domingo, 29 de novembro de 2009

Infância de Graciliano Ramos

Graciliano Ramos explica que a ideia de Infância veio como uma forma de contar o suplício da educação nordestina. De fato, com narrativas breves como pequenas crônicas (mais como pequenos contos devido ao seu teor literário) o texto do escritor alagoano nos mostra o reflexo da sociedade patriarcal, praticamente feudal, nordestina do final do século XIX, início do século XX Nas figuras de seus próprios pais se personificam a lei, o religioso e, o que mais importa, a autoridade local e máxima.
Ora, o local é mínimo e gigantesco, aos olhos de uma criança, o vilarejo é todo o mundo grande e imenso. Máxima, portanto são as figuras terríveis dos adultos, seu julgamento e punição.
Dirão vocês que nos encontramos diante de uma crítica ferrenha de uma sociedade atrasada. Dirão, mais ainda, que estamos em face de uma memória de um importante aspecto social de nosso país. Um documento, importantíssimo em seu valor.
Eu digo, em minhas impressões, que o livro é tudo isso, sim, mas não só. Estamos diante de um relato, verdadeiro, autobiográfico, individual com certeza. Mas não podemos nos esquecer do literário.
A narrativa seca e mordaz, e ainda assim extremamente honesta e simples de Graciliano Ramos se aplica também a Infância, suas memórias de menino. Seu punho de escritor único, e maior representante de uma das realidades brasileiras mais tristes e impactantes do Brasil, desfere imagens lindas pela realidade e força de sua crueldade. O menino Graciliano Ramos se confunde com o escritor para arquitetar e construir, palavra por palavra, uma realidade. A crítica é implícita, é claro, mas a escrita como arte prevalece pela sua simplicidade genial. Relatos como a punição desmedida do moleque José pelo pai de Graciliano, o questionamento ingênuo do menino escritor sobre a existência do inferno, a figura terrível do juiz/pai que o acusa/julga/condena pelo sumiço do cinturão, a terrível descrição da queimada morta parte objeto-destruído-parte-carne-assada-parte-máscara-gosmenta-e-humanizada, até a meta memorização do versinho de criança; tudo isso é parte de uma imagem crítica, mas antes de tudo é imagem, e imagem é arte, e a arte de Graciliano é a literatura. A sua literatura única e própria que invade sua vida. Que é sua vida.

Quisera eu escrever um blog

Quisera eu escrever um blog, mas as vírgulas não deixaram. Pensava eu em minhas ideias que perderam o acento pelo caminho, assim como eu, o meu tempo quando me deparei com a infinidade de vírgulas pelo caminho. Poderei, ponderei e ponderei. Resolvi por um ponto e, de ponto e vírgula em ponto e vírgula cheguei ao espaço vazio. Uma infinidade assustadoramente branca, desolada e intimadora. Morri de medo e de dislexia. Cai esmagado pelo vazio inexpressivo. Grafico mas sem o lógico. .............................................................................................................................................................................
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ooooooooiiiiiiiiiaaaaaaaaaasssssssssssssssnnnnnnnnnnnnnrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr 4854545454546637d^^&*%$#gsbdhgHG~@@%%DGCBBOI ((&*&67yghrjh5400sij5/-*+8+8+86
hguyjwgtdzghj\gjhfdgeytuijkgyufdasugsudguedgusguhaaaaaaaaaaaaté que o gráfico se tornou morfológico e arranquei o in de expressivo, dei uma de sintático e taquei-lhe logo um verbo e um sujeito, e aí foi só ser. Eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são expressivos. Logo depois virei semântico, pragmático e sintgmático, léxicográfico, etc. etc. etc.etc.etcetcetcetcctetectceectetc.......
Mas o melhor for virar meta-linguístico.
Quisera eu escrever um blog, quisera eu blogar uma escrita.