWWs/s1600/James%2BJoyce%2Bwith%2Beyepatch.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-aHRYj9zgvUI/TjgEMclB0KI/AAAAAAAAAFw/RcGIYz8VWWs/s400/James%2BJoyce%2Bwith%2Beyepatch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636259545530618018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-5ycsQ-c56-Q/TjgDxWg9DAI/AAAAAAAAAFg/DZmWRjfKRaY/s1600/ulisses-1024x638.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Gostaria de falar algo sobre Ulysses do Joyce. Nada muito ostensivo nem extensivo, apenas um comentário.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;  Hoje tive minha primeira aula com &lt;a href="https://sistemas.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=07A0B6B47990"&gt;Sandra Guardini&lt;/a&gt; sobre o romance e, além do muito que foi dito apenas sobre a introdução do romance(ufa! Como tem coisa!), ela nos passou esta singela tabela elaborada por Joyce e Gilbert sobre os paralelismos do romance:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5ycsQ-c56-Q/TjgDxWg9DAI/AAAAAAAAAFg/DZmWRjfKRaY/s1600/ulisses-1024x638.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5ycsQ-c56-Q/TjgDxWg9DAI/AAAAAAAAAFg/DZmWRjfKRaY/s400/ulisses-1024x638.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636259080046447618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Nela é visível os títulos para os episódios, intento abandonado de Joyce, relacionando-os com suas partes gêmeas na Odisseia. Mas não só. A tabela nos revela também os motivos literários que simbolicamente irão compor o ato de inteligência de Joyce. Relacionando cada um com os estilos narrativos que o próprio denomina, podemos ver o quão consciente e culto o romance é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Não apenas, com a tabela conseguimos perceber claramente como Joyce, além de explodir com a forma Romance literariamente, inaugura uma típica característica que se estende( e que na verdade se aprofunda cada vez mais) na contemporaneidade. Ora, a intenção de Joyce era fazer o Épico da sociedade moderna, fragmentada e caótica. A sociedade contempoanea não é só intensificada ao ponto do completo vazio nesse aspecto como, em termos de leitura, é tão caótica e midiática quanto mil Ulysses. Observável nos melhores romancistas de hoje (vide Foer, Pynchon, Franzen, Bolaño, etc. Etc.)&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Mas claro, sem esquecer do passado, mas isso é outra história (a história mais antiga que conhecemos).&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Porém, além de tudo isso queria fazer um comentário. Isso tudo no fundo prova o quão Joyce era enciclopédico e o quão Ulysses (pra não falar de Finnegan's Wake) é restrito apenas a academia. O que de fato me intriga em Joyce é a aparente despreocupação com tudo isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Obviamente que ele é consciente de toda essa concepção erudita de seu romance e é evidente que ele sabe disso, assim como é evidente que sua literatura vai na contramão da leitura fácil e óbvia, mas no fim tenho a impressão de que Joyce o fazia assim porque, antes de tudo amava isso. No fundo que creio que Ulysses (como Dublinenses e diferente de Finnegan's) foi feito para ser lido,  e principalmente para ser lido com todas as suas dificuldades. Há uma espécie de esperança artística na sua concepção que se dirige a todos e por isso é a obra prima de Joyce.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  Afinal, Ulysses trata da história mais antiga de todas: Voltar para casa. Casa, onde o coração mora.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7297929232754636984?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7297929232754636984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/santo-james-joyce-do-tapa-olho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7297929232754636984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7297929232754636984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/08/santo-james-joyce-do-tapa-olho.html' title='Santo James Joyce do Tapa-olho!'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aHRYj9zgvUI/TjgEMclB0KI/AAAAAAAAAFw/RcGIYz8VWWs/s72-c/James%2BJoyce%2Bwith%2Beyepatch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6246889421206483305</id><published>2011-06-29T13:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T13:31:17.325-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Poema 1</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Barroco&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Leves, as luvas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;vestem como plumas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;os dedos de uma catedral marrom&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;isolamento&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;isolamento, assim o dizem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;enche teu coração com uma lufada do metal precioso&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;a cor&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o caos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o sentimento inevitável de abandono&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;viva-me dentro da tua aurora&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e me liberte&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;sozinho&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;não obstante&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;sozinho&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;exceto por um pequeno quarto cheio de livros&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;estátuas de preservação&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;do quê?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6246889421206483305?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6246889421206483305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/06/poema-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6246889421206483305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6246889421206483305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/06/poema-1.html' title='Poema 1'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7024513809826958800</id><published>2011-05-18T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T13:43:55.773-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Controle (parte 2)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:200%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 200%"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Acordei com a cara vermelha e européia do Jeff na minha frente com um sorriso vazio. Ele me olhava com aqueles olhos azuis puxados e os cabelos loiros espalhados entre tufos arrepiados e mechas emplastradas na sua cara suada. Ele ainda cheirava a sexo. Procurei por Cláudia e não a encontrei. Ela havia ficado na festa para contar a piada aos convidados. Ninguém havia ainda considerado a hipótese de suicídio. Isso foi depois. E de qualquer forma os únicos que cogitaram o absurdo foram os sóbrios que vestiam branco. Os médicos com suas teorias. Um bando de lobos em pele de cordeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Não confia neles” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Era a primeira vez que eu ouvia a voz de Jeff. Ele grunhia claramente as palavras em um sotaque que eu não conseguia identificar. Alguns diziam que ele era irlandês, outros americano, uma vertente maluca tinha uma teoria de que ele era um alemão criado na China inglesa, Hong Kong ou algo do tipo. Eu particularmente sempre achei que ele fosse um brasileiro de uma família de imigrantes, muito estranha e fechada com seus costumes, possivelmente judeus (o que explicaria o sotaque estranho), mas ele nunca falou sobre isso, nem nunca ninguém o visitou no hospital quando ele finalmente acabou por lá, portanto não tínhamos como saber. A única vez em que eu o ouvi falar alguma coisa a respeito de sua família foi sobre um irmão que havia morrido pulando de pára-quedas em Israel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Foi no verão de 98, cara. Ele simplesmente esqueceu de checar a merda do reserva. O retardado resolveu pular de um arranha-céu no meio de Jerusalém. Sabe como são aqueles pirados que gostam de adrenalina ao máximo, né? (é engraçado isso saído da boca de Jeff!). Pois é, assim foi com o Bern,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o Bernhard meu irmão caçula babaca (tenho problemas em saber a idade exata de Jeff, ele afirmou que Bernhard tinha vinte anos em 1998, e, o irmão, sendo caçula e Jeff sendo mais velho, presume-se que ele deva ser um tanto mais velho que o falecido. Possivelmente uns cinco anos, o que tornava Jeff um homem de quase quarenta anos impossíveis com sua aparência.). Ele pulou de um prédio de quarenta andares apenas com um pára-quedas defeituoso para provar que ele era mais poderoso que Deus!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Quando eu me mostrei incrédulo a esta teoria, Jeff me mostrou então um álbum de recortes do irmão na próxima visita que me fez. Uma espécie de souvenir bizarro das aventuras de Bernhard Stein. Jeff disse que o irmão mais novo queria escrever o cúmulo da literatura contemporânea enchendo de significados o que não tinha o menor sinal disso. Uma espécie de teologia dos sem deuses, um ateísmo para os super religiosos. Na verdade era só mais um livro de aventuras maluca como os livros do John Krakauer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Tinha que ser a porra de Jerusalém, você sabe, aquela merda efervescente de etnias religiosas que não se bicam. Uma ‘porra de guerra santa que não acaba’, ele dizia. Meu rabo, isso sim! Era um babaca que só queria aparecer, isso sim!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Você não terminou o livro pra ele.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Não era uma questão e sim uma afirmativa sem expressão, como eu geralmente me comunicava com Jeff.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Você o faria? Puta que pariu brother, nada disso tem a menor importância. Para que colocar insignificância na porra da insignificância. O mundo não precisa de nenhuma força motriz para mostrar a ele do que é feito!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Não discuti com ele. Como a maioria das filosofias que aprendi com ele, eu as ouvi em minha cama desconfortável que me deu mais cicatrizes formadas pelas escaras do ostracismo do que eu havia conseguido em toda a minha vida. Por mais incrível que pareça mais do que eu conseguiria depois de conhecer Jeff, esse meu destino descontrolado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Olhei para sua fisionomia pateticamente atraente intrigado. Afirmei silenciosamente com a cabeça quando ele se virou para a televisão escalafobética pendurada em um pequeno suporte na parede. Tenho a impressão que ele percebeu a minha resposta, pois soltou um escárnio silencioso em forma de um sorriso amarelento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Ele não era alto. Mesmo que tivesse postura não passava do um metro e setenta e sete abaixo dos meus um metro e oitenta e oito latinos. Mesmo assim era como uma torre quando se erguia para postular suas teorias ao pé daquela cama dura. Era preciso e quase sempre certo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Como com a sua opinião sobre os médicos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:200%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 200%"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Você fala de quem?” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Respondi sentindo um arranhão terrível enquanto a realidade se fazia para mim numa ambulância histérica. A voz roufenha me caia bem. Me deixava seguro. Talvez por que a situação não podia piorar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Dos amaciantes, os pálidos, aqueles agouros da morte, física ou não. Confia em mim brother, eles vão querer te cortar assim que botarem a mão nessas costelas detonadas. Vai por mim, não deixa esses abutres te colocarem nada do que gesso por fora. Cuidado com as Radiografias e testes barulhentos!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;O paramédico se esforçou para não sair rolando de rir, e eu olhei estupefato para aquele doido com nariz comprido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Vocês está falando dos médicos, certo?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;“Dos médicos, dos jalecos-mór, os filhos-da-puta-dos-médicos-cortadores-de-alma brother. De quem mais”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Realmente fiquei surpreso ao me repreender porque perguntei à obviedade da rasgação de língua. Afinal de contas eu estava em uma ambulância. Para onde mais eu poderia estar indo senão um hospital cheio de médicos que vestiam branco e cortavam as pessoas legalmente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Foi ai que eu percebi a magnitude do poder de Jeff. Não importava o quão malucas suas palavras parecessem todas elas eram providas de um imenso significado. Um significado cafona, exagerado, por muitas vezes insano, mas todas elas muito coerentes. Não sei como sabia disso, mas a minha frente naquela hora estava o meu mentor. Alguém para me entender e para me fazer entender. A língua ferina de Jeff abriria as portas de um mundo que eu pensava perdido há um tempo e que significava muito pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height: 200%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:200%"&gt;Jeff era um profeta do mundo moderno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7024513809826958800?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7024513809826958800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/05/controle-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7024513809826958800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7024513809826958800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/05/controle-parte-2.html' title='Controle (parte 2)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2895672639683999865</id><published>2011-05-06T14:12:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T14:22:36.189-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Controle (parte 1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-7fkJw42oE6A/TcRmgBVcBgI/AAAAAAAAAFI/-OSVNorOTKk/s1600/Controle.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7fkJw42oE6A/TcRmgBVcBgI/AAAAAAAAAFI/-OSVNorOTKk/s400/Controle.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603716536655939074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US;font-size:12.0pt;" lang="EN-US" &gt;“Choo-choo train left right on time.&lt;br /&gt;A ticket costs only your mind.&lt;br /&gt;The driver said, ‘Hey, man, we go all the way.’&lt;br /&gt;Of course we were willing to pay.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:right;text-indent:35.45pt" align="right"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US;font-size:12.0pt;" lang="EN-US" &gt;Weezer &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style=" mso-ansi-language:EN-US;font-size:12.0pt;" lang="EN-US" &gt;“My Name is Jonas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US;font-size:12.0pt;" lang="EN-US" &gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US;font-size:12.0pt;" lang="EN-US" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;Foi quando o Jeff foi parar no hospital que tudo começou a fazer sentido. As peças começaram a cair em seus devidos lugares e uma voz silenciosa e profética começou a ecoar em minha cabeça: “É isso. É o limite. Daqui pra frente é só silêncio”. Na época o Jeff tinha seus contatos e as coisas fluíam até bem demais, o problema é que naquela noite a ideia havido sido minha. “É paranoia sua” Disse Jeff mais tarde, mas eu sei que não. Vocês sabem, o Jeff tem um método e um talento natural, eu sou apenas um cara que quer viver o que não é. Eu não sou o Jeff, não nasci como ele e, mesmo que algum dia eu consiga as possibilidades materiais que o Jeff possui eu nunca terei o mesmo tino. Não, isso foi antes, na infância. É ali que a loucura se instala e cria raízes. E Jeff é o maior dos loucos, um Clown, um pirado lunático uivando para a lua quando ela está redondinha e branquinha como um rabo de mulher deve ser, palavras do próprio. Ele mesmo se definia assim, não havia nada que eu podia fazer além de deixar ele no controle.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;As coisas começaram a se desmantelar quando eu caí do terceiro andar de meu prédio. Não importa o que te digam, eu caí. Escorreguei tentando pular para o pequeno parapeito cheio de plantas que eu não sei o nome e que só não morrem por causa da Cláudia que tem paciência de cuidá-las. Sim eu estava chapado. Sim eu havia bebido muito e misturado com outras coisas, outras substâncias tóxicas, como resolveram nomeá-las depois, mas isso não significava que eu queria morrer. Eu fui estúpido apenas e caí. Caí de uma altura de seis metros no meio de um jardim providencialmente mais cheio de mato do que uma convenção estética permitiria. Quebrei a perna esquerda em duas partes, uma costela e a clavícula. Perdi dois dentes e tive um pequeno traumatismo craniano que apenas me deixou de observação por dois dias a mais do que as duas semanas que passei internado no hospital universitário. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;Quem me levou ao hospital foi o Jeff. Eu apenas o conhecia de vista. Era o caso da Cláudia naquela época. Seu amante da semana ou mês? Não sei muito bem. Nunca fiquei sabendo quando e onde ela o conheceu. Naquela época ela namorava um engenheiro mais velho que era um workaholic, o que lhe deixava bastante tempo para os seus casos. Ela havia transado com meio mundo, inclusive comigo e, naquele dia, tinha convidado o Jeff para o nosso churrasco. Mesmo que o namorado estivesse lá na função de mestre da churrasqueira, ela não parava de dar atenção descarada àquele cara que ninguém na festa sabia o nome. Não que alguém lá se importasse. Estavam todos bêbados. Como eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;O nome do namorado de Cláudia era Marcos e ele tinha trinta e quatro anos enquanto Cláudia tinha apenas vinte e dois. Trabalhava em projetos de importação e estava sempre no exterior. Cláudia era uma morena esguia, languida como só ela, olhos de Capitu e as bochechas coradas mais belas que podem existir. Quando ela resolvia te enlaçar com as pernas não havia muito como fugir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;Naquele dia ela havia enlaçado o Jeff exatamente naquele jardim/matagal no exato momento em que eu caí. Te faz pensar, não? A última visão que tive antes de apagar foi das pernas longas de Cláudia puxando a calcinha da Hello Kitty rosa para debaixo da saia xadrez. Ela não usava sapatos e as unhas de seus pés estavam pintadas de vermelho com a tinta saindo na metade dos dedos. Uma pequena tatuagem em seu pé direito pequeno de um espinheiro culminava em uma rosa sexy que abria seus botões convidativos para todos que ousavam olhar para baixo. Eu senti uma vontade imensa de chupar aqueles dedos mais uma vez. Fechei os olhos, ou pensei que, com água na boca enquanto caia em uma deliciosa inconsciência. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;Me odiei por uma eternidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;Tive sonhos intranqüilos que não me transformaram em um inseto gigante como Gregor Samsa e sim num minúsculo carrapato que se prendia insistentemente nos pelos pubianos de Cláudia. Havia amor naquele agarramento e um desejo que mais parecia uma fome insaciável. Na verdade eu estava consciente de que eu sentia uma fome tremenda misturada com uma vertigem deliciosa. Acho que era o cheiro do sexo de Cláudia que era igual ao cheiro de maracujá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt;De repente me senti ameaçado sem saber a razão. Sabia que algo perigoso se aproximava. Uma sombra gigante começou a se formar em mim e eu arregalei os meus pequenos olhos purulentos apavorado. Eu sabia que aquele gigante era o Jeff que vinha para me esmagar enquanto concluía seu amor com Cláudia e eu estava ali no meio. Alienado, alienado, alienado...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-;font-size:12.0pt;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2895672639683999865?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2895672639683999865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/05/controle-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2895672639683999865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2895672639683999865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/05/controle-parte-1.html' title='Controle (parte 1)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7fkJw42oE6A/TcRmgBVcBgI/AAAAAAAAAFI/-OSVNorOTKk/s72-c/Controle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2890648021949237479</id><published>2011-04-25T14:27:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T14:29:10.648-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Conceito'/><title type='text'>O Conceito (parte 1)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal"; 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text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;E essa tem destino certo: o Juninho que te encontrou naquele clube que toca rock de garagem, você sabe Samantha, na matinê de domingo, te olhou a noite inteira, mas você nem bola deu, oferece essa direto de seu coração partido em mil pedaços, “Dê consépitchi, bai Tineigifãclubi”, só pra você se derreter:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;...microfonias de guitarras enfeitam o orgulho da garota em notas de pura harmonia caótica em frente ao espelho. Os seios pequenos e pontudos apontam tão agudos quanto essa microfonia que culmina em uma bela canção em sol maior rapidamente anunciando um mi menor. Uma combinação hipnótica e tão familiarmente deliciosa quanto jeans lavado e pele branca e rosada...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;“She wear denim wherever she goes, said she’s gonna get some records by the Status Quo, oh yeah…oh yeah!”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;…os cabelos recém cortados, avermelhados naturalmente (mas não sou ruiva!) mal cobrem os ombros, quiçá suas sardas e o umbigo perfurado em prata falsa. Assim, o rosado angelical de suas aureolas, em evidência, combinavam delicadamente com o esmalte roído das unhas curtíssimas dos pés e mãos igualmente diminutos. Em compensação, a franja simetricamente desengonçada cobria sensualmente testa e maças do rosto, valorizando o nariz fino e arrebitado. Os olhos, ah os olhos eram seu mistério maior. Alguns diziam que eram verdes, dependendo da luz caramelo. Outros juravam ser azuis. Havia até uma teoria mais ousada de que seus olhos pequenos e tão longínquos eram na verdade uma mistura de cores que dependiam de seu humor: Quando feliz, brilhavam turquesa; quando melancólica, escureciam para um tom de mar fundo, antigo; agora a tristeza, de verdade mesmo e não só saudade da alma que é a melancolia era verde musgo; e raiva era caramelo. O porquê não se sabe. Talvez fosse a combinação doce da tristeza com a alegria absoluta. Terrível...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;“I didn’t want to hurt you. Oh yeah!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;...enjoou do espelho. Se jogou na cama cheia de bichos de pelúcia, os pedaços de coração partido de seus pretendentes. Ainda está seminua, mesmo que seja da janela aberta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de seu quarto que a observamos. Ela nos sabe presente. Só não se importa e puft. O som foi mínimo. Um leve roçar de tecidos suaves e delicados. Sequer se ouve o ranger das molas do colchão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;“I didn’t want to hurt you. Oh yeah!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;...ela sabe de sua platéia. Eu, você, todos nós entendemos o conceito da beleza através dela. E ela então se despe. Não dos jeans, mas da falsa ignorância afetada de nossa presença e sorri mostrando molares e caninos que qualquer um adoraria ter dilacerando a pele. Ao fundo seus olhos nem são turquesa, ou verde musgo ou caramelo. São amarelos, brilhantes como os de um gato e prestes a...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt; (-se a banda houvesse imaginado que a transição da parte canção para a parte instrumental psicodélica de sua canção um dia fosse ser trilha do show particular de Samantha para nós, os leitores incautos dessa pequena obra de ficção, talvez não a tivesse composto tão bela. Mas o fato é que enquanto os acordes progridem no apoio da bateria para uma cadência apoiada por vocalises melancólicos, e a Gibson Les Paul exerce sua função primordial de-) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;...chorar como a melodia que a envolve e os dentes, ah os dentes, descem solenemente separando a primeira cabeça do primeiro urso a sua frente de seu corpo. Era um simples urso branco de olhos tristes. Depois foi a vez do coelho que dizia eu te amo e que ao ser decapitado, soltou um derradeiro e ominosamente grave Eu te... até cair inerte sobre os restos mortais dos próximos bichos. Logo o ar se encheu de enchimento, cuja consistência não parecia ser de neve, e sim de uma estranha solidez pastosa que era um misto de saliva e algodão e... Sim, de seus lábios escorre um filete fino de sangue, quase imperceptível, tal qual a sua gargalhada silenciosa, mórbida, espectral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt; (-só me pergunto o que acontecerá quando os bichos de pelúcia se acabarem, decepados aos seus pés-) &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;“I didn’t want to hurt you. &lt;/span&gt;Oh yeah!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2890648021949237479?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2890648021949237479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/04/o-conceito-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2890648021949237479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2890648021949237479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/04/o-conceito-parte-1.html' title='O Conceito (parte 1)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4392045784216192384</id><published>2011-03-14T07:22:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T07:32:34.487-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Rei em Discurso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-G1iwy2aqqbQ/TX4m6jELJRI/AAAAAAAAAEw/jxuiCcWmut4/s1600/kings-speech-poster-2.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 274px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-G1iwy2aqqbQ/TX4m6jELJRI/AAAAAAAAAEw/jxuiCcWmut4/s400/kings-speech-poster-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583943375273010450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt; Li uma crítica em um jornal grande sobre O Discurso do Rei. Nesta crítica, o autor apontava para as características mais óbvias do por que o filme era o favorito ao Oscar, ou no mínimo, do seu inevitável reconhecimento pela Academia e suas treze indicações. O texto tinha um tom jocoso com a intenção pura e simples de desmontar essas tais “vantagens” que o filme possuía em detrimento dos outros concorrentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Quais são estas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Segundo o crítico o elenco marcado, o enredo que mostra personagens históricos em situações cômicas, seu veio tradicional e, portanto, que não oferece nenhuma dificuldade de compreensão da história (ou mesmo da atenção da audiência), e, pasmem: o fato do filme ser britânico, fato que, por causa do sotaque, soaria fantasticamente “excêntrico” para os americanos e sua cultura limitada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas será que ele tem razão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É fato que tais observações podem muito bem levar-nos a assistir um filme insosso que, só por estas características, pode ser louvado pela crítica e altamente premiado, injustamente como muitos dirão no futuro. No entanto, considerar apenas estas observações para desclassificar um filme é fazer uma crítica de pró-forma, uma crítica de pré-produção, onde se leva em conta apenas os elementos do filme e não o filme em si, ou seja, como se analisasse um projeto de filme e com pré-conceitos o descartasse como, para usar um termo mais vulgar, “carne de vaca”, ou se preferirem, mais do mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O fato é que a crítica não considera o produto final, e, por este lado, O Discurso do Rei tira o valor de tudo que foi dito nesta crítica. Sim, o filme é bem tradicional. O tipo de história para todos os gostos e estilos, mas talvez por isso mesmo sua qualidade seja ainda mais notória. Num mundo afogado em informação e acessibilidade à cultura, filmes que não inovam acabam muitas vezes, mais por culpa dos realizadores, mas também pelo tédio inevitável do público, caindo nos clichês mais básicos e enfadonhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Não é o caso do filme de Tom Hooper.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Muito pelo contrário. As atuações fantásticas de Colin Firth e Geoffrey Rush no filme são só a cereja do bolo. O ritmo do filme é genial, pontuado pela ótima trilha (e tradicionalissimamente inglesa) de Alexandre Desplat, e as edições e fotografia de Tariq Anwar e Danny Cohen, respectivamente, sem contar no roteiro de David Seidler e toda a produção técnica do filme, gargalhamos e nos encantamos durante todo o filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É claro que, se formos vasculhar fundo, encontraremos a omissão à covardia (para não dizer atração) inglesa perante o poderio de Hitler, sem contar o fato da total estupidez que é existir uma família real, ou um rei gago como ópio do povo, não ter sido sequer sugerida no filme. Mas, o fato é que o importante não é a política ali e, tais fatos ficam subentendidos para qualquer pessoa. O filme discute problemas de natureza humana e o faz de forma deliciosa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4392045784216192384?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4392045784216192384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/03/o-rei-em-discurso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4392045784216192384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4392045784216192384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/03/o-rei-em-discurso.html' title='O Rei em Discurso'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G1iwy2aqqbQ/TX4m6jELJRI/AAAAAAAAAEw/jxuiCcWmut4/s72-c/kings-speech-poster-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2654670940375637670</id><published>2011-03-02T06:46:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T06:49:31.477-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cisne Negro Cisne Branco Cisne</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-abncgokgZRU/TW5YzluhN3I/AAAAAAAAAEo/6j41IFKZRFo/s1600/Black-Swan-poster-04.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-abncgokgZRU/TW5YzluhN3I/AAAAAAAAAEo/6j41IFKZRFo/s400/Black-Swan-poster-04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579494631682422642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Quando o grotesco chega ao seu extremo ele se torna sublime, e vice e versa, diria Vitor Hugo com palavras mais belas do que estas. Essa lógica perpetuada pelo romancista romântico francês no prefácio para sua peça Cromwell se encaixa perfeitamente na impressão mais básica que temos ao assistir o filme Cisne Negro, de Darren Aronofsky. O filme é uma progressão de cenas belas e horríveis numa dinâmica que só pode ser bem representada mesmo como um balé. Uma dança magnânima de todos envolvidos no projeto para contar esta história de horror e beleza da forma mais sombria e bela ao mesmo tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O uso de duplos adjetivos não é à toa. A própria trama é a clássica psicologia do duplo, o famigerado doppelgänger, que atormenta a pobre e ingênua bailarina Nina para fora dos limites de seu frágil corpo. Acontece que Nina necessita que esta sua contraparte mais sombria se manifeste para que ela possa atender aos desejos mais íntimos do obsessivo diretor da companhia de Balé (o fantástico poliglota Vincent Cassel) e se tornar a Rainha Cisne perfeita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O balé O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky é um ápice da musica romântica e permeia o filme todo com as variações e composições originais do companheiro de Aronofsky, Clint Mansell (o criador do famoso tema de Réquiem para um Sonho, imortalizado pelo quarteto Kronos e as dezenas de usos do tema contagiante), e a música, como não poderia deixar de ser, é um coadjuvante quase protagonista, mas esta tem seu ritmo próprio, mais sombrio que combina com a dualidade do filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Personagem dupla, compositores duplos, adjetivos duplos complementam é claro a duplicidade da abordagem do filme. Aronofsky é claro tem o seu estilo todo próprio de escrever e dirigir suas histórias, e em Cisne  Negro não é diferente. Está lá a inclinação para a tragédia em cima de personagens que se levarão ao limite em troca do objetivo a alcançar, inclusive a autodestruição. Caso dos personagens de Réquiem para um Sonho e é claro, do Lutador, o The Ram, que para mim é um dos melhores finais de filme de todos os tempos. Essa tendência à tragédia típica de uma dramaticidade tão clássica que se encontra nos personagens do diretor, no entanto é tão individualmente modernizada que nós sabemos de imediato que estamos vendo um filme de Aronofsky.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E esta outra dualidade que é tão bem feita em Cisne Negro. Ela é catártica, clara e não deixa rastros pra dúvidas. O engraçado, e talvez o genial, disso tudo é que a temática do Grotesco/Sublime tão romântica e oitocentista contrastada à visão das câmeras tão introspectivas de Aronofsky que só podem ser pós-Freud, são tão diferentes entre si que combinam de forma clara como um copo dividido entre água e óleo. Dado à trama do filme a raison d’être do filme se completa perfeitamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E quem melhor para ajudá-lo nesta tarefa do que Natalie Portman cuja beleza é tão clássica, mas a fragilidade quase andrógina de seu corpo é tão moderna? A dedicação desta atriz se confunde com a de seu personagem a tal ponto que nós perguntamos quem é Natalie e quem é Nina, e de certa forma, por isso, Natalie leva o filme para si e o domina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Cisne Negro é um filme estético, feito para provocar sensações, e isso é feito da melhor forma romântica. Poe se orgulharia. A película tem uma história simples, até de domínio público, a modernização é puramente circunstancial e o trama é facilmente previsível, mas o que conta é o produto final e é aí que o filme é bem sucedido. Cisne Negro é a realização material e catártica de toda temática Aronofskyana. É a estética dos closes psicológicos, das impecáveis atuações, da edição, da musica e é claro das imagens que nos levam como bonecos de vodu por toda a nossa tessitura sensorial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Uma experiência altamente recomendável. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2654670940375637670?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2654670940375637670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/03/cisne-negro-cisne-branco-cisne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2654670940375637670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2654670940375637670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/03/cisne-negro-cisne-branco-cisne.html' title='Cisne Negro Cisne Branco Cisne'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-abncgokgZRU/TW5YzluhN3I/AAAAAAAAAEo/6j41IFKZRFo/s72-c/Black-Swan-poster-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8185691444037443640</id><published>2011-01-20T08:46:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T08:49:35.917-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa de Literatura Brasileira'/><title type='text'>André de Leones - Como Desaparecer Completamente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TThnPTZv4pI/AAAAAAAAAEc/IfEaV7i8SOk/s1600/7277897G1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 250px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TThnPTZv4pI/AAAAAAAAAEc/IfEaV7i8SOk/s400/7277897G1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564310852220215954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Um quadrilátero. Várias histórias se entrelaçando por estas ruas tão conhecidas de São Paulo. Da Província de São Paulo de Piratininga. Um Lugar Comum a todos. Lugares Comuns para todos. Assim André de Leones desenrola a história dos personagens que por muitas vezes se confundem com esse limite geográfico (inclusive de alguns que tem nomes de ruas famosas deste), o quadrilátero Paraíso-Jardins-Higienópolis-BaixaAugusta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Na verdade, creio eu, &lt;i style=""&gt;Como Desaparecer Completamente&lt;/i&gt; é por excelência o desaparecimento dos personagens no seu meio, nas suas tragédias, nas suas odisséias frustradas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;O título feliz, retirado de uma musica sensacional e angustiante (como o livro de Leones) do Radiohead dá o tom afiado do romance. De resto, com sua narrativa fluente e linguagem contemporânea, André conseguiu um romance polimórfico e poderoso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Leitura de uma sentada, as pouco mais de 180 páginas do romance vão fácil, acompanhada de uma boa bebida ou, como no meu caso, ouvindo Pink Floyd, é fácil perceber como André de Leones nos ensina como desaparecer completamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;Um Must Read.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;(Pra mim um forte concorrente na Copa de Literatura Brasileira, onde enfrenta o Peso Pesado Olhos Secos de Bernardo Azjenberg, que lerei  e logo criticarei. Aguardem!)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8185691444037443640?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8185691444037443640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/01/andre-de-leones-como-desaparecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8185691444037443640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8185691444037443640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2011/01/andre-de-leones-como-desaparecer.html' title='André de Leones - Como Desaparecer Completamente'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TThnPTZv4pI/AAAAAAAAAEc/IfEaV7i8SOk/s72-c/7277897G1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5617097656948006041</id><published>2010-11-17T06:45:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T06:47:01.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração (parte 5)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;V&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Andava decidido pela rua esbanjando as cores leves das vestimentas que adotara nas últimas semanas. O sorriso, no entanto, era o que mais chamava a atenção dos transeuntes daquela movimentada avenida ensolarada de metrópole em plena segunda-feira de verão tropical. Brilhava refletindo o sol e, nem o prédio todo de vidro espelhado à sua frente podia ofuscar tamanha irradiante felicidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Ele caminhou os três quilômetros que separava a sua casa até a clínica que voltara após duas semanas para agradecer a seus benfeitores. Clínica&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;HeartBreakers&lt;/i&gt;. Quem imaginaria? Um nome desses!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Zoom&lt;/i&gt;! Fez a camera&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Romeu entrou sem hesitar um milésimo de segundo pela porta automática de vidro que deslizou para ele com um ruído amigável, &lt;i style=""&gt;flupt&lt;/i&gt;, exalando um agradável odor de borracha nova, liberando o calor aconchegante de dentro do recinto, deixando-o passar como uma mãe deixa o filho pródigo retornar em seus braços e seios fartos aconchegando-o com amor. Havia uma musica tocando no ar, um Muzak de bossa-nova bem conhecido das salas de espera. &lt;i style=""&gt;Um hit! pa-da-pa-dapada-pa-da-pa-papada-papadapadapa-pa-pada-pada-pa-papada-pada-pa! então &lt;/i&gt;cantou junto com as notas eletrônicas o nosso herói, consagrado pela recém alcançada felicidade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Sem hesitar passa sem olhar por Julieta no balcão &lt;i style=""&gt;vestido vermelho, batom vermelho, sapatos de salto vermelhos, cabelos vermelhos, unhas vermelhas apertando um papel vermelho &lt;/i&gt;diretamente à sala do Dr. Cuore, sem bater abrindo a porta, Romeu adentra a sala vazia que está escura sem a luz avermelhada à qual se acostumara nas horas que passara ali. Sem esforço ligou o interruptor que produziu apenas um tom azulado esbranquiçado, como um órgão sem vida, pelas paredes do quadrilátero principal da clínica...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Ele não está.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Era Julieta. Suas curvas apareceram, de repente, atrás de Romeu distraído pela falta do Cuore. A luz estranhamente clara do dia lá fora penetrava pelas janelas filmadas do prédio e adentravam o corredor mais escuro como um halo que acentuava o vermelho de Julieta. Agora sua pele muito branca refletia todo o resto lhe agraciando uma aparência cruel e ao mesmo tempo muito sedutora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Crash&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Alguma coisa havia se quebrado, eles tinham certeza. Só não sabiam onde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Que foi isso? Perguntou assustado Romeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Deve ter sido algo na rua. Respondeu sem dar importância ao fato, Julieta, com os olhos fixos no rapaz que parecia curvar-se em si mesmo. Os olhos dela agora brilhavam vermelhos de raiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Você ultrapassou os limites da clínica. Devo chamar os seguranças?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Romeu tentava, mas não conseguia tirar os olhos daquela moça à sua frente e aquilo o deixava nervoso. Ela o encarava de volta e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Julieta tentava, mas não conseguia tirar os olhos daquele rapaz à sua frente e aquilo a deixava nervosa. Ele a encarava de volta e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Crash&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Os olhos desviaram&lt;/i&gt;! Fez a câmera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Que foi isso? Perguntou assustada Julieta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Romeu aproveitou a deixa e saiu sem pensar e sem olhar para frente ou para trás, sem medir seus movimentos ou espaço geográfico, os braços desengonçados como pêndulos, sem direção também (com sorte só havia uma!)...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Julieta aproveitou a deixa e esticou a mão, sem pensar e sem olhar também. Na verdade, com osolhosbemapertadinhos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Crash&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Outra vez&lt;/i&gt;! Procurou a câmera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desta vez não era lá fora e sim as mãos dos dois se encontrando no escuro dos olhos fechados, um ou dois segundos. Talvez meio. O suficiente. &lt;i style=""&gt;Pareceram vinte minutos, horas, semanas, anos!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Mas durou pouco e logo sem perceber abriram os olhos, ele na rua, ela no escuro prédio que perdera toda a luz, mesmo a que irradiava dela. Em suas mãos, o papelzinho vermelho com a tinta borrada, provavelmente por causa de seu suor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;...em suas mãos uma coceira, uma tinta torta como uma impressão de carimbo mal-feita. A rua cheia de gente, no entanto, não o distraia. Ele lia a tinta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Em sua mão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Esquerda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Um nome,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E um telefone.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5617097656948006041?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5617097656948006041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/11/coracao-parte-5.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5617097656948006041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5617097656948006041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/11/coracao-parte-5.html' title='Coração (parte 5)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5761726620901418034</id><published>2010-11-05T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T11:07:31.650-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração (parte 4)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;IV&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;...E Julieta entra em seu apartamento batendo a porta atrás de si, enquanto entorta os pés calçados com sapatos de salto alto vermelhos que, não combinam nem um pouco com sua postura, Curvada, diria sua mãe, Como um cajado de pastor, &lt;i style=""&gt;Não sei de onde ela tira essas imagens, deve estar lendo a Bíblia como louca mais uma vez&lt;/i&gt;. Você devia aprender a se portar como uma dama, diria a progenitora peremptória, É uma garota tão bela, minha filha, o tom alterando para uma afetividade tão sincera como a reprovação estética que acabara de fazer a Julieta há alguns segundos, ou milésimos de segundos, já que não é possível medir o tempo dentro de nossas cabeças. Julieta não está para isso. Está muito, &lt;i style=""&gt;mas, muito puta com aqueles desgraçados!&lt;/i&gt; que a deixaram de fora, esperando, esperando, esperando... A cirurgia não estava programada. Porque resolveram adiantar os procedimentos justamente com o rapaz que ela esperava? Não era justo! Ela teria esperado mais se o dr. Cuore não houvesse insistido para que ela fosse embora que Não faça hora extra sem necessidade! Vamos, está tudo bem! &lt;i style=""&gt;NÃO È JUSTO!&lt;/i&gt; Julieta pensa na blusa, perfume, sapatos e maquiagem que comprara na hora do almoço gastando mais do que podia com seu salário parco, tudo por que, o dr. Cuore, &lt;i style=""&gt;esse mesmo dr. Cuorefilhadaputa, disse que&lt;/i&gt;...&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;sim, senhorita, nós iremos demorar um pouco, então feche a clínica para o almoço, sim?... &lt;i style=""&gt;e eu fui e eu pensei que era a minha chance e&lt;/i&gt;... Julieta não comeu nada. &lt;i style=""&gt;Nem um tiquinho de nada!&lt;/i&gt; pois escolher aquela blusa vermelha combinando com o sapato e o batom-que-se-chama-Sedução levou mais tempo que seu horário de almoço e, mesmo que o dr. Cuore (&lt;i style=""&gt;maldito!&lt;/i&gt;) houvesse dito à garota que ...A Cirurgia levará muito tempo Julieta (&lt;i style=""&gt;cirurgia? Que cirurgia? Não tem cirurgia marcada hoje!&lt;/i&gt;) como a clínica estará fechada, pois a equipe quer participar deste procedimento, a senhorita vá e descanse um pouco mais, a senhorita merece... mas Julieta não queria correr riscos, não queria perder a oportunidade de ajudar de alguma forma o paciente que, &lt;i style=""&gt;com certeza vai estar debilitado depois desta tarde cansativa!&lt;/i&gt; Mas sua mãe ressoa em sua cabeça e ela arruma a postura em frente ao seu reflexo na janela de seu apartamento desarrumado da mesma forma que fez hoje à tarde, há algumas horas apenas, na frente da vitrine na qual ela admirou os sapatos vermelhos, agora esquecidos e revirados em sua sala de estar agora. Os sapatos pelos quais deixou &lt;i style=""&gt;de comer pra comprar! Aahh!&lt;/i&gt; embora o grito não escape sua boca, os vizinhos de todos os lados, esquerda-direita-baixo-cima, sem contar os da frente e do prédio vizinho, na frente de sua janela da sala, olham intrigados para suas parede-portas-janelas como se sentissem a frustração por osmose de Julieta e tudo isso a faz lembrar que está morrendo de fome, que não comera nada até agora, ficara esperando mais de duas horas a mais do que seu horário de expediente para nada, nem um vestígio, apenas o recado apressado e grosso do dr. Cuore a mandando para casa contra sua vontade, apesar de sua insistência &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e eu não comi nada! &lt;/i&gt;mesmo que saiba que no fundo Julieta, mais cedo, pensara que &lt;i style=""&gt;é até bom, engordei muito desde que comecei a trabalhar sentada&lt;/i&gt; mas agora só pensa que sofreu com a fome, a dor dos saltos, o desconforto da maquiagem e a ansiedade até agora e, com raiva um pouco mais simulada que real, atira o pacote de compras que fizera pela mesa da cozinha espalhando seu conteúdo apenas para pegar um dos pêssegos suculentos que comprara e morder furiosamente a carne tenra e vermelha deste fruto, deixando escorrer por seus lábios e queixos em direção ao decote improvisado, um caldo frio e refrescante, acalmando vozes e vontades interiores, e manchando o romance barato de capa esfarrapada que lia hoje de manhã &lt;i style=""&gt;livro idiota&lt;/i&gt; pensa Julieta quando o joga longe e continua a devorar o coração daquele pêssego que havia comprado por causa de uma voluptuosidade incomum que lhe pareceu estranhamente familiar, como se comer aquele fruto fosse um ritual simbólico de renovação, como se algo naquele movimento sensual que a fazia embaraçar as pernas e levantar os seios de prazer a trouxesse uma nova identidade...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;...Como se ali nascesse uma nova Julieta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;O que de fato ocorre quando terminou de devorar o pêssego Julieta decidiu ser outra pessoa. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5761726620901418034?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5761726620901418034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/11/coracao-parte-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5761726620901418034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5761726620901418034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/11/coracao-parte-4.html' title='Coração (parte 4)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8777572724961988286</id><published>2010-10-29T07:27:00.001-07:00</published><updated>2010-10-29T07:31:13.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração (parte 3)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;III&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Então. O senhor conhece os procedimentos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Dr. Cuore repete a pergunta para o rapaz tímido e magro à sua frente num intervalo de um minuto. O rapaz não levanta os olhos dos sapatos, mas murmura alguma coisa. O Doutor Cardiologista PhD. Carlo Cuore se irrita com essa indecisão e demora, e toma a resposta dele como um sim, porém, explica mais uma vez:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- O procedimento cirúrgico é bem simples. Uma incisão pequena na cavidade torácica deve dar conta para a operação toda. Nesse meio tempo o senhor estará ligado a aparelhos que lhe ajudarão a manter as funções corporais normais. Nós então retiraremos o objeto e trocaremos pela prótese que o senhor escolheu. E é aí então que a mágica acontece, o senhor sabe, é aí que está o segredo da clínica HeartBreakers, o senhor sabe...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Cuore silencia para causar o efeito de espanto e admiração que busca no garoto à sua frente, mas, ele continua impassível. “puxa, este rapaz é só um menino e já quer fazer algo do tipo” Pensa o Doutor curioso enquanto toma fôlego para o resto do discurso. “E esse silêncio dele, esse tipo... Será que...?”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Mas antes eu gostaria de lhe perguntar algo, se não for incomodo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;“O mesmo silêncio!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Pois bem, olhe só... o senhor sabe... nós atendemos às solicitações do cliente, veja bem, porem.... o senhor sabe... nós nunca tivemos um pedido tão incomum, e... olhe só... o senhor sabe... esta prótese, o senhor tem certeza?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;“Enquanto falo, sinto a fragilidade deste f... desta prótese, a carne tão macia e suculenta, tão poética... não! Isto não serve! Não pode ser! Não funcionará! Este rapaz está louco! EU não farei...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Absoluta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Uma única palavra dita com certeza. “Fria não, seca... mas angustiada, esse rapaz fará de tudo...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Diga o preço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O Dr. Cuore relaxou na cadeira então. Agora entrávamos no território dele, agora tudo se torna mais tranqüilo. “Afinal, são negócios...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- O preço é o comum para todos, senhor...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Para hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- O senhor deve entender que isto está além de meu alcance, não posso decidir sobre seu corpo. O senhor sabe... há os riscos operatórios, os preparativos que devem ser respeitados, como jejuns e...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Para hoje, já vim preparado, não posso esperar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O Doutor pensou em insistir, mas toda a sua preocupação havia desaparecido com a... “...decisão forte deste rapaz. Ele sabe o que quer, apesar de tão jovem... Afinal ele está arriscando tanto... deve realmente estar decidido!” pensava o doutor como protocolo, atuando um silêncio determinante. Do seu lado, o rapaz fazia um esforço enorme para ser tão decidido. Dizia ao médico que pagaria o que fosse preciso, que dinheiro não era problema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Para hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;- Tudo acertado então, senhor... por gentileza me acompanhe, a enfermeira irá lhe ajudar nos preparativos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8777572724961988286?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8777572724961988286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/iii-entao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8777572724961988286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8777572724961988286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/iii-entao.html' title='Coração (parte 3)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7081019370531804498</id><published>2010-10-29T06:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T06:34:35.096-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Entre los Ojos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Entre los ojos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Entre los putos ojos”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me dizia certa vez um mexicano que&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;me chamava de “&lt;i style=""&gt;cabrón”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;aflito,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;dizia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Yo no sé hablar Español, amigo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;No lo sé como encontrar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Las Palabras!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ele,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;peremptório,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;respondia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Cabrón&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Entre los ojos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Entre los putos ojos!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7081019370531804498?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7081019370531804498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/entre-los-ojos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7081019370531804498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7081019370531804498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/entre-los-ojos.html' title='Entre los Ojos'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5371071332824947562</id><published>2010-10-26T12:06:00.001-07:00</published><updated>2010-10-29T07:29:36.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração (parte 2)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;II&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;“...Ele olhava atento para a garota atrás do balcão como se esta fosse a única coisa em cores daquele lugar. Ela fingia que não olhava de volta lendo um romance de Dickens enquanto ajeitava, ocasionalmente os óculos de armação grossa que usava apenas para ler...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Julieta ajeita os óculos que escorregam por seu nariz fino, involuntariamente como a heroína do romance que lê. Eles não são tão despojados quanto ao da protagonista, mas ela nem se dá conta disso, absorvida que está com o romance. Apenas quando é distraída pela porta eletrônica que abre, ela baixa o livro apenas para perceber que ele entra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Ele entra...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Nada triunfal ele adentra a recepção sem olhar para ela. Ela volta os olhos para o livro, agora envergonhada, não por interesse pela trama. Ela, Julieta, uma estudante de Letras veterana, sabe que o romance que tem em mãos é fútil e barato, uma história boba de amor, porém, neste momento, fica mais constrangida ao olhar para o rapaz que se encaminha distraído para o balcão da recepção. Ela tenta se focar na leitura, mas não consegue se lembrar em que parágrafo havia interrompido a história. Tenta se localizar escolhendo uma aleatoriamente e curiosamente cai em:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;“...Ele está parado em frente à recepcionista que o ignora peremptória. O rapaz busca as palavras, mas Ela está decidida a não desviar a atenção do romance até que ele diga alguma palavra. Ele está encantado pela moça à sua frente, tanto que as palavras não saem de sua boca. Ele as ouve em sua mente, mas não consegue imitar o som delas, é como se houvesse ficado mudo naquele instante...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;- Eu tenho uma consulta...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Julieta desvia os olhos da página não sabendo ao certo se leu estas palavras, ou se as escutou vindas dos lábios do rapaz que olha tímido para seus sapatos desamarrados tão próximos de suas sapatilhas rosa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;- Eu... Eu tenho uma con... consulta...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;O rapaz repete um pouco mais alto. Julieta cora involuntariamente. Ele não olha para ela, mas ela não consegue parar de olhar seus olhos baixos. Depois de um minuto como uma hora para os dois, a garota resolve que tem que romper o silêncio e pergunta:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;- O seu nome, por favor? Diz ela automática, como se a única coisa que pudesse dizer naquele momento fosse o texto decorado do teatro que atuava ali.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Ele finalmente levanta os olhos assustados para ela, como se ela houvesse pedido a ele que lhe contasse um grande segredo de sua vida. Julieta não teve tempo de desviar os olhos distraídos, mais que hipnotizados, quando o rapaz levantou os seus e, nesse momento uma pequena faísca queimou os dois por dentro, por inteiro, como não poderia deixar de ser. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Um pouco mais sóbrio (ou ébrio, vá lá saber) o rapaz responde, olhando para os cadarços desamarrados mais uma vez, num murmúrio quase suspiro:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;- Romeu.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Ela arregala os olhos surpresa e pensa na coincidência. Ela quer contar para ele, dizer que ela se chama Julieta, que é perfeito, que tudo se encaixa, que... bem, que não pode ser por acaso, deve ser destino ou algo assim. Mas ela cora mais ainda e quase que automaticamente responde a lista de consultas que decora com o tédio de todos os dias:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;- S... Sala 2, com... com o doutor Cuore...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;O garoto não responde e, enfiando as mãos no bolso sai como se ela não estivesse presente. Julieta já está ouvindo o som de seu coração se despedaçando quando Romeu para no meio do caminho como se houvesse esquecido alguma coisa. A garota pensa: É agora, ele vai perguntar o meu nome! Sim, e aí ele vai perceber, ele tem que perceber, será? Que demora, por que ele não se vira? Será que ele é tímido? Será que...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;E então ela percebe e se adianta ao rapaz, tentando evitar o contato com os olhos deles mais uma vez, mas enquanto ela fala, Romeu se vira e seus olhos se encontram mais uma vez, e ela sabe enquanto diz que o doutor Cuore fica na última sala da esquerda, que ele sentiu o mesmo com ela e agora ela já pode esperar por ele, mesmo que ele não saiba seu nome. Isso ele descobrirá depois e vai ser um bônus, ele vai adorar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Romeu caminha lentamente, depois de se voltar para o corredor com esforço e muito corado vai de encontro à sua consulta com uma certeza também em seu rosto, embora nada encorajadora como a de Julieta e sim uma certeza amedrontada, porém irresoluta em direção até a porta onde se encontram o título em decalque e letras redondas: Dr. Carlo Cuore – Cardiologista PhD.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;Julieta observa Romeu bater na porta do doutor até esta se fechar deixando apenas um fantasma na luz clara e asséptica do local e com ansiedade e quase não prestando atenção volta a ler seu romance surrado e barato que comprara há duas semanas num sebo no centro da cidade com o intuito de encontrar um livro que mexesse com seu coração que não se apaixonava há tempos:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;“...então ela aceitou o broche que ele lhe dava como se fosse uma flecha em seu coração, embora para a garota isso não importasse, era apenas o jóia que a fazia permitir tal cena. A jóia e o que ela representava somente para ela. Por isso nem se mexeu quando a agulha do broche lhe arrancou sangue...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5371071332824947562?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5371071332824947562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/coracao-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5371071332824947562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5371071332824947562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/coracao-parte-2.html' title='Coração (parte 2)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5637053397229724979</id><published>2010-10-21T12:50:00.001-07:00</published><updated>2010-10-29T07:30:44.206-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração (parte 1)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Coração&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“It’s like my heart can’t be tamed, I fall in love everyday. And I feel like a fool.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Death Cab For Cutie – You Can Do Better Than Me&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“I think that it’s brainless to assume that making changes to your window’s view will give a new perspective”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Death Cab For Cutie – Blacking out the Friction&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;I&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Olhou exausto para a inscrição impressa na porta de vidro automática do prédio angular: “Clínica HeartBreakers”. Havia lido o anúncio há uma semana em um jornal obscuro no bairro oriental. Estava no fundo do poço e na sarjeta bêbado de saquê quando deitou em um amontoado de jornais em um beco escuro. O cheiro era terrível mas o álcool em seu sangue somado à sua deplorável situação o deixavam inerte. De repente, um vento mais forte o avisou do silêncio na rua naquela madrugada e o único foco de luz no beco, de um poste que emitia uma luz fraca e alaranjada de uma lâmpada vagabunda, piscou fazendo um ruído familiar de zumbido elétrico. Neste momento seus olhos acostumados ao escuro tremeram e ele ficou sóbrio num instante para se encontrar lendo o anúncio espalhafatoso no jornal manchado e úmido, de segunda mão e antigo. Lá estava;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Clínica HeartBreakers, ficar com o coração na mão é a nossa especialidade...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E ali estavam oferecidos os serviços da clínica, procedimentos inovadores e altruístas que buscavam a eliminação de males crônicos da humanidade, tudo a preços módicos, pagamentos diversos, que prometiam 100% de aprovação do cliente ou o dinheiro de volta. Romeu, no entanto, não se importava com o dinheiro. Viu ali naquele pedaço sujo de papel o fim de seus tormentos. Não sabemos se o ar frio que lhe trouxe a sobriedade instantânea incutiu nele uma serenidade resoluta de um conformismo alcançado depois de anos de luta consigo mesmo, o fato é que o rapaz sentiu-se ali disposto ao fim dramático de seu sofrimento, expurgando-o de si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Era a única solução...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Sim, não podia hesitar agora, ele já havia tentado de tudo, conselhos, mandingas, promessas, subornos, mudança de país, de perspectiva, de nome... De nada adiantara, aquela escolha que se apresentava em frente dele era sua última tentativa de salvação, de retirada do mal pela raiz que o afligia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Será...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Será que terei coragem? Agora nosso protagonista se pergunta em frente àquela porta de vidro fumê, onde não se pode ver o interior. Uma sensação de mistério e curiosidade misturada com medo e apego a um velho vício o invadia agora enquanto ele hesitava ali na frente daquele prédio enigmático, porém tão convidativo. Havia caminhado até ali por caminhos estreitos, discretamente, vestido de negro e de óculos escuros, sem dar margem ao azar. Chegara incólume, olhando para o chão o tempo todo. Agora decidia se entraria ou não. Era ali. A decisão da sua vida. Era pegar ou largar. Não teria coragem de voltar lá e, mesmo se tivesse, não teria coragem de sair de casa mais uma vez, onde estava confinado há mais de um mês, criando coragem e musgos, além de mais medos que jamais teve...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Então de repente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A porta se abriu num flush e o cheiro asséptico saiu de dentro do prédio. Ninguém saiu e ninguém entrou, era como se a porta abrisse para ele, convidando-o a adentrar a segurança da clínica. Romeu deu um passo a frente e adentrou...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5637053397229724979?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5637053397229724979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/coracao-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5637053397229724979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5637053397229724979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/coracao-parte-1.html' title='Coração (parte 1)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6708412404836574834</id><published>2010-10-21T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T10:49:38.223-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Entre Medidas (Uma Análise entre Lovely Bones &amp; Cracks)</title><content type='html'>Assisti a dois filmes ontem que me fizeram escrever este post. Um é o último Peter Jackson, Lovely Bones, inspirado no romance da escritora americana Alice Sebold. O outro é o inglês Cracks, com a bela Eva Green. Acho que os dois dão uma boa comparação, especialmente porque o segundo é melhor que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB5Jkfc4UI/AAAAAAAAACs/Hza5KJhPV2s/s1600/the-lovely-bones-intl-poster-10-12-09-kc1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB5Jkfc4UI/AAAAAAAAACs/Hza5KJhPV2s/s320/the-lovely-bones-intl-poster-10-12-09-kc1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530553547732345154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Lovely Bones não é um filme ruim. É um filme ingênuo. Adaptado do romance homônimo de Alice Sebold, ele conta a história de Susie Salmon (eu adoro esse nome!), uma garota de 14 anos que nos conta, a partir de sua perspectiva pós-morte, a história de seu assassinato e as implicações que de lá nasceram. Está aí uma boa história, um bom motivo para se fazer um livro ou um filme, e é verdade. O problema é que não é só a história que os faz bons. De fato o filme é bem contado, tem a marca de Jackson nas cenas de suspense, nos belos cenários e efeitos especiais; ele possui também algumas boas atuações, como as de, Rachel Weisz, Susan Sarandon e da surpreendente atriz Saoirse Ronan (a Susie). Por esses motivos o filme tem qualidades, além de certo lirismo sobre os laços que mantém a personagem na terra em contato com sua família, numa espécie de busca pela resolução de seu assassinato.  O que realmente acaba com a sutileza do filme é a representação do assassino de Susie, o frio mr. Harvey, que, embora tenha uma boa interpretação de Stanley Tucci é um personagem muito estereotipado, sem humanidade alguma e alguém maquinal, o que se torna inverossímil. Não que assassinos não sejam frios, mas eles são bem mais complicados do que vilões de desenho animado, e no caso é exatamente o que parece. Esse fato deixa o filme ingênuo como se tratasse apenas de uma luta contra o mal e não de pessoas. É claro que, há uma sutileza, especialmente por causa de um final que nos surpreende um pouco, mas esta também se estraga pelo exagero de justiça para com o “vilão”, e aí o filme falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB5ZNnKk4I/AAAAAAAAAC0/77IybbB9JRo/s1600/l_1183665_52fcfd2a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB5ZNnKk4I/AAAAAAAAAC0/77IybbB9JRo/s320/l_1183665_52fcfd2a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530553816468591490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cracks é um filme bom, mas não é ótimo por uma razão, e aí ele se parece com o filme de Peter Jackson, há um exagero em sua “injustiça” mostrada no final do filme. Talvez isso seja culpa dos parcos 90 minutos que o diretor Jordan Scott teve para contar a história, o que pode tê-lo feito correr um pouco depois da primeira hora do filme, deixando o enredo um tanto sem ritmo. Cracks se passa em um colégio interno feminino numa cidadezinha inglesa perdida no norte nos anos 20. Uma professora de educação física jovem (a linda Green) e moderna desfila seus modelos Chanel e suas histórias tão fantásticas como se escritas por grandes autores para suas alunas, uma espécie de patotinha de elite onde as garotas se destacam das outras pela preferência da professora. Elas se perdem entre os mergulhos da teórica equipe de mergulho e as histórias e pequenos prazeres fornecidos pela treinadora, a miss G., a enigmática professora. Entre elas são formados padrões e rivalidades, especialmente na figura da mandona Di, que é a preferida da professora até a chegada da espanhola Fiamna (a cute cute Maria Valverdes), uma espanhola aristocrata educada, viajada e um tanto melancólica que vai incitar a inveja em Di, principalmente pela insistência da novata em permanecer independente frente ao grupo de meninas, e, é lógico, por se tornar a queridinha da miss G. Fiamna é frágil física e sentimentalmente e entrará em conflito contras as vontades e poderes dos atuantes da história. Porém o que poderia ser um clichê se torna uma história sutilmente contada sobre os segredos íntimos e vontades perpetuados pela dinâmica do poder e da aparência. É uma história humana que só não é perfeita pelo fato de o final destoar do clima sutil do resto do filme. Não que seja ruim, apenas não teve o mesmo impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB6XyugJnI/AAAAAAAAAC8/H4-N1pGL0D8/s1600/stanley-tucci-the-lovely-bones.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB6XyugJnI/AAAAAAAAAC8/H4-N1pGL0D8/s320/stanley-tucci-the-lovely-bones.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530554891583366770" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No geral, as duas histórias surpreendem por fugirem aos lugares comuns que seus temas principais nos trazer. Em Lovely Bones, apesar da tradução oportunista do nome para Um Olhar do Paraíso feito para incitar o mercado de filmes espíritas que aqueciam o cinema na época de seu lançamento, prevalece a idéia de que se trata de uma história de fantasmas e de amor. Em Cracks, cujo título em português, Sedução, também é um tanto forçado, mas que busca traduzir mais o significado do filme (afinal cracks pode ser as risadas irônicas das meninas, o som de corações quebrando, o barulho das mergulhadoras na água, representar algo velho e que se deteriora, assim como os personagens do filme). E aí há um trunfo, os dois tentam representar o lado humano das histórias, embora em sintonias diferentes. Lovely Bones poderia ser uma história espírita a la  Nosso Lar e Amor Além da Vida, mas é simplesmente uma história de fantasma e humanos que exercem seus desejos, mesmo que hediondos. O problema é que essa visão é maniqueísta e simplista, tentando apenas retratar o bem e o mal, e isso torna o filme muito ingênuo. Já Cracks poderia ser mais um filme sobre repressão e sexualidade e no fim ele foge do estereótipo, mostrando o que os desejos humanos levam as pessoas a fazer, e, claro, o que as esferas sociais as permitem fazer, e por isso se torna um filme mais inteligente do que o outro, pois, afinal a repressão ali só serve de coadjuvante, onde os valores só servem à aparência e aos propósitos lucrativos. É claramente uma história pós-freud e pós-marx enquanto Lovely Bones poderia muito bem ter sido escrita por um autor romântico do século XIX. Entre medidas se encontra o mesmo propósito inversamente proporcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB6lYkkYDI/AAAAAAAAADE/2mZDvUz_O2s/s1600/19193696.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB6lYkkYDI/AAAAAAAAADE/2mZDvUz_O2s/s320/19193696.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530555125080547378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6708412404836574834?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6708412404836574834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/entre-medidas-uma-analise-entre-lovely.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6708412404836574834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6708412404836574834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/10/entre-medidas-uma-analise-entre-lovely.html' title='Entre Medidas (Uma Análise entre Lovely Bones &amp; Cracks)'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TMB5Jkfc4UI/AAAAAAAAACs/Hza5KJhPV2s/s72-c/the-lovely-bones-intl-poster-10-12-09-kc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8150354177702107661</id><published>2010-08-21T10:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T18:55:13.030-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minicontos'/><title type='text'>Claustrofobia Pós-moderna</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/THATnADlxWI/AAAAAAAAACc/TsZX9boFl_0/s1600/download.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/THATnADlxWI/AAAAAAAAACc/TsZX9boFl_0/s320/download.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507923905025000802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acho que todos nós somos claustrofóbicos. Ficamos tão imersos em nós mesmos, no nosso próprio egoísmo, que nos sentimos sufocados e precisamos de outras pessoas para nos ouvir. Daí as redes sociais, e os meus minicontos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse quem fosse, não abriria a porta. Estava fechado para o mundo. Com a chave no bolso e o zíper quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venta frio. Fecha a Janela. Sobra o imenso vazio do mundo que é maior do que o de fora. Melhor seria fechar os olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou-lhe ar. Abriu a janela. Deu de cara com uma parede de concreto. Claustrofobia pós-moderna. Soca o chão pra ver se abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor socar o coração pra ver se abre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8150354177702107661?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8150354177702107661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/08/clautrofobia-pos-moderna.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8150354177702107661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8150354177702107661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/08/clautrofobia-pos-moderna.html' title='Claustrofobia Pós-moderna'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/THATnADlxWI/AAAAAAAAACc/TsZX9boFl_0/s72-c/download.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-5330536211017220700</id><published>2010-06-30T12:31:00.000-07:00</published><updated>2011-01-11T10:04:08.610-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Rock ‘n’ Roll Baby.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCucl2vIXYI/AAAAAAAAACM/Ag5ikwrYvRQ/s1600/Payso_4_The_Ladies_Vol3ipod_Love_Music-front-large.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCucl2vIXYI/AAAAAAAAACM/Ag5ikwrYvRQ/s320/Payso_4_The_Ladies_Vol3ipod_Love_Music-front-large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488652745043369346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Óculos de sol e mochila a tiracolo, o fone de ouvido gritando “before we all burn”. O sol da tarde filtrado pelos óculos e pela janela do ônibus tentava brilhar entre os prédios da avenida. Aquele museu, aquele restaurante, o prédio de negócios. Olha só! Finalmente estão reformando aquele prédio bonito antigo que estava todo pichado. O quê vai ser agora? Um estúdio, uma escola, um prédio residencial, um prédio fantasma? Não espera isso já era. Já sei um prédio para a população desenhar todos os seus desejos, um lugar para se entrar e sonhar? Um depósito do museu? É...&lt;br /&gt;As pessoas enfrentam o ônibus vazio, vazio de poltronas. Vazio de velocidade. Os passos de tartaruga não o incomodam. O dia ainda é dia e o ar está úmido e agradável. O som é bom e o estômago está cheio. A senhora sentada a sua frente sorri de sua animação. Você se sente poderoso e belo. Seu je-ne-se-quois descolado de garoto alternativo do século XXI que só preciso do Ipod para ser... ser o que mesmo? Não importa. Você é.&lt;br /&gt;Lá fora as pessoas estão apressadas tentando evitar o trânsito da hora do rush. Uma miríade de tipos e caras e bocas e roupas e calçados e fones de ouvidos e marcas de cigarro. O casal de namorados se engole esvaindo-se em saliva. A fumante chique solta fumaça para cima tentando, sem sucesso, não incomodar. O rapaz engravatado bufa com sua mochila importada à espera do ônibus preso em algum lugar da cidade e seu transito caótico.&lt;br /&gt;Você está quase no fundo do ônibus, entre as duas portas. À sua esquerda o cobrador dorme o sono dos justos proporcionado à quase não necessidade de seus serviços devido à tecnologia dos cartões de ônibus eletrônicos. Um mal encarado se empoleira na escada da porta do meio. Entram algumas pessoas no meio da avenida. Metade resolve não passar a catraca. Passam uma moça com cara de secretária e um rapaz cheio de espinhas na cara. Uma senhora senta em um assento cedido por uma moça de uns vinte anos. A última a passar é uma garota baixinha de olhos puxados.&lt;br /&gt;A garota de olhos puxados estaciona do seu lado. Os cabelos tingidos de loiro caem sobre um dos olhos. Os lábios são grossos denunciando a mistura étnica que acentua a beleza dela. Veste uma blusa que mostra o ombro e as alças do sutiã finas e negras. Você a olha. Ela finge que não te olha. Você sorri para o vazio.&lt;br /&gt;A viagem segue.&lt;br /&gt;Muitos pontos passam numa espera tranqüila e segura. O sol persiste sem baixar. Ele não deixa você na mão. A vida podia ser sempre assim. Uma boa trilha uma bela paisagem e você naquele limbo onde nada importa nem quem você é. Mesmo que você seja.&lt;br /&gt;Vários lugares assentos ao seu redor vagaram, mas você não se importa. Está confortável onde está. Não precisa mais nada. A garota loura de olhos puxados está apoiada numa das colunas de apoio do ônibus. De costas, posição invertida a você. Como se os dois fossem duas peças de um quebra-cabeça que todo mundo sabe resolver. O ônibus inteiro sabe.&lt;br /&gt;Você sorri eufórico, pois, agora aquele baixista daquela banda mais famosa de todos os tempos, aquela que é mais famosa que Jesus, toca aquela música que o faz parecer tão jovem quanto você, embora ele tenha feito sessenta e oito anos semana passada. Você canta com ele alto contagiando o público viário. Você pula internamente imaginando um baixo invertido e um mullet desafiando a lei da gravidade.&lt;br /&gt;Olha para o lado. A garota sorri divertida. Os olhos brilham. Quando seus olhos encontram o seu desvia-os, seu rosto enrubescendo. O seu também por tabela.&lt;br /&gt;Para distrair você abre um livro&lt;br /&gt;“...a briga entre eu e Liam havia começado por razões que eu mesmo desconhecia..” dizia o narrador que é um inglês sem a menor noção da realidade que sai por ai amando cada garota que passa na sua vida. Uma comédia moderna daquelas que agradam aos críticos e ao público e elevam o autor ao status de pop.&lt;br /&gt;E continua...&lt;br /&gt;“...resolvi caminhar até a casa de Stella com ideia de dizer a ela o quanto a amava. No meio do caminho o calor me venceu resolvi tomar o ônibus para o centro. Iria descer na rua Baker que fica a apenas dois quarteirões da casa de Stella. O Motorista do ônibus duplo vermelho me encarou com uma cara de quem comeu só fritas e peixe não apenas hoje, mas sim a vida inteira. Ao passar pelo mal encarado me dirigi ao fundo ônibus para ver se eu conseguia alguma paz de espírito naquela hora da tarde. Os passageiros eram senhoras de mais de setenta anos costurando pulôveres e meias de lã cores de vômito das mais variadas. Reconheci ressaca de uísque escocês e irlandês, que era verde musgo manchado de tons pálidos para o primeiro, e  verde escuro quase preto para o segundo. Havia também intoxicação alimentar em um amarelo gosmento como gema de ovo estragada, secreção de moleque catarrento, um laranja inequivocamente morto (o que é algo impressionante para o laranja), e vômito de gato atropelado que é algo muito peculiar com um tom avermelhado sangue opaco, se é que isto é possível, havia até um verde fluorescente que reconheci como vômito de bebê de cidade grande. A paz de espírito estava cada vez mais longe. Meu estômago revoltava-se com todo aquela situação. E no entanto ainda ficaria pior...”&lt;br /&gt;Aqui o narrador faz observações nada agradáveis sobre a higiene do Serviço viário público sobre as quais uma reprodução fiel é de um tom tão enfadonho que o melhor será passar para a próxima página onde...&lt;br /&gt;“...lá estava ela. A garota de olhos verdes! A garota que de alguma forma sempre voltava para me assombrar e depois sumir como no ar. Sua presença iluminava o ônibus como se ela fosse aquele raio de sol gostoso de uma tarde domingo que gentilmente nos acorda do cansaço do agito de sábado a noite. Lá estava ela. A garota de olhos verde-água e lá estava eu caminhando até ela, decidido. Stella já nem figurava mais entre os meu neurônios. Só ela. Só a garota de olhos verde-água. Se aproximando. Um passo, dois passos mais próximos. Eu estava decidido. Era ela. Três passo, quatro cincoseisseteoitonove...”&lt;br /&gt;É aí que você percebe a garota de olhos puxados lendo por cima dos seus ombros divertida com as aventuras do intrépido inglês. Ela sorria com a boca aberta como se buscasse prender uma risada automática. Seus olhos estavam mais bonitos agora que a luza da tarde se esvaía para dar lugar a um começo de noite fresco.&lt;br /&gt;Você então a observa.&lt;br /&gt;Quando ela percebe que você a observa desvia o olhar, envergonhada e começa a procura algo em sua bolsa. Você finge que volta a ler o livro, mas a verdade é que o inglês foi varrido de sua mente, assim como a tarde, a música e qualquer outra distração que houver no ônibus.&lt;br /&gt;A garota senta no banco em que se apoiava. Continua olhando encabulada para dentro de sua bolsa procurando um objeto que ela não vai encontrar lá dentro. A senhora que se divertia com sua pose já nem se lembra de você quando levanta deixando um lugar vazio. Agora você não tem desculpa e tem que sentar. O problema é que agora você está de costas para a garota de olhos puxados. Sente sua presença na nuca e busca todos os motivos para olhar para trás.&lt;br /&gt;Há uma inversão nas portas de saída. Até agora a porta do meio, que continua no seu campo de visão era a saída. Agora os passageiros saem pela porta traseira, porta que você não enxerga, pois está de costas. A garota está entre esta porta e você.&lt;br /&gt;É agora. Você tem que ir. Tem que estar decidido. Vamos lá&lt;br /&gt;A ponte que vocês atravessam termina em uma avenida menos movimentada, próxima do ponto final aonde você vai descer.&lt;br /&gt;É a sua chance... É só virar para trás e...&lt;br /&gt;A garota se levanta. Você não vê, mas sabe. Ela aperta o botão que aciona o sinal par ao motorista parar o ônibus e você sabe, mas não se levanta. Não faz nada. Você sente o carro parar, ouve o som pneumático das portas abrindo, os pés saindo apressados. Pés dos mais variados tipos, sapatos de salto alto, de sola de madeira e de borracha, tênis ou sapatilhas de veludo da moda. Imagina qual será o da garota. Você nunca olhou para os pés dela e se condena por isso. Os pés são uma parte tão importante! E se ela tivesse uma tatuagem. E se usasse uma sandália que mostrasse os dedos pintados de vermelho. Ou um tênis rosa com estampa de personagem de desenho animado... da janela você vê o ponto cheio, abarrotado as seis da tarde. Tenta enxergar a garota no meio de tanta gente. Ela está lá. Prendeu o cabelo. Ela não olha para você. Ela não parece triste, nem feliz, nem nada. Impassível. Indiferente. Você a acompanha esperançoso pela calçada enquanto ela desvia das pessoas no meio do caminho. Você quer ter a coragem de sair do ônibus, mas não tem. Ela vai indo, indo. Ela se foi.&lt;br /&gt;Só lhe resta aumentar o volume e beijá-la nos lábios grossos e deliciosos. Beijá-la como nunca ninguém beijou ninguém. Sem alarde, sem palavras, sem surpresas. Só o momento.&lt;br /&gt;Rock ‘n’ Roll Baby.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-5330536211017220700?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/5330536211017220700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/rock-n-roll-baby.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5330536211017220700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/5330536211017220700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/rock-n-roll-baby.html' title='Rock ‘n’ Roll Baby.'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCucl2vIXYI/AAAAAAAAACM/Ag5ikwrYvRQ/s72-c/Payso_4_The_Ladies_Vol3ipod_Love_Music-front-large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-6730118589127417749</id><published>2010-06-29T12:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T12:05:18.856-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Prosaico'/><title type='text'>Ah! A beleza do prosaico...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCpDkECKO_I/AAAAAAAAACE/7GEn6IvEimI/s1600/Zooey+Deschanel_13339.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCpDkECKO_I/AAAAAAAAACE/7GEn6IvEimI/s320/Zooey+Deschanel_13339.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488273382741523442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ah a beleza do prosaico. Dirão vocês, mas que coisa chata! E eu digo, e daí? As filosofias do linóleo são as melhores. Ninguém leva a sério um cara bêbado no chão balbuciando “verdades universais” grogues, mas todo mundo lembra a sensação, não é? A não ser que seja uma pessoa careta chata que nunca se encontrou nessa situação... Opa quem é chato agora?&lt;br /&gt;A verdade é que todos nós queremos viver nesse frenesi de por um momento na vida saber todas as respostas mesmo que elas não sejam resposta nenhuma. É só ver todas as sextas os bares cheios.&lt;br /&gt;Não, não estou falando do escapismo absoluto. Da perda de consciência através de substâncias. Não, não amigo. Simplesmente aquele estágio entre sonho e realidade que se atinge num estado de cansaço mental limite e um ar inebriante com a mais pura possibilidade. Uma twilight zone onde até o apoio da cerveja é a coisa mais linda do mundo. Olha só quantos escritores, músicos, poetas, dramaturgos, filósofos e bêbados (sim, por quê não!) adoram falar sobre o nada. Vide a obra inteira de Tchekov, ou se não quiser ir tão longe Seinfeld. E é por isso que eu digo:&lt;br /&gt;Ah, a beleza do prosaico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-6730118589127417749?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/6730118589127417749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/ah-beleza-do-prosaico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6730118589127417749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/6730118589127417749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/ah-beleza-do-prosaico.html' title='Ah! A beleza do prosaico...'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCpDkECKO_I/AAAAAAAAACE/7GEn6IvEimI/s72-c/Zooey+Deschanel_13339.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-7311182799207439224</id><published>2010-06-29T11:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T11:08:40.199-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Franny &amp; Zooey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCo2mWWIl2I/AAAAAAAAAB8/0YUlSLOIJOQ/s1600/franny-and-zooey.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCo2mWWIl2I/AAAAAAAAAB8/0YUlSLOIJOQ/s320/franny-and-zooey.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488259128365717346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Franny Glass não sabe o que quer fazer da vida, muito menos Zooey. Zooey Glass é manipulador e dramático, o perfil do ator excelente, charmoso e cafajeste. Zooey é dramática também. Também é atriz. De fato ela é a verdadeira Drama Queen. Seriam os gêmeos perfeitos se fossem gêmeos. A novela e o conto de Salinger se apóiam ai, nessas duas personagens. O que os torna geniais? Quem as escreveu foi Salinger!&lt;br /&gt;A essencialidade da narrativa ilusionista do autor americano é perfeita. Você nunca sabe o que concluir dos personagens porque eles são excelentemente construídos. E a construção deles é uma das coisas mais lindas, e o motor da história. Afinal são duzentas e tantas páginas passadas em apenas um intervalo de algumas horas. &lt;br /&gt;Li Franny &amp; Zooey nos intervalos de um fim de semana corrido cheio de estudos e atividades. E a cada página eu me surpreendia com alguma genialidade do livro. Nunca havia lido Salinger, mas conheço todo o mito em cima da história do autor. Não sei nada sobre Catcher in the Rye, sério mesmo. Gosto de deixar os livros completamente inéditos para mim. Não leio nem resenha. Quero ter opiniões próprias. Por isso decidi ler Franny &amp; Zooey primeiro. E agora mal posso esperar para ler Seymour (uma espécie de pé da história da família Glass). O livro nem me passou nenhuma mensagem revolucionária nem cenas das mais variadas ou dramas psicológicos, na falta de um adjetivo melhor, mindblowing. Melhor que isso me fez rir e chorar com uma naturalidade admirável por ser um livro simplesmente sem nenhuma ação de verdade.&lt;br /&gt;Mas é aí que está a genialidade: entre um banho demorado e uma soneca na sala Salinger prova que uma história pode ser gigantesca sem extrapolar uma quantidade de páginas. Sem deixá-la se afogar em um mar de páginas ignóbeis e sem sal. Ao mesmo tempo escreve uma história gigantesca de duas vidas extremamente peculiares, para não dizer encantadoras (Franny e Zooey são alguns dos personagens mais interessantes da história da literatura) na essencialidade de uma narrativa plural. Prova que para escrever tem que ser bom não parcimonioso ou prolífero ou técnico ou poético. Apenas pegue uma excelente história dos pontos de vistas mais interessantes e conte como se fosse você ouvindo. Ou lendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-7311182799207439224?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/7311182799207439224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/franny-zooey_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7311182799207439224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/7311182799207439224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2010/06/franny-zooey_29.html' title='Franny &amp; Zooey'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/TCo2mWWIl2I/AAAAAAAAAB8/0YUlSLOIJOQ/s72-c/franny-and-zooey.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-722764813788491983</id><published>2009-12-19T12:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T12:49:05.702-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><title type='text'>Arte e Entretenimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sy08EWhRNeI/AAAAAAAAABA/LHf32kxf9M4/s1600-h/tina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 184px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sy08EWhRNeI/AAAAAAAAABA/LHf32kxf9M4/s320/tina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417051972258837986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente é preciso dizer que esta reflexão aqui não está preocupada em definir o que é arte, nem tem as "guts" necessárias para tal. O que quero mesmo é tentar, em minha opinião, distinguir o que considero arte e o que considero entretenimento a partir daquilo que estas formas me fazem sentir. A idéia é realmente separar o joio do trigo, buscar a percepção de que hoje, em meio a uma industria cultural forte e extremamente plural dado os meios tecnológicas e multidão de mídias como meios de expressão, encontrar uma obra de arte é realmente procurar uma agulha no palheiro, não só pela dificuldade mas, principalmente (e peço perdão pela metáfora cafona) porque você vai se espetar e vai sair sangue. E é isso que importa para arte, ao meu ver: ninguém pode sair incólume.  Ninguém está são e salvo de seu efeito.&lt;br /&gt;Como já foi dito, o século XXI trouxe uma consolidação daquela que é chamada de Industria Cultural, fenômeno que vêm acontecendo desde os anos cinqüenta. Com os adventos tecnológicos que facilitaram os meios de comunicação, tornaram os meios de expressão mais democráticas e portanto mais caóticos, mais globais. Isso afetou tal indústria. Isso é, imaginem que tínhamos uma máquina, programada capciosamente, que separava  aquilo que "servia" e aquilo que "não servia" para o uso comum dos consumidores de cultura. Agora imaginem que essa máquina foi desligada e aposentada porque, agora, todo mundo quer "servir". Isso leva a uma democratização maior do meio cultural mas também a uma superpopulação de pequenos artistas tentando um falar mais alto do que o outro. No entanto há um problema ainda maior.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, em que essa máquina funcionou a todo o vapor nos dizendo o que "consumir", a sociedade foi esquecendo o que é culturalmente arte e o que é culturalmente entretenimento. Foi tudo ficando misturado e, conceitos foram formados com relação ao que era considerado arte pelos poucos que ainda se arriscavam a descrevê-la. Um exemplo disso é a poesia, essa arte que é marginal e extremamente não lucrativa hoje em dia e está sempre sendo preterida pela prosa artística como meio literário de prestígio, e esta última preterida pela prosa de massa como meio literário comercial, e esta enfim preterido pela teledramaturgia como contato cultural mais rápido e menos exigente.&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que em outras épocas as pessoas realmente pensavam a arte em sua essência, ou que sequer tinha a noção do que era entretenimento. Sempre houve formas de arte populares, e muitas vezes, estas eram dotadas de maior teor artístico do que as formas consideradas como arte na época, e que depois se tornaram essenciais para um outro tempo, e muitas vezes caracterizaram ideais políticos que influenciaram arte, é só pensar, por exemplo, a importância das canções populares na música erudita dos nacionalistas do final do séculos XIX. Anacronismos a parte, a verdade é que, entrenimento é um conceito que advém da sociedade televisiva, em sua acepção moderna que reflete aqui neste escrito. No entanto essas digressões servem justamente para aquilo que importa sobre o que eu quero dizer sobre entretenimento: Ele sempre existiu nas mais variadas formas, mesmo que não tenha sido chamado desta forma.&lt;br /&gt;Então por quê é importante falar dele agora?&lt;br /&gt;Justamente porque agora ele existe em oposição ao que é arte.&lt;br /&gt;Para mim arte deve te cutucar. Como  Seamus Heaney disse sobre poesia, é quando como damos uma tapa na TV para sintoniza-la de volta. Arte deve dizer algo, mesmo que seja nada, que seja a negação daquilo que é de sua própria natureza artístico. Como se pendurarmos um cartaz no meio da Avenida Paulista como os dizeres: "Isso não é Arte!". A arte em si não pode escapar de sua íntrinseca ontologia artística.&lt;br /&gt;Pensando assim fica mais fácil dizer o que é entretenimento. Podemos dizer que é todo o resto. É ai que entra o que eu gosto de chamar de entretenimento genial e entretenimento não genial.&lt;br /&gt;Vamos reforçar que entretenimento não é arte, mesmo que seja genial. O contrário, no entanto, apenas pode ser verdade em poucos casos, geralmente atrelados a pintura e, mesmo assim, tenho minhas dúvidas quanto a capacidade de existir uma arte que não entretenha. É preciso dizer que entretenimento puro não é também um monstro de sete cabeças do qual os que procuram estar em contato com a arte devam fugir incondicionalmente. Isso é irracional. Ninguém precisa ter medo de se "manchar" porque assistiu televisão.&lt;br /&gt;E é justamente aí o ponto que quero chegar. Entretenimento está lá para distrair, escapismo puro. Ninguém vive só de filosofia e ciência. Nem toda hora podemos ser cutucados por insetos gigantes ou insanas lanças de justas. Ele sempre existiu e sempre existirá. O que precisamos fazer, principalmente hoje, é escolher bem como vamos nos distrair.&lt;br /&gt;Entretenimento que eu chamo de genial é aquele que é bem construído, que nos leva a um bom passatempo sem nos insultar intelectualmente. Um entretenimento não genial são fórmulas feitas, não originais, produto comercial apenas, como aquele sanduíche daquela franquia que sempre vai ser o mesmo. Do primeiro podemos destacar séries televisivas e de livros, música pop sincera,  etc. Do outro podemos falar das soap operas da vida, reality shows, enfim, todo charlatanismo que bloqueia toda a capacidade de pensamento, porque são mastigados previamente para nós como se fossemos bebês e não pudéssemos fazer isso por nós próprios.&lt;br /&gt;De um modo geral entretenimento é importante. Acredito nele. Precisamos diariamente uma boa dose. Acho que só assim conseguiremos destacar o que é bom ou ruim, ao mesmo que alimentamos nossa fome por cultura e tropeçamos aqui e ali em arte de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-722764813788491983?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/722764813788491983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/12/arte-e-entretenimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/722764813788491983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/722764813788491983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/12/arte-e-entretenimento.html' title='Arte e Entretenimento'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sy08EWhRNeI/AAAAAAAAABA/LHf32kxf9M4/s72-c/tina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-8166805401709939966</id><published>2009-12-06T06:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T06:18:58.305-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>500 days of Summer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sxu9KkVEJLI/AAAAAAAAAA4/nC22EPifWT8/s1600-h/GKDyYF0gRfmaxaxlX108IyeAo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 207px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sxu9KkVEJLI/AAAAAAAAAA4/nC22EPifWT8/s320/GKDyYF0gRfmaxaxlX108IyeAo1_500.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412127366464152754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=":9b" class="ii gt"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;0 500 days of Summer é um típico filme sobre crescimento. Homem/garoto chegando à vida adulta encontra um desafio a ser superado. Uma história de iniciação. Um rito de passagem, aliás, confirmado na metáfora final que, a priore parece boba e clichê, mas que se analisada profundamente, adquire um sentido bem mais poético (é claro que não posso fazê-lo aqui, pois seria spoiler e contra os meus princípios).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O filme, já vem embutido com um trunfo, mas têm na verdade dois.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O primeiro, que já é perceptível logo de cara, é a trilha sonora escolhida a dedo para agradar o público-alvo Indie que o filme busca. Eu digo trunfo porque, não apenas a trilha sonora é boa, mas não se sobressai à história e ajuda a contá-la com toques sutis e refinados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O segundo trunfo só pode ser uma conseqüência do primeiro: o ritmo narrativo. Esse vilão para todos os escritores foi domado em 500 days. É claro que, como já foi dito, o fundo musical da história ajuda muito, mas não é o principal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Realmente estamos caminhando junto do nosso herói, um patético loser dos anos 90 ( começa ai a catarse), que chegará ao seu apogeu e descerá tragicamente à sua derrocada. Um fim moderno. O barato está é que somos carregados como ioiôs (para usar uma metáfora pynchoniana) atrás desse cara, Tom Hensen(o ótimo Joseph Gordon-Levitt) que, nos leva numa narrativa não linear pelos 500 dias que passará com esta garota de seus sonhos Summer (a cute cute Zooey Deschanell). Nós realmente somos arrastados a todos os arroubos românticos e bobos do personagem em técnicas que variam em posição de câmera, pequenas incursões filosóficas do narrador (como consciência do loser Tom), e divisão de tela com as expectativas e a realidade de uma situação que Tom vive com Summer. Mas o mais válido aqui é a posição do narrador, o fato de estarmos sempre nos olhos do Tom nos faz passar por todo o rito do qual ele está sendo submetido, e é claro com méritos ao diretor Marc Webb pelo modo divertido... e mais uma vez catártico, in extremis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;500 days of Summer é uma história divertida e com certeza para ser vista na tela grande. É claro que, essa estética voltada ao Indie, (que tem recorrido muito em filmes independentes) pode ser um fator decisivo para o filme, sendo ele comparado a Juno e Pequena Miss Sunshine (este último que não se pode comparar pela superioridade). No entanto, não se pode condenar um filme por esse motivo, muito menos um filme agradável e no ritmo certo como esse.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-8166805401709939966?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/8166805401709939966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/12/0-500-days-of-summer-e-um-tipico-filme.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8166805401709939966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/8166805401709939966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/12/0-500-days-of-summer-e-um-tipico-filme.html' title='500 days of Summer'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/Sxu9KkVEJLI/AAAAAAAAAA4/nC22EPifWT8/s72-c/GKDyYF0gRfmaxaxlX108IyeAo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-4802927462391363707</id><published>2009-11-29T16:07:00.001-08:00</published><updated>2009-11-29T16:08:32.882-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica'/><title type='text'>Infância de Graciliano Ramos</title><content type='html'>Graciliano Ramos explica que a ideia de Infância veio como uma forma de contar o suplício da educação nordestina. De fato, com narrativas breves como pequenas crônicas (mais como pequenos contos devido ao seu teor literário) o texto do escritor alagoano nos mostra o reflexo da sociedade patriarcal, praticamente feudal, nordestina do final do século XIX, início do século XX Nas figuras de seus próprios pais se personificam a lei, o religioso e, o que mais importa, a autoridade local e máxima.&lt;br /&gt; Ora, o local é mínimo e gigantesco, aos olhos de uma criança, o vilarejo é todo o mundo grande e imenso. Máxima, portanto são as figuras terríveis dos adultos, seu julgamento e punição.&lt;br /&gt; Dirão vocês que nos encontramos diante de uma crítica ferrenha de uma sociedade atrasada. Dirão, mais ainda, que estamos em face de uma memória de um importante aspecto social de nosso país. Um documento, importantíssimo em seu valor.&lt;br /&gt;Eu digo, em minhas impressões, que o livro é tudo isso, sim, mas não só. Estamos diante de um relato, verdadeiro, autobiográfico, individual com certeza. Mas não podemos nos esquecer do literário.&lt;br /&gt; A narrativa seca e mordaz, e ainda assim extremamente honesta e simples de Graciliano Ramos se aplica também a Infância, suas memórias de menino. Seu punho de escritor único, e maior representante de uma das realidades brasileiras mais tristes e impactantes do Brasil, desfere imagens lindas pela realidade e força de sua crueldade. O menino Graciliano Ramos se confunde com o escritor para arquitetar e construir, palavra por palavra, uma realidade. A crítica é implícita, é claro, mas a escrita como arte prevalece pela sua simplicidade genial. Relatos como a punição desmedida do moleque José pelo pai de Graciliano, o questionamento ingênuo do menino escritor sobre a existência do inferno, a figura terrível do juiz/pai que o acusa/julga/condena pelo sumiço do cinturão, a terrível descrição da queimada morta parte objeto-destruído-parte-carne-assada-parte-máscara-gosmenta-e-humanizada, até a meta memorização do versinho de criança; tudo isso é parte de uma imagem crítica, mas antes de tudo é imagem, e imagem é arte, e a arte de Graciliano é a literatura. A sua literatura única e própria que invade sua vida. Que é sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-4802927462391363707?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/4802927462391363707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/11/infancia-de-graciliano-ramos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4802927462391363707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/4802927462391363707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/11/infancia-de-graciliano-ramos.html' title='Infância de Graciliano Ramos'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8545895988906341693.post-2976564362308837034</id><published>2009-11-29T14:18:00.001-08:00</published><updated>2009-11-29T14:18:49.663-08:00</updated><title type='text'>Quisera eu escrever um blog</title><content type='html'>Quisera eu escrever um blog, mas as vírgulas não deixaram. Pensava eu em minhas ideias que perderam o acento pelo caminho, assim como eu, o meu tempo quando me deparei com a infinidade de vírgulas pelo caminho. Poderei, ponderei e ponderei. Resolvi por um ponto e, de ponto e vírgula em ponto e vírgula cheguei ao espaço vazio. Uma infinidade assustadoramente branca, desolada e intimadora. Morri de medo e de dislexia. Cai esmagado pelo vazio inexpressivo. Grafico mas sem o lógico. .............................................................................................................................................................................&lt;br /&gt;__________________________-_-_____________----__________________________________________&lt;br /&gt;ooooooooiiiiiiiiiaaaaaaaaaasssssssssssssssnnnnnnnnnnnnnrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr 4854545454546637d^^&amp;amp;*%$#gsbdhgHG~@@%%DGCBBOI ((&amp;amp;*&amp;amp;67yghrjh5400sij5/-*+8+8+86&lt;br /&gt;hguyjwgtdzghj\gjhfdgeytuijkgyufdasugsudguedgusguhaaaaaaaaaaaaté que o gráfico se tornou morfológico e arranquei o in de expressivo, dei uma de sintático e taquei-lhe logo um verbo e um sujeito, e aí foi só ser. Eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são expressivos. Logo depois virei semântico, pragmático e sintgmático, léxicográfico, etc. etc. etc.etc.etcetcetcetcctetectceectetc.......&lt;br /&gt;Mas o melhor for virar meta-linguístico.&lt;br /&gt;Quisera eu escrever um blog, quisera eu blogar uma escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8545895988906341693-2976564362308837034?l=danielfeltrin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/feeds/2976564362308837034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/11/quisera-eu-escrever-um-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2976564362308837034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8545895988906341693/posts/default/2976564362308837034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://danielfeltrin.blogspot.com/2009/11/quisera-eu-escrever-um-blog.html' title='Quisera eu escrever um blog'/><author><name>daniel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07968129136310918412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_8SIAhktDkz0/SxLtsv-tKwI/AAAAAAAAAAM/NS5ENSA9lS8/S220/dan.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
